Vágner Mancini avisou neste domingo que não tem medo de fantasmas desde os cinco anos de idade. "Nem de diabo ou o que quer que seja", disse um emburrado técnico do Santos, esboçando um sorriso. A irritação era com os boatos de que o seu emprego estaria em risco com Wanderley Luxemburgo e Muricy Ramalho disponíveis no mercado. Após o empate por 1 a 1 no clássico com o Palmeiras, no entanto, Mancini voltou a ganhar respaldo do presidente Marcelo Teixeira. "Poderia até ser uma tentação o fato de dois treinadores de porte do futebol brasileiro estarem desempregados, mas também temos um grande técnico. O Mancini não é mais uma promessa. Não tem o rol de títulos do Luxemburgo e do Muricy, mas está no caminho certo", disse o dirigente, que possui boa relação com o ex-treinador palmeirense.
Satisfeito com os elogios feitos por Teixeira, Mancini voltou a desabafar contra os críticos. O discurso já se tornou rotineiro. "Dizem que sou nervoso, mas tenho motivos. Sempre estive firme no Santos. Essa é a verdade. A partir do instante em que o presidente me garante no cargo, as pessoas devem parar de falar em outros técnicos", esbravejou.
O treinador ainda fez questão de lembrar que o presidente do Santos não é o único capaz de rescindir o seu contrato. "Não estou em perigo. Já tive a chance de sair do Santos e não fui. Gosto de cumprir um compromisso até o final, ainda mais porque estou em uma equipe de ponta do país", bradou.
Enquanto Vágner Mancini se dizia orgulhoso pelo seu cargo, Marcelo Teixeira deixava o estádio Palestra Itália com a expressão bem mais serena. "Reconhecemos o grande potencial do Mancini. Queremos prosseguir com ele", repetiu o mandatário santista.
Gazeta Esportiva
Djalma Vassão/Gazeta Press
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