Técnico deixa de jogar com três zagueiros quando está com a bola, com um volante improvisado, e insiste em jogadas pelo meio, com Leandro Damião mais recuado
O técnico Enderson Moreira assumiu o comando do Santos no início deste mês. Em pouco mais dez dias de trabalho, já é possível observar mudanças na equipe, que antes era comandada por Oswaldo de Oliveira. Apesar do pouco tempo para treinar, já que a rotina de jogos não permite, o novo treinador do Peixe vem conseguindo implantar sua filosofia.
Jogando em casa (na Vila Belmiro ou no Pacaembu), Enderson manteve o 4-3-3, formação utilizada pelo antecessor. Com a bola no pé, porém, é que as coisas mudam. Antes, Oswaldo improvisava um volante na função de terceiro zagueiro enquanto os santistas atacavam. O novo treinador opta por jogar com uma linha de quatro, com os dois laterais e os dois defensores. Assim, o time fica menos ofensivo, já que os alas não apoiam tanto.
- Os dois são bons treinadores, mas têm estilos diferentes. Jogamos de outra forma agora, não temos mais o volante jogando como terceiro zagueiro. Ficamos mais com uma linha de quatro, mesmo. Fazemos o que o Enderson pede para vencermos - explicou Cicinho, que agora tem de guardar mais posição e não apoia tanto.
No ataque, também há mudanças. Além de bancar a permanência de Leandro Damião entre os titulares e sacar Gabriel na partida contra o Sport, Enderson prefere centralizar as jogadas. Robinho fica mais recuado e tenta ajudar Lucas Lima na armação, ao invés de ficar isolado na ponta esquerda. Na vitória por 2 a 1 sobre o Coritiba, sábado, na Vila Belmiro, foi assim.
O treinador ainda altera a escalação jogando fora de casa, o que Oswaldo não fazia. Na derrota por 3 a 1 para o Sport, na Arena Pernambuco, o Santos teve três volantes (Arouca, Souza e Alan Santos). Com a mudança, a equipe teve mais volume no meio, mas não conseguiu voltar para casa com os três pontos.
Enderson afirma que o time não tem apenas 11 titulares e que fará mudanças de acordo com o adversário. O fato de Oswaldo não mudar o estilo de jogo foi um dos motivos que irritaram os dirigentes do Peixe.
Globoesporte.com
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