segunda-feira, 1 de março de 2010

Peixe aumenta lucro com público menor, mas promete reduzir valor dos ingressos


Após protesto, partida contra Bragantino leva mais torcedores do que clássico contra Timão. Presidente fica satisfeito e agora fala em promoção


Mesmo depois de muitas críticas da torcida, a diretoria do Santos ficou satisfeita com o lucro obtido com o aumento no preço dos ingressos do clássico contra o Corinthians, domingo, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Paulista. Apesar de o público ter sido inferior ao do jogo diante do Bragantino, o valor arrecadado foi superior.


Entretanto, a direção garante que reduzirá o custo dos bilhetes e cogita até fazer promoções. Diante do Timão, 9.029 torcedores estiveram presentes no estádio, enquanto 11.794 compareceram frente ao Massa Bruta. Na contabilidade, porém, o clássico foi mais vantajoso. A comercialização dos bilhetes gerou aos cofres do clube R$ 595.120,00, enquanto ante o Braga chegou a apenas R$ 262.850,00.


- Tenho que pagar contas no fim do mês. Para manter os meninos, precisamos de bilheteria. Isso valeu para o jogo contra o Corinthians e trouxe resultados econômicos satisfatórios. Agora, voltamos aos velhos preços e podemos fazer promoções - explicou o presidente Luis Álvaro de Oliveira.


O mandatário, aliás, acredita que o lucro do Santos poderia ter sido maior se o tempo tivesse colaborado. A partir do meio-dia, uma forte chuva caiu sobre o litoral e a capital paulista, o que atrapalhou a presença do público. No entanto, até o sábado, apenas seis mil das 17 mil entradas colocadas à disposição haviam sido vendidas.


- Eu preferia que a Vila estivesse regurgitando gente. Pegamos azar com essa chuvinha - acrescentou. A torcida do Santos não escondeu a insatisfação com a subida no preço – aumentou de R$ 30 para R$ 80.


Neste domingo, um grupo foi à Vila Belmiro com uma faixa contendo a seguinte frase: “No circo do futebol, o torcedor é o palhaço”, em alusão à declaração do presidente Luis Álvaro de Oliveira sobre cobrar um valor mais alto, como faz o Cirque du Soleil em comparação com um "circo de periferia".


Globoesporte.com

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