No peito e na alma !

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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Aposentadoria de Renato intensifica busca do Santos por volante

Volante encerra carreira no final deste ano e alerta a diretoria, que já procura um substituto para o meio-campo, além de um reforço para a vaga de Alison

Aposentadoria de Renato faz Santos buscar reposição no mercado (Foto: Ivan Storti)

O Santos já sondava o mercado por uma alternativa por Alison, mas a aposentadoria de Renato, hoje executivo de futebol e jogador -com vinculo até o final da temporada-, apenas deixou mais clara a necessidade de contratar um primeiro volante. 

Alison é titular absoluto do time de Cuca e consequentemente se desgasta pela sequência de jogos. Pensando nisso, o presidente José Carlos Peres já estudava a contratação de um reforço no meio-campo. Porém, com a saída de Renato em 2019, haverá a contratação de mais um volante, mas com características diferentes.

O Santos aguarda a aprovação dos quatro nomes indicados por Peres ao Comitê de Gestão, que serão votados em reunião do Conselho Deliberativo na tarde desta terça, para avançar nas negociações.

Atualmente o elenco do Santos não tem um atleta com as características de Alison: marcador, ágil e com facilidade para roubar bola. Já as de Renato, o mais próximo é Yuri, que substituiu o camisa 5 na vitória por 1 a 0 contra o Corinthians.

Um reforço que ainda está sendo testado por Cuca é Bryan Ruiz, que ainda não se encaixou no time. São apenas nove jogos desde julho, quando foi apresentado. Por Lancepress

Com Rodrygo e Alison de volta, Santos inicia semana com força máxima para enfrentar o Inter

Cuca terá nova sequência de treinos e todos os considerados titulares à disposição

Por Globoesporte.com

Pedro Ernesto Guerra Azevedo/SFC

O duelo do Santos contra o Internacional acontece só na segunda-feira que vem, mas o técnico Cuca já tem uma notícia a comemorar: começa a semana livre de treinos com todos os atletas considerados titulares à disposição para a partida válida pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Na vitória contra o Corinthians, no sábado passado, Cuca não contou com Rodrygo, que estava com a seleção brasileira, Alison, suspenso, e Robson Bambu, preservado por ter sofrido uma lesão na coxa esquerda. O trio do Peixe estará disponível para o jogo contra o Colorado, vice-líder do Brasileirão, no Beira-Rio.

Como atuou pela Seleção na última segunda-feira, Rodrygo ainda não deve ir a campo nesta terça-feira, no CT Rei Pelé. A tendência é que o atacante de 17 anos faça um trabalho regenerativo.

O caso de Robson Bambu é mais complexo. O zagueiro está à disposição, mas como recusou a proposta de renovação do Santos, pode não jogar mais pelo clube. Essa decisão será tomada pelo técnico Cuca em conjunto com a diretoria do Peixe. A princípio, o defensor trabalhará normalmente com o restante do elenco.

Além dos três titulares, o técnico também terá os retornos de Kaio Jorge e Bryan Ruiz, que estavam com a seleção brasileira sub-17 e da Costa Rica, respectivamente. O primeiro deve se apresentar no meio da semana, já que entra em campo ainda nesta terça-feira, em amistoso contra a Inglaterra.

O único desfalque deve ser Felippe Cardoso, que sofre com pubalgia durante praticamente toda a temporada. O atacante só esteve em campo pelo Peixe durante 20 minutos, no clássico contra o São Paulo.

O Santos terá seis dias de preparação para o duelo contra o Inter. Durante a semana, Cuca deve priorizar os trabalhos de finalização e cruzamento, além de testar alternativas na equipe.

O elenco se reapresenta na tarde desta terça-feira, no CT Rei Pelé. O Peixe é o sétimo colocado do Campeonato Brasileiro, com 42 pontos conquistados, quatro a menos que o Atlético-MG, último clube do G-6.

Presidente do Santos explica dificuldade pela volta de Robinho


Presidente do Santos comenta interesse em Robinho (Foto: Divulgação)

O presidente do Santos vê pouca chance de ver o retorno de Robinho – e não é pela acusação de violência sexual. O problema é financeiro.

Robinho tem contrato até 30 de junho de 2019 com o Sivasspor-TUR. Lá, o atacante de 34 anos recebe salário fora da realidade financeira do Peixe. As chances aumentariam consideravelmente no caso de “desconto” para readequação ao futebol brasileiro.

“É difícil… Difícil pelos valores salariais. O processo que ele responde tinha corrido à revelia. Ele recorreu e se defende na Justiça. Portanto, não há empecilhos”, disse Peres, à Gazeta Esportiva, antes de admitir que espera por uma pedida salarial “adequada” para tê-lo de volta.

O processo citado pelo presidente resultou em condenação a nove anos de prisão em primeira instância. A acusação é de “violência sexual em grupo” contra uma jovem albanesa, em 2013, quando defendia o Milan-ITA. Robinho responde em liberdade.

A revelia é um termo jurídico que representa alguém que não comparece em julgamento. Depois de ser considerado culpado, Robinho recorreu e se defende na Justiça à espera do resultado em segunda instância. Não há impedimento para exercer a profissão.

“Foi veiculado de forma errada que ele estaria entre aspas fugindo da condenação. Pelo contrário. Turquia fica também na Europa, portanto ele poderia ser preso lá. Ao contrário do Brasil por ser cidadão brasileiro. Responde ao processo com a cabeça erguida e tem ciência da inocência. Por isso não tem medo de atuar lá fora porque sabe que conseguiremos provar a inocência dele e não corre risco de ser preso”, afirmou Marisa Alija, advogada e representante de Robinho, à reportagem, antes de comentar sobre a chance do retorno.

“Robinho tem contrato até 30 de junho de 2019. Foi muito bem recepcionado pelo clube e torcedores e está feliz com o trabalho desenvolvido. Como é nossa conduta, só iremos pensar sobre o futuro do atleta a partir do fim do ano, quando o mesmo poderá realizar um pré-contrato”, emendou.

Robinho foi pauta no Santos em dezembro de 2017 e também no meio deste ano. Como antecipou a Gazeta, Cuca quer o atacante na próxima temporada. O técnico acredita que o ídolo pode causar o mesmo efeito de Ronaldinho Gaúcho na campanha vencedora do Atlético-MG na Libertadores da América em 2013.

Em baixa no Flamengo, R10 reencontrou o bom futebol no Galo e foi decisivo. No Peixe, Cuca vê a falta de uma referência técnica capaz de chamar a responsabilidade e auxiliar os mais novos. O treinador ouviu a opinião de alguns profissionais do Alvinegro e recebeu “sinal verde” para pedir o atleta à diretoria. Por Gazeta Press

Após ‘não’ de Bambu, Santos prepara processo e busca substituto


Santos prepara processo e busca solução após “não” de Bambu (Ivan Storti)

Após ouvir o “não” de Robson Bambu para a proposta de renovação do contrato, o Santos prepara um processo e busca soluções caseiras para a provável falta do zagueiro.

O Peixe enviou uma notificação à Federação Paulista de Futebol e CBF para exigir a prioridade na renovação do primeiro acordo profissional, como rege a Lei Pelé. Há um pré-contrato assinado com o Atlético-PR.

O Alvinegro, porém, não tem vitória certa nos tribunais. Já houve prorrogação de prazo e aumento no primeiro acordo com o clube. Dessa forma, a prioridade pode não existir mais se o entendimento das autoridades for de um segundo contrato assinado pelo atleta.

Enquanto aguarda pelo trabalho do departamento jurídico, o Santos procura soluções caseiras – a tendência é Bambu não estar mais à disposição do técnico Cuca – o atual vínculo se encerrará no próximo dia 10 de novembro.

O elenco conta com Gustavo Henrique, Luiz Felipe e Lucas Veríssimo. Nomes como Kaique Rocha e Sabino, atualmente no time sub-23 para a disputa do Campeonato Brasileiro de Aspirantes, agradam. Matheus Guedes também se destaca, mas a saída para o futebol europeu é dada como certa. 

Depois de discutir com seus representantes, Robson Bambu manifestou a vontade de confirmar o acerto com o Furacão, mesmo que o Peixe tenha feito uma oferta recente, em setembro, de R$ 70 mil por mês por três temporadas.

Bambu está recuperado de lesão na coxa direita e pode não ser mais utilizado por conta do impasse contratual. A próxima partida do Santos será contra o Internacional, segunda-feira, em Porto Alegre, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.

A última partida do zagueiro foi, curiosamente, contra o Atlético-PR, com quem tem pré-contrato, no dia 30 de setembro, em vitória por 1 a 0 na Vila Belmiro. `Por Gazeta Press

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

“Meu sonho é ter a minha cara no muro do CT”, por Diego Pituca


Em depoimento ao DIÁRIO, o volante Diego Pituca relembra não ao Santos, momentos difíceis da carreira e revela o sonho de ser sua imagem no muro do CT Rei Pelé (Crédito: Ivan Storti/SantosFC)

Desde os sete anos eu tento entrar no CT Rei Pelé. Minha tia mora no canal dois e sempre que eu vinha pra cá eu tentava ver o treino subindo nas árvores. Eu não fui sempre santista, mas essa história deixa pra lá. O importante é que meu tio colocou na cabeça que me faria santista e me deu tanta camisa do Santos que eu decidi, com 11 anos, que torceria pelo Peixe.

Não era fácil ser santista no interior. Um de cada 20 torcia pro Santos, era praticamente sozinho. Diziam que não tinha torcida, mas demos a resposta quando fomos Campeões Brasileiros em 2002. Agora está mais fácil, não sei de onde estão saindo, mas tem bastante santista. Eu mesmo já dei camisa pra todo mundo na minha cidade e estão todos virando santistas por minha causa.

Eu comecei a jogar bola na rua mesmo, nos golzinhos de chinelo. Perdi as contas de quantos chinelos já esqueci no golzinho, até o dia que minha mãe me proibiu de ir jogar bola de chinelo. Já ia sem pra não perder. Não tinha nem mais a tampa do dedão de tanto que jogava. Sempre perseguindo um lugar onde jogar. Avisavam que tinha gente no terrão ou no campinho e eu ia correndo pra lá.


Comecei na minha cidade, Mogi Guaçu, e joguei dos 10 aos 17 anos no Guaçuano. No final da categoria Sub-17 fui para o Itapirense, de Itapira, cidade vizinha. Nessa época eu não ficava alojado, ia e voltava todo dia, pois ainda não tinha concluído os estudos. Eu e três amigos fazíamos uma vaquinha pra ir com o meu pai e seu Corcel Indomável, como meus amigos costumavam chamar.

O apelido era porque o carro perdia o freio com frequência. Uma vez, em uma descida na volta pra Mogi, o Corcel perdeu o freio e lá embaixo havia uma curva e, ao lado, um rio. Pensei que não ia dar, que íamos cair no rio, mas meu pai conseguiu fazer a curva.

Venho de uma família humilde e se não fossem meus pais, eu não estaria aqui hoje. Já pensei em desistir muitas vezes, quem nunca? Ficava sem receber, sem comer… Meu pai chegou a pegar dinheiro emprestado, às vezes até o carro emprestado com os amigos, pra poder me levar aos treinos. Eles tiravam até de onde comer pra poder me dar uma chuteira.

Herdei o apelido dele: Pituca. Ele era um super pai, mas eu odiava que me chamassem de Pituquinha. Ficava puto, mas não tinha jeito. Consegui colocar o Diego na frente e ficou um pouco melhor. Agora já acostumei, se você perguntar pelo Diego ninguém vai saber quem é. O apelido, inclusive, é um mistério. Meu avô já era chamado assim e passou pro meu pai, mas nenhum dos dois soube me explicar o porquê.


A partir dos 18 anos fiquei alojado em Itapira. Era uma casa com 30 meninos, todos em busca do mesmo sonho. Até hoje ainda tenho contato com vários deles, a maioria parou de jogar. As condições não eram as melhores, comíamos marmita, mas muitas vezes vinha estragada e, para ninguém ficar sem comer, dividíamos. Não tinha dinheiro para ir a um restaurante, por exemplo, ganhava 200 reais e ainda atrasava.

Fiquei no Itapirense até os 19 anos. Quando virei profissional fui para o Mineiros, da segunda divisão de Goiás: o lugar onde eu quase desisti do futebol. Ofereceram 1200 reais, mas quando chegou lá abaixaram para 550. Treinava separado, quando ia comer, tinha que esperar todos terminarem para ver se sobrava comida, e ainda precisava limpar o banheiro. Nunca contei isso pros meus pais, pois sabia que se contasse eles diriam pra voltar.

Dois amigos que foram comigo desistiram. Eu não queria desistir, em algum momento iria dar certo, não podia ir embora. No entanto, depois de um mês o treinador que me levou saiu do time e disseram que fariam o acerto comigo. Peguei mil reais e, como a passagem custava 200, mandei o restante todo pra minha mãe. Só me esqueci que a viagem tinha 18 horas e eu não teria dinheiro pra comer e nem pra ir de Campinas, onde o ônibus parava, até Mogi. Estava estressado com toda a situação. Por sorte, um amigo estava comigo e me emprestou dinheiro. O Corcel Indomável do meu pai acho que nem conseguiria chegar até Campinas.

Quando cheguei em casa, desci do ônibus e meu pai disse que tinha um teste no XV de Piracicaba pra mim. Chegando lá o teste duraria uma semana e não tinha cama pra eu dormir, mas disseram que arrumariam depois. Tudo bem, já tinha passado coisas piores. Estava muito frio no dia e eu fui tomar um banho. O banheiro era coletivo, todos os chuveiros lado a lado e o pessoal tomando banho tranquilo. Quando liguei o chuveiro tive uma surpresa: água gelada. Ainda perguntei se era normal aquilo e eles disseram que sim, que já tinham acostumado. Não daria certo.

Voltei pra minha cidade no dia seguinte e o meu antigo treinador do Itapirense tinha ido pro Brasilis, time de Águas de Lindóia, e me convidou. A estrutura era melhor, vários times da capital faziam pré-temporada lá. Assinei meu primeiro contrato e joguei por um ano como lateral-esquerdo. É curioso: ao final da temporada recebi uma proposta do Santos, mas naquele momento eu estava desanimado e não queria mais jogar futebol. Era uma época complicada, eu via meus amigos saindo, ganhando muito dinheiro e eu não conseguia fazer nada. Queria largar aquilo e ir trabalhar para ter dinheiro como eles e poder sair. Liguei pro meu pai e pedi para ele ir me buscar. Quando contei a ele que rejeitei uma proposta do Santos, time do meu coração, pela primeira vez na minha vida eu vi ele chorar. Foi o dia mais triste da minha vida.

Naquele momento eu estava jogando fora todo o esforço dos meus pais por alguns trocados a mais para sair com meus amigos, mas essa era minha decisão. Já que iria trabalhar, minha mãe começou a fazer meu currículo, eu nunca tinha feito, não fazia ideia. Ela perguntou: qual curso você tem? Nenhum. Qual sua experiência? Nenhuma, só terminei o terceiro colegial. Então ela disse que eu poderia trabalhar de servente de pedreiro. Eu disse pra ela que não aguentaria e ela respondeu: “Lógico que você aguenta, você não rejeitou uma proposta do Santos? Agora você vai aguentar qualquer serviço.”

No final do ano, minha irmã, que trabalhava em uma loja de sapatos, arrumou uma vaga de estoquista pra mim. Já não trabalhava no sol, então seria mais fácil. Das 7h às 22h para ganhar 800 reais. Eu queria sair com os amigos, mas trabalhando tanto tempo eu chegava cansado demais pra sair. Nunca vi tanta caixa na minha vida, mas não podia reclamar. Quando falava qualquer coisa, a resposta sempre era: “Você não quis jogar bola, agora arrume as caixas.”

Dos 800 reais, nem 50 me sobravam no final do mês. Eu não gostava de levar comida de casa para esquentar e então comia em uma lanchonete em frente à loja: duas coxinhas e um suco de laranja todo dia. No final do mês, fui pagar a conta e deixei quase todo o meu salário na lanchonete. Voltei atrás na minha decisão: iria jogar futebol.

Surgiu uma oportunidade no Guaçuano mesmo para jogar a Série A-3 do Campeonato Paulista. Fiquei de 2011 a 2013 no time da minha cidade. Fiz oito gols jogando como meia e no último jogo fiz um de letra. Já estava acertado com o Olímpia, mas nesse dia um cartola da Matonense me viu jogar e falou que não importava o quanto tinham me oferecido: ele oferecia o dobro. Não sabia nem onde era Matão, mas fui. Meu pai emprestou um carro e fomos assinar o contrato. Ganhei cinco mil na assinatura: nunca tinha visto tanto dinheiro na vida.

Fiquei na Matonense até 2015, disputamos Série A-2 do Paulista e caímos para a A-3. Então chegou a proposta do Botafogo de Ribeirão Preto. Pesquisei e vi que era Série A-1 do Paulista, aceitei na hora. Cheguei com 22 anos e fiquei três anos. Tenho um carinho muito grande pelo Botafogo, pela torcida e pelas pessoas que comandam o time. Um dia quero encerrar minha carreira lá.


No Botafogo fomos campeões da Série D e eu comecei a me destacar. No final do ano seguinte, na Série C, tive duas propostas: uma delas do Santos. Foi Deus me dando uma segunda chance ao erro que tinha cometido quando mais novo. Era pro Santos B, mas é o Santos, a diferença é uma grade que separa os times aqui no CT. Quando cheguei aqui para treinar, buzinei e o segurança olhou pra mim e perguntou o que eu queria. Disse que iria treinar e ele perguntou se eu era jogador mesmo. Pô, será que eu não tenho nenhuma pinta de jogador? Ele deixou eu entrar, mas ainda disse: “você não está me enganando não, né?”

Nosso time no Santos B era muito forte. Cada treino pra mim era o último, minha chance de fazer um bom trabalho e alguém me olhar. No começo desse ano recebi propostas de outros times, mas quando o William Machado assumiu, ele já me conhecia por ter transmitido alguns jogos do Botafogo e alertou o Jair Ventura. Ele me chamou, disse que tinham muitos jogadores na minha posição e que não poderia me inscrever no Paulista, mas tudo bem eu iria mostrar para ele nos treinos. Sou muito grato a ele. Esperei minha oportunidade, que acabou chegando em um momento que eu nem esperava: Copa Libertadores da América, na Vila Belmiro.


Cheguei em casa e contei que iria jogar. Eu não estava indo para os jogos e minha namorada nem acreditou. Disse pra minha mãe assistir. Quando acabou o jogo eu estava tão feliz que esqueci a aliança na Vila. Cheguei em casa sem aliança e já imagina, né? Eu estava tão feliz que parecia uma criança, ela até entendeu, mas eu tive que voltar correndo pro estádio. Sem sucesso: não consegui entrar. Até hoje não encontrei e nunca mais comprei outra. Falei pra minha namorada que iria comprar e ela disse que agora que eu perdi, ela queria uma de ouro. Saí no prejuízo… Aquele dia vai ficar marcado na minha vida, meu sonho de criança era jogar pelo Santos, meu time do coração.

A comemoração do primeiro gol pelo Peixe com o coração escondido. A namorada não gostou muito (Crédito: Ivan Storti/SantosFC)

Não costumo marcar muitos gols, mas sempre ficamos pensando como será o gostinho de fazer um gol. Antes do jogo contra o Vasco, o Cuca chegou em mim no vestiário, passou a perna na minha, passou o braço no meu e profetizou: “Hoje você vai marcar um gol”. Falou desse jeito. O Sánchez cruzou, a bola bateu na minha barriga e entrou. Fiz tanta comemoração que eu nem sei. Tinha combinado de fazer um coração pra minha namorada, mas fiz meio embaixo e nem deu pra ver. De novo tomei bronca, mas tá prometido que da próxima vez vou fazer o coração, se não daqui a pouco ela larga. No próximo jogo vou chegar no Cuca e fazer o ritual de novo, gostei dessa brincadeira aí.

Meu sonho agora é ter a cara no muro do CT. Sei que não é fácil e que pra chegar lá o Santos precisa conquistar títulos e quem sabe eu chegar à Seleção Brasileira. Agora que já realizei o sonho de jogar aqui, o próximo passo é fazer história. Por Diário do Peixe

Reforços à vista: presidente do Santos garante autonomia de Cuca e começa a planejar 2019


“Vamos fazer o time do Cuca”, afirma Peres; na terça-feira, técnico participa de encontro

Por Globoesporte.com

Ainda restam nove jogos para a temporada do Santos acabar, mas o ano de 2019 já começará a ser planejado pelo presidente José Carlos Peres, o técnico Cuca e o executivo de futebol Renato nesta semana.

Peres revelou que, pela chegada de reforços, se reunirá com Cuca, Renato e também com o gerente administrativo Sergio Dimas nesta terça-feira para discutir nomes para a próxima temporada. O presidente exaltou o trabalho feito pelo comandante no Santos até o momento.

– Conto com o Cuca. É um excelente treinador. O resultado está aí, estamos ganhando os jogos. A gente espera que o Cuca continue conosco não só esse ano. Terça-feira, eu, Cuca, Renato e o Dimas vamos nos sentar e discutir nomes. Nós vamos fazer o time do Cuca. Entendeu ou não? A preferência é fazer o time dele – disse Peres.

– Da forma profissional que estamos tocando o clube, temos de entender que nós temos que dar meta e cobrar. Agora, só podemos fazer isso se quem está no cargo consiga montar o time dele, dispensar quem ele acha que tem de dispensar, trazer quem acha que tem de trazer. Tudo isso a gente entende e nós vamos montar o time do Cuca, sim – emendou o presidente.


José Carlos Peres e Cuca começam a tratar do próxima ano do Santos — Foto: Ivan Storti/Santos FC

Nesta temporada, Cuca ganhou quatro reforços ao assumir o Santos: Carlos Sánchez, Bryan Ruiz, Derlis González e Felippe Cardoso. Antes dele chegar, o Peixe contratou Gabigol, Dodô e Eduardo Sasha no início do ano.

Para 2019, o técnico espera um nome para ser a referência do time, além de contratações pontuais, como uma peça de reposição para Alison, outra para Dodô, além de um novo meia e outro atacante, já que o Peixe provavelmente perderá Gabigol, emprestado até o fim deste ano.

Bambu recusa proposta e pode não jogar mais pelo Santos

Bambu recusa proposta de renovação do Santos (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Robson Bambu pode não jogar mais pelo Santos. O zagueiro recusou a proposta de renovação do contrato a se encerrar no próximo dia 10. Há um pré-acordo assinado com o Atlético-PR. 

Depois de discutir com seus representantes, o defensor de 20 anos manifestou a vontade de confirmar o acerto com o Furacão, mesmo que o Peixe tenha feito uma oferta recente, em setembro, de R$ 70 mil por mês por três temporadas.

Diante do impasse, o Alvinegro pode entrar em litígio com o atleta. O clube enviou uma notificação à Federação Paulista de Futebol e CBF sobre um suposto direito de prioridade pela renovação do jogador formado nas categorias de base.

O Santos, porém, não tem vitória certa nos tribunais. Já houve prorrogação de prazo e aumento no primeiro contrato profissional. Dessa forma, a prioridade pode não existir mais se o entendimento das autoridades for de um segundo acordo assinado.

Bambu está recuperado de lesão na coxa direita e pode não ser mais utilizado por conta do impasse contratual. A próxima partida do Santos será contra o Internacional, segunda-feira, em Porto Alegre, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.

A última partida do zagueiro foi, curiosamente, contra o Atlético-PR, com quem tem pré-contrato, no dia 30 de setembro, em vitória por 1 a 0 na Vila Belmiro.

Ferraz põe Santos na briga por vaga na Libertadores: “Nosso objetivo”

A vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians no Pacaembu colocou o Santos de vez na briga por uma vaga na próxima Copa Libertadores. A afirmação é do lateral direito Victor Ferraz, que explicou a comemoração dos jogadores com a torcida após o apito final do clássico do último sábado.

“O Pacaembu estava lotado, uma festa muito bonita, jogo na chuva. E aqui ficou marcado aquele jogo da Libertadores, aquela eliminação estranha, com a Conmebol dando a vaga para o outro time”, afirmou o jogador.

Ferraz se refere à decisão da entidade de punir o Santos com uma derrota por 3 a 0 para o Independiente em função da escalação irregular de Carlos Sánchez no jogo de ida, na Argentina, que terminou sem gols. Na volta, no Pacaembu, o novo empate por 0 a 0 confirmou a classificação da equipe adversária.
“Voltar aqui em um momento de bastante alegria, vencendo o clássico e encostando de vez no G6, o que para muitos parecia impossível, foi um momento de extravasar e comemorar com eles (torcedores), que merecem demais”, explicou.


Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Com a vitória, o Santos permaneceu no sétimo lugar, mas agora com 42 pontos, três a menos que o Atlético-MG, primeiro clube dentro do G6. O Galo joga neste domingo contra o América-MG, no Independência, como mandante.

“É uma vitória que deixa a gente mais próximo. Sabíamos que, se a gente não vencesse, o Atlético-MG poderia abrir nove pontos e ficaria muito difícil. Hoje estamos a três (pontos) e os pressionamos um pouco”, celebrou Victor Ferraz.

Caso não termine o Brasileiro entre os seis melhores, o Santos pode conquistar a vaga com o sétimo lugar, caso Palmeiras ou Grêmio, semifinalistas da Libertadores, sejam campeões.

“Ainda tem dois times brasileiros na Libertadores. Se vencerem, abre a vaga no G7, que é onde estamos hoje. Voltar à Libertadores é o nosso grande objetivo, para que no ano que vem a gente possa jogá-la de uma forma diferente”, concluiu.

Em dez jogos, Santos iguala no returno a pontuação do primeiro turno

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

A reação do Santos no Campeonato Brasileiro sob o comando do técnico Cuca é incontestável. Com 42 pontos na tabela, o Peixe já sonha, inclusive, em brigar por uma vaga na Copa Libertadores da América do ano que vem. Depois da vitória de sábado no clássico contra o Corinthians, os números do Peixe trouxeram uma curiosidade.

Nos dez jogos do segundo turno do Brasileiro, o Santos já somou a pontuação conquistada em todo o primeiro turno. Foram 21 pontos na metade inicial da competição, com cinco vitórias, seis empates e oito derrotas, um saldo de gols negativo – foram 21 marcados e 23 sofridos. O time chegou, inclusive, a temer pela zona de rebaixamento.

No segundo turno, a equipe de Cuca ganhou os mesmos 21 pontos, mas com seis vitórias, três empates e somente uma derrota – para o Cruzeiro no Mineirão. O ataque não está entre os mais poderosos, foram 12 gols marcados, mas a defesa é o grande destaque do time – apenas três sofridos.

No returno, a campanha do Santos é a segunda melhor do Campeonato Brasileiro. Perde apenas para o Palmeiras, que soma 23 pontos em dez jogos e, devido a essa grande arrancada, caminha como o principal favorito ao título do torneio nacional.

Na próxima rodada, o Santos tem, porém, uma desafio duríssimo. O adversário será o Internacional, vice-líder do Brasileirão, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre.

sábado, 13 de outubro de 2018

Gabigol comemora gol do Santos sobre o Corinthians com pedaladas de Robinho


Artilheiro do Brasileirão abre placar no Pacaembu e relembra jogada histórica de ídolo em 2002

Por Globoesporte

Reprodução/Premiere

Gabriel fez uma supresa para a torcida do Santos na comemoração do gol da vitória do Peixe por 1 a 0 no clássico contra o Corinthians, na noite deste sábado, no Pacaembu. Após marcar o seu 14º gol neste Campeonato Brasileiro, Gabigol foi para a parte de trás do gol do Pacaembu e simulou as famosas oito pedaladas de Robinho na final da competição nacional de 2002, conquistada pelo Santos.

Em 15 de dezembro de 2002, no Morumbi, o Santos venceu o Corinthians por 3 a 2 no segundo jogo da decisão do Brasileirão. O primeiro gol santista foi marcado por Robinho, de pênalti, após ele mesmo ter sofrido a falta dentro da área – o atacante tinha passado o pé oito vezes sobre a bola antes de ser derrubado pelo volante corintiano Rogério.

Em 2002, Robinho faz lance genial na final do Brasileirão contra o Corinthians


Na saída para o intervalo, Gabigol falou sobre a homenagem:

– Foi uma homenagem para o meu parceiro Robinho. Claro que ele está vendo o jogo, a gente se fala bastante. Saudade dele – disse Gabriel, que, depois de simular as pedaladas, caiu no gramado como se tivesse sofrido um pênalti.

Ídolo da torcida, Robinho teve três passagens pelo Santos: de 2002 a 2005, em 2010 e entre 2014 e 2015. Atualmente, o atacante de 34 anos joga no Sivasspor, da Turquia.

Santos derrota o Corinthians no Paca e se aproxima do G6 do Brasileirão

Com gol marcado por Gabigol ainda no primeiro tempo do clássico, Peixe superou rival e chegou aos 42 pontos; Corinthians pode ver a zona da degola ficar mais perto


Empurrado pela sua torcida, que compareceu em bom número ao Pacaembu (24.123 pagantes), o Santos venceu o Corinthians com propriedade, por 1 a 0, e se aproximou da zona de classificação para a Copa Libertadores do ano que vem. O gol solitário do Peixe foi marcado por Gabigol ainda no primeiro tempo do clássico. A sensação, no entanto, é de que poderia ter feito mais. Já o Timão, fica cada vez mais próximo do grupo dos quatro últimos. 

Este foi o terceiro triunfo seguido do Santos no Campeonato Brasileiro. O time da Vila Belmiro chegou aos 42 pontos ganhos na competição nacional e se aproximou do Atlético-MG, sexto colocado, com 45. Por sua vez, o Corinthians estacionou nos 35 pontos e, dependendo dos resultados deste domingo e segunda-feira, pode terminar a 29ª rodada perto da zona do rebaixamento.

Homenagem ao Rei 
Antes da bola rolar no Pacaembu, a torcida do Santos fez uma bonita homenagem ao seu maior ídolo. Durante a execução do hino nacional, os santistas que estavam nas cadeiras laranja do estádio levantaram um mosaico com o nome do Rei Pelé e o número 10, em alusão à camisa que foi vestida por ele durante sua carreira. 

Pedala, Gabigol!
Melhor na partida desde o primeiro minuto, o Peixe não demorou para abrir o placar no clássico. Depois de Arthur Gomes driblar dois defensores corintianos dentro da área, a bola sobrou no pé de Gabriel que, livre de marcação, estufou a rede defendida por Walter. Na comemoração, o camisa 10 foi em direção aos torcedores imitando as peladas de Robinho, na final do Brasileirão de 2002, vencido pelo Santos. 

Reservas, de novo, abaixo do esperado 
Como disputa a final da Copa do Brasil, o Corinthians optou por mandar um time praticamente todo reserva para o clássico, exceção a Douglas, Léo Santos, Mateus Vital. Assim como foi contra o Flamengo, quando levou 3 a 0 em Itaquera, o Timão foi dominado pelo seu adversário e apresentou um futebol pouco competitivo. 

Atendimento ao árbitro 
No início do segundo tempo, aconteceu uma cena um tanto quanto curiosa no Pacaembu. Isto porque, o árbitro Péricles Bassols, do Pernambuco, precisou ser atendido pelo departamento médico do Santos, já que o fone utilizado pelo juiz para se comunicar com o restante do trio de arbitragem ficou preso em sua orelha e causou um pequeno sangramento. 

Ficou barato 
A vitória do Santos, embora magra, não traduz a superioridade do Peixe no clássico. O time comandado pelo técnico Cuca criou boas chances de ataque com Bruno Henrique, Gabigol e também com Carlos Sánchez. O Santos finalizou 20 vezes na partida e poderia ter vencido por um placar mais expressivo. 

Foco na Copa do Brasil 
Após ser derrotado para seu rival, o Corinthians volta suas atenções para seu grande objetivo na temporada: o título da Copa do Brasil. Na próxima quarta-feira, às 21h45, o Timão mede forças com o Cruzeiro em sua arena. No primeiro jogo da decisão, o Alvinegro foi derrotado, por 1 a 0, e agora precisa vencer por dois ou mais gol de diferença para levantar a taça sem a necessidade de pênaltis. 

FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 X 0 CORINTHIANS
Local: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data-Hora: 13/10/2018 - 19h
Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez (PE)
Assistentes: Clovis Amaral da Silva (PE) e Cleberson do Nascimento Leite (PE)
Público/renda: 24.123 pagantes/R$ 778.974,50
Cartões amarelos: Derlis González, Gustavo Henrique e Gabriel (SAN), Gabriel, Pedro Henrique e Emerson Sheik (COR)
Cartões vermelhos: -
Gols: Gabriel (20'/1ºT) (1-0)

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Dodô; Yuri (Renato, aos 29'/2ºT), Carlos Sánchez (Eduardo Sasha, aos 43'/2ºT) e Diego Pituca; Arthur Gomes (Derlis González, aos 20'/2ºT), Bruno Henrique e Gabriel. Técnico: Cuca.

CORINTHIANS: Walter; Léo Santos, Pedro Henrique (Thiaguinho, no intervalo), Marllon e Carlos Augusto; Gabriel e Douglas; Pedrinho, Mateus Vital (Clayson, aos 24'/2ºT) e Emerson Sheik (Danilo, aos 33'/2ºT); Jonathas. Técnico: Jair Ventura.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Ferraz compara Bambu a Veríssimo e torce por renovação



Ferraz vê muito potencial no companheiro e torce para que ele fique no Santos (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)

O lateral-direito Victor Ferraz elogiou, nesta quarta-feira após participar de um evento de um patrocinador na Vila Belmiro, o zagueiro Robson Bambu e o comparou ao já consolidado defensor Lucas Veríssimo, que também veio da base santista.

O capitão do time revelou uma conversa que teve com ex-companheiro David Braz no ano passado após um treino do então jogador das categorias de base Robson Bambu com os profissionais.

“Ele tem uma particularidade. Ano passado, quando começou a treinar com a gente, disse ao David Braz que era só ele jogar e que seria igual ao Veríssimo: quando jogar, vai brilhar. Nos treinos ele já mostrava muita personalidade. Tem um futuro promissor. O teor da conversa é antiético falar aqui para vocês, mas da minha boca, ele ouviu que se eu fosse ele, eu ficaria. O Santos dá condição de jogador jovem jogar, a torcida também tem paciência, deixa o jogador à vontade. Espero que tenha um desfecho positivo para o Santos”, disse Ferraz.

Com contrato apenas até o dia 10 do mês que vem, o jovem defensor de apenas 20 anos está em litígio com o Peixe pela renovação do contrato. Segundo o presidente José Carlos Peres, o zagueiro teria pedido um aumento de cerca de 1000 % no seu salário enquanto o Santos oferece um aumento de cinco vezes os vencimentos atuais, chegando a 70 mil reais mensais.

Ainda de acordo com o mandatário, Bambu já teria um pré-contrato assinado com o Atlético Paranaense, mas o vínculo teria sido feito antes do jogador ter oportunidades e se firmar com o técnico Cuca. Agora, Bambu quer seguir no Peixe, que tenta quebrar o vínculo judicialmente, já que tem direito a primeira renovação de contrato profissional do atleta por ser seu clube formador. Por Diário do Peixe