sábado, 28 de fevereiro de 2015

Eternamente Meninos da Vila, Robinho parabeniza o aniversariante Diego



O atacante Robinho usou uma rede social para parabenizar o aniversariante Diego. O meia, atualmente noFenerbahçe, da Turquia, está completando 30 anos neste sábado (28).

- Deus abençoe, irmão. Feliz aniversário - escreveu o camisa 7 do Peixe junto a uma foto dos dois.

A dupla fez parte do elenco santista que conquistou o título brasileiro de 2002, vencido sobre o rival Corinthians.

Blog da Tri

Enderson explica negócio por Walter e deixa aviso: 'Sei do que ele é capaz'

Fluminense procurou a diretoria do Santos interessada em fazer negócio por Walter, que ganha elogios do técnico alvinegro mesmo acima do peso: 'Futebol é democrático'

Depois de o Fluminense admitir a possibilidade de fazer negócio pelo atacante Walter, foi a vez do técnico Enderson Moreira reforçar o interesse do Santos pelo jogador de 25 anos. O atual treinador do Peixe era o comandante de Walter no melhor momento de sua carreira, em 2013, com a camisa do Goiás. Agora, ele deseja o atacante para disputar posição com Ricardo Oliveira, contratado nesta temporada para suceder Leandro Damião como número 9.

Santos e Fluminense discutem a troca de Thiago Ribeiro por Walter desde o início da semana, mas a negociação ainda está em estágio inicial, já que seria concretizada só para o Brasileirão. Enquanto o primeiro é visto como caro e pouco produtivo pelo Peixe, o outro está insatisfeito na reserva do Flu e seu contrato é só de empréstimo do Porto (POR), até o fim do ano. Por essa razão, a troca é vista com bons olhos pelas duas diretorias e tem o apoio do treinador do Peixe.

- Não gosto de falar sobre suposições, mas a questão do Walter é uma carência do nosso elenco, porque temos só o Ricardo nessas características. Ele é um jogador de extrema qualidade, o conheço desde 2007, no sub-20 do Internacional. Ele tem muita inteligência e sabemos que pode contribuir muito. Sei do que ele é capaz e, se viesse, seria muito interessante - afirmou o treinador em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira, no CT Rei Pelé.

Enderson Moreira havia pedido a contratação de Walter no início da temporada, mas não houve acordo. Agora, segundo o treinador, foi o próprio Fluminense que procurou o Peixe interessado em fazer negócio.

- O Thiago Ribeiro é importante para nós, não queremos perder, mas só a direção sabe o que é possível - disse o técnico do Peixe, dividindo responsabilidades com a diretoria a respeito da possibilidade de troca com o Fluminense.

Para Enderson, o fato de Walter ter se apresentado ao Fluminense acima do peso não é nenhum problema. Em defesa dos "gordinhos", o treinador acredita que o atacante pode desempenhar seu futebol na plenitude mesmo nessas condições. E que o resultado é que importa.

- Temos no Brasil não sei quantos jogadores com percentual de gordura abaixo de 10%. Mas se colocássemos para jogar, será que eles teriam o mesmo desempenho dos que estão acima do peso? Da mesma forma como não devemos julgar pela cor, raça, estatura, também é pelo percentual de gordura... Esperamos que possa prevalecer a qualidade técnica, acima de outras coisas. Futebol é democrático, e o Walter deu provas de que mesmo acima do peso normal pode ter momentos bons. Ele treina constantemente, não falta, é sempre um dos primeiros a chegar, é responsável, sempre participa dos trabalhos. Agora, se vai dar certo, ninguém tem bola de cristal para definir. Mas tem chance boa de funcionar - completou Enderson.

Lancenet

David Braz volta a treinar e deve ser relacionado para jogo contra o Linense


Zagueiro não treinava desde quarta-feira, quando se queixou de dores no pé esquerdo por causa de uma bolha. Neste sábado, voltou a trabalhar com o elenco

David Braz voltou a treinar na manhã deste sábado, no CT Rei Pelé. O zagueiro do Santos não havia participado das atividades de quinta e sexta-feira por causa de uma bolha no pé esquerdo, mas se recuperou e deve ser relacionado por Enderson Moreira para enfrentar o Linense.

Enquanto Braz esteve no departamento médico, o treinador utilizou Gustavo Henrique na zaga. Com a volta do titular, o Santos deve ir a campo neste domingo, às 18h30, no Pacaembu, com: Vanderlei, Cicinho, David Braz, Werley e Victor Ferraz; Valencia, Renato e Lucas Lima; Geuvânio, Ricardo Oliveira e Robinho.

No último treino antes da partida válida pela sétima rodada do Campeonato Paulista, os jogadores do Peixe realizaram um trabalho recreativo. O time de Robinho venceu o de Geuvânio por 6 a 2. Depois, alguns atletas treinaram finalizações.

Caju (inflamação no púbis), Chiquinho (edema na coxa esquerda) e Alison (ruptura no ligamento cruzado do joelho direito) desfalcam o time. O elenco se concentra neste sábado para o confronto contra o Linense. 

Globoesporte.com

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Interesse inglês inflaciona valor de Danilo; Santos comemora



O interesse de gigantes europeus em Danilo, do Porto (POR), agita o mercado da bola do Velho Continente, e anima ao Santos, que tem direito a 11,5% de uma eventual negociação.

Em 2011, quando o lateral foi negociado, o Santos ficou com 10% de uma futura venda em contrato, além de 1,5% de acordo com a 'Cláusula de Solidariedade' da FIFA, que destina aos clubes formadores de atletas até 23 anos um percentual entre 0,1% a 5% proporcionais ao tempo em que o jogador esteve nas agremiações - O América Mineiro tem direito a 3,5%.

Barcelona e Real Madrid, da Espanha, além de Liverpool, Manchester City e Manchester United, da Inglaterra, manifestaram interesse na contratação do lateral direito da Seleção Brasileira, segundo a imprensa britânica. O Porto deseja 30 milhões de euros (R$ 96 milhões) para abrir mão de Danilo, mas, o United acenou com o pagamento da multa rescisória - 50 milhões de euros (R$ 160 milhões), inflacionando o jogador.

O presidente do time luso, Pinto da Costa, no entanto, nega qualquer interesse oficial. "Não nos chegou nada em mãos, eu estou aqui para ouvir as propostas por ele (Danilo). O que sei é que temos uma reunião marcada para conversarmos sobre a renovação (contrato vai até 2016), se não, podemos perdê-lo de graça. Mas, eu gosto de Neymar, Messi, Piqué, Iniesta..", brincou o mandatário.

A janela internacional de transferências reabre em agosto, e o Peixe, sem dinheiro nos cofres, aguarda ansiosamente pela venda do ex-jogador. Caso Danilo seja vendido pela multa rescisória, por exemplo, o Santos teria direito a 6,5 milhões de euros (R$ 20,8 milhões).

A Tribuna On Line

Santos usa tecnologia para direcionar "chutões" e ajudar setor defensivo


Com apenas dois gols sofridos, Peixe tem melhor defesa do Campeonato Paulista. Vanderlei também já deu uma assistência para Robinho

Além de fazer boas defesas, o goleiro Vanderlei mostrou ser bom lançador na vitória do Santos por 3 a 1 contra a Portuguesa, no último domingo, no Pacaembu. Foi ele o responsável pela assistência do primeiro gol do Peixe, marcado pelo atacante Robinho.

Mas para que os "chutões" da defesa para o ataque sejam bem sucedidos, o Alvinegro investe em tecnologia. Lucas Matheus, de 20 anos, ex-Menino da Vila, é o responsável por reunir dados dos goleiros santistas durante os jogos. Uma empresa passa as informações do restante da equipe a ele. 

Enquanto Vanderlei está em campo, Lucas está nas arquibancadas ao lado do preparador de goleiros do time, Arzul. Os dois anotam cada ação do arqueiro em um aplicativo para celular e depois as transformam em planilhas, com a ajuda dos vídeos dos jogos.

– Tenho todas as ações do Vanderlei. As principais são reposições. Quando ele acerta, fazemos uma linha dele até o destino final da bola. Quando erra, utilizamos uma linha tracejada. A partir disso, conseguimos ver como ele tem mais sucesso: nos tiros de meta, nas reposições com o pé, com a mão. Conseguimos ver, também, que parte do campo que estamos utilizando – explica Lucas.

O objetivo é fazer com que o goleiro santista saiba aproveitar melhor as mãos e os pés para sair jogando. Contra a Portuguesa, Vanderlei repôs a bola para Robinho, totalmente livre no lado esquerdo do campo de ataque. O camisa 7 avançou, passou por um marcador e balançou as redes adversárias. Foi a prova de que o trabalho está dando resultado.

Satisfeito com o trabalho realizado pela comissão técnica, Vanderlei reconhece que a tecnologia, principalmente nos tempos modernos, pode ajuda-lo dentro de campo.


– A tecnologia contribui muito. Assim, procuro dar continuidade ao que está certo e melhorar o que está errado. O futebol evoluiu muito. Temos de pegar o que estamos vendo e colocar em prática. O Arzul nos passa todas as informações. Tudo que vem para acrescentar temos de procurar colocar dentro de campo – diz o goleiro.

Arzul e Lucas também anotam todas as demais ações do camisa 1 santista, como defesas pelo alto, no chão, em escanteios e em chutes de fora da área. 

Antes dos jogos, os dois membros da comissão do Peixe se reúnem com Vanderlei e Vladimir, que tem ficado no banco de reservas, para passar as instruções com dicas do ataque adversário.

– Isso tudo contribui por que sabemos o posicionamento do adversário. Sabemos que hoje em dia precisamos fazer algo diferente, então temos de ficar bem posicionados. (Contra a Portuguesa) peguei bem na bola e ele (Robinho) fez um golaço – completou o goleiro.

Todas as anotações feitas durante as partidas são repassadas aos arqueiros do Alvinegro nos treinamentos. Arzul utiliza os números para aprimorar possíveis falhas e tentar minimizar os erros durante os jogos. Até agora, tem dado certo, já que o Santos tem a melhor defesa do Campeonato Paulista, com dois gols sofridos.

Globoesporte.com

Saiba por que santista acionou psicólogo para superar atitude de Celso Roth



O lateral e meia Chiquinho é considerado uma das gratas surpresas do Santos nesta temporada. O jogador estava no Fluminense e foi o primeiro reforço contratado pelo clube em 2015. Chiquinho caiu nas graças da torcida após marcar um golaço em sua estreia e, principalmente, por mostrar muita garra dentro de campo.

De bom com a vida, o atleta revelou ao UOL Esporte o momento mais difícil de sua carreira, quando precisou de psicólogos para não interromper sua trajetória no futebol. O fato ocorreu no Atlético-MG, clube que o revelou em 2009.

Chiquinho lembra que foi promovido ao elenco profissional do Galo pelo então técnico Emerson Leão. Após jogar como titular e até marcar gols, o meia sofreu com a troca de treinador. Celso Roth assumiu o time no lugar de Leão, e foi aí que a história do atleta tomou um rumo diferente.

Chiquinho foi rebaixado às categorias de base por Roth. O atleta admite que não assimilou o baque e, por isso, recorreu aos psicólogos do clube mineiro.

"Quando eu comecei, quando eu subi para o profissional do Atlético-MG, com o professor Leão [Émerson Leão]. Eu joguei, fiz gol e tudo, mas quando veio outro treinador, o Celso Roth, ele me desceu para a base. Esse foi o momento mais difícil de assimilar, foi um baque para a minha carreira. Não consegui assimilar isso", afirmou Chiquinho ao UOL.

"Mas com a ajuda de psicólogos a minha carreira começou a melhorar um pouco. Na época, eu fiquei na base, mas não era a mesma coisa. É a mesma coisa que tirar doce de criança. Você sobe para o profissional e depois volta pra base. E por não ter pai e mãe por perto, eu senti muito. Meu pai morreu cedo, minha mãe morava em Maranhão. Isso me abalou bastante [descer à base]. Eu tive que procurar ajuda da psicóloga do Atlético, foi muito importante para mim. E depois um treinador me levou para o Ipatinga e minha vida mudou", completou. 

Chiquinho lembra até hoje os conselhos dos psicólogos, destaca também a importância de sua esposa, Jéssica, para superar o problema no início de sua carreira profissional. Apesar do drama que viveu, o lateral santista garante que não guarda mágoas de Celso Roth. O meia, inclusive, já cumprimentou o treinador quando foram adversários na carreira e até se colocou a disposição para voltar a trabalhar com Roth.

"Ela [psicóloga] pedia que eu ficasse tranquilo, pois aconteceu com muitos atletas, não só comigo. Ela foi muito importante. Se não tivessem os psicólogos no Atlético, eu teria tomado outro rumo. Agradeço por ela. Depois veio a minha esposa, a Jéssica, que me ajudou muito e está comigo até hoje", disse Chiquinho.

"Eu já o encontrei várias vezes [Celso Roth]. Cumprimentamos-nos e tudo. Talvez, no momento, eu estava subindo, com a cabeça no auge, mas ele tinha que pensar na equipe, enquanto eu queria jogar, mostrar meu futebol. Mas somos amigos, nos cumprimentamos. Não ficou mágoa. Já joguei contra ele. Ele sabe, se precisar, eu estou a disposição, pois lá foi passado. Isso acontece", declarou.

Chiquinho havia atuado em todos os jogos do Santos neste ano, mas desfalcou o time contra a Portuguesa, no último domingo, por causa de um edema muscular na coxa esquerda. O jogador faz trabalho de fisioterapia para voltar ao time, mas não deve atuar contra o Linense, domingo.

Chiquinho é elogiado pela comissão técnica e até dirigentes santistas, por sua versatilidade. Além de lateral, ele atua como meia e até volante. Nos bastidores da Vila Belmiro, integrantes da diretoria espera que Enderson Moreira teste Chiquinho na função de Arouca, que deixou o clube para jogar no Palmeiras.

"Estou sempre estou pronto para ajudar. Na minha carreira, eu joguei até de lateral direito na Ponte Preta. Só não jogo no gol devido a minha estatura, é melhor deixar para outro", concluiu.

Uol Esporte

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

De olho na seleção brasileira, Lucas Lima pede dicas a Robinho e Elano

Meia do Santos sonha em ter uma oportunidade com o técnico Dunga e conversa com os dois colegas veteranos para saber como são os bastidores do time nacional

Um dos destaques do Santos desde 2014, o meia Lucas Lima sonha em chegar à seleção brasileira. Enquanto o técnico Dunga ainda não lhe dá uma oportunidade, o jogador pede dicas a Robinho e Elano, que têm diversas convocações pela equipe nacional.

- Todos sonham (com a Seleção) e comigo não é diferente. Eu pergunto para o eles como é jogar pelo Brasil. Procuro trabalhar e espero ter uma chance para mostrar o meu valor. Tenho a cabeça tranquila quanto a isso - afirmou o atleta durante entrevista coletiva no CT Rei Pelé, pouco depois do treino desta quinta-feira.

Lucas Lima teve a oportunidade de trabalhar com Dunga no Internacional, em 2013, mas foram apenas duas semanas de convivência com atual treinador da Seleção. Apesar do curto tempo juntos, o meia elogia o técnico.

- Trabalhei pouco com ele, mas é um excelente profissional. Quando comecei a ter mais contato, fui emprestado ao Sport - completou o meia santista.

O jogador entra em campo com o Santos em partida neste domingo, às 18h30, no Pacaembu, contra o Linense, pela sétima rodada do Campeonato Paulista.

Globoesporte.com

Damião perde novamente na Justiça e não consegue rescindir com o Santos



O atacante Leandro Damião perdeu mais uma batalha contra o Santos na Justiça. Após ter liminar negada no mês passado, o camisa 9, agora, teve o pedido de mandado de segurança recusado pela 4ª Vara do Trabalho de Santos.

Damião tentou o novo recurso para rescindir contrato com o clube paulista de imediato, enquanto a sentença não é decretada no caso. No entanto, a justiça entende que o jogador não tem direito a antecipar a rescisão, pois o centroavante está empregado em outro clube, o Cruzeiro, desde o início deste ano.

Damião procura rescindir contrato com o Santos no Tribunal Regional do Trabalho e tem audiência marcada para o dia 30 de março.

O camisa 9, que está emprestado ao Cruzeiro até o fim deste ano, seguiu os passos de Eugenio Mena, Arouca e Aranha, que acionaram o Santos na Justiça para cobrar direitos de imagem, salários, luvas, 13º e fundo de garantia.

O chileno Mena foi o único que conseguiu a liminar na Justiça. Já Arouca e Aranha entraram em acordo com o clube para jogarem no Palmeiras e tiveram o processo encerrado.

A nova decisão da Justiça em relação a Damião também manteve os argumentos do juiz da 4ª Vara do Trabalho de Santos, Ítalo Menezes de Castro, que indeferiu o pedido de liminar para a rescisão contratual e ainda condenou o centroavante por má-fé por ele ter utilizado uma declaração de pobreza no processo.

Leandro Damião terá que pagar de multa 1% do valor da causa, que é de R$ 500 mil. Sendo assim, Damião desembolsará R$ 5 mil, além de indenizar o clube por prejuízos em 20% do valor do processo, ou seja, R$ 100 mil. Desta forma, Santos receberá R$ 105 mil do atacante.

Uol Esporte

Elano lembra 2002 para tirar pressão de jovens: "Ninguém nos conhecia"


Em conversa com o GloboEsporte.com, veterano fala sobre seu papel na formação dos garotos, elogia a atual gestão e diz: “Dia de jogo do Santos, é dia de alegria”

Ninguém do atual elenco do Santos fez mais jogos com a camisa alvinegra do que Elano. Em sua terceira passagem pelo clube, soma 289 participações. Após perambular por Grêmio, Flamengo e até em uma aventura no futebol indiano, o meia se sentiu à vontade ao pedir a palavra durante reunião feita pelo grupo antes da estreia no Campeonato Paulista, quando o ambiente conturbado pela crise financeira nocauteava a confiança da torcida no time que se formava.

Diretoria recém-empossada, cofres vazios, salários atrasados, atletas na Justiça e reforços que passavam longe da unanimidade – o próprio Elano entre eles – formavam um cenário de pouca esperança na Vila Belmiro. Mas que não era novidade para o veterano de 33 anos. 

– Na minha chegada, nós tivemos uma reunião no auditório, e procurei passar o que eu vivi em 2002 – diz ele, sobre a temporada que teve momentos tão turbulentos quando o atual, mas com um final inesquecível para os santistas.

– Passávamos pelo aeroporto, ninguém nos conhecia. Ninguém pedia autógrafo para o Diego e o Robinho. O Santos agora vive fase parecida, mas um um pouco melhor. Espero nunca mais vai ver o clube como era quando cheguei, em 2000. Tomávamos café dentro de uma Kombi. Tínhamos só três ou quatro chuveiros – lembra Elano, que pouco depois do perrengue seria um dos protagonistas do título brasileiro que tirou a equipe de uma fila de 18 anos.

Para o jogador, a comparação com a situação de 13 anos atrás é importante para que a garotada do atual elenco entenda que futebol se resolve dentro de campo.

– O que eu tento passar para eles é que não pensem que são bons de domingo para quarta. No próximo domingo, você pode ser ruim outra vez. Temos de respeitar os adversários. Ganhar ou perder faz parte, mas tem de vender caro a derrota. Tinha uma coisa que falávamos em 2002: dia de jogo do Santos tem que ser dia de alegria. (A alegria) voltou.

Elano retornou à Vila Belmiro nesta temporada, com um contrato curto, até o final do Paulista, e um salário bem abaixo da realidade do mercado – cerca de R$ 40 mil. Em entrevista exclusiva ao GloboEsporte.com, ele não só lembrou dos bons momentos da surpreendente campanha de 2002, mas também elogiou a atual administração alvinegra, colocou na conta da anterior a sua saída, em 2012, e falou sobre a tristeza que sentiu quando se lesionou durante a Copa do Mundo na África do Sul, quando era um dos principais jogadores do elenco comandado por Dunga. 

O retorno ao Santos

– Nem precisa insistir muito para eu voltar. Foi uma conversa muita rápida, uma vontade que eu tinha de continuar minha história no Santos. Teve uma brincadeira com o Robinho num jogo beneficente, em dezembro, quando um repórter me perguntou se eu voltaria para Índia. O Robinho ouviu e falou: “Ele vai comigo para o Santos”. Foi quando as portas se abriram. 

Modelo de contrato

– Eu já vim sabendo (como seria). Não teve reunião, discussão. Quando houve a conversa, eu já sabia da situação (financeira do clube). Eles me ofereceram um ano, eu avisei que não queria contrato longo. Eu disse: “Vamos fazer o melhor em campo para colocar a casa em ordem, é sempre uma honra poder ajudar”. Eu não estava preocupado com o que iam me pagar. O momento não pede isso. Por isso acho que em tão pouco tempo o Santos já anda nos trilhos, como sempre fez. Eu tive conversas com outras equipes, mas não ia jogar em outro clube do Brasil que não fosse o Santos. 

Passagens por Grêmio e Flamengo

– Tenho uma gratidão muito grande por esses clubes. Não tenho arrependimento, não tenho mágoa. Mas eu construí uma história no Santos, como seu eu fizesse parte de cada tijolinho. Cheguei aqui, ninguém me conhecia. Não sabiam quem era o Elano, eu não tinha jogado em lugar nenhum. Hoje tenho uma história, pude dar retorno ao clube, alegrias dentro e fora do campo. A (minha) identificação com o Santos é muito grande. 

Reflexão sobre a carreira

– O Flamengo foi maravilhoso. A conversa com a diretoria (para a minha rescisão) foi muito direta. Com grande alegria, posso dizer que eu tomei a decisão de dar um tempo, não era mais aquilo que eu queria viver, eu precisa me reconstruir. Colocar os pés no chão e ver os caminhos que eu seguiria. Eu não tinha (acertado com) clube algum. Não queria nada, só queria um tempo para mim, para ir para casa conversar com a minha esposa, com as minhas filhas, ver o direcionamento que iríamos tomar. Desde a minha saída do Santos, houve algumas conturbações. Perdi o pênalti na Copa América (em 2011, na eliminação para o Paraguai nas quartas de final), tive problemas de lesão. Eu fui insistindo. Mas têm certos momentos da vida em que precisamos parar. Acho que eu deveria ter feito essa reflexão um pouco antes, demorei. Hoje chego a esse momento, alegre, feliz, em condições de jogar 90, 100, 200 minutos. 

Sem rancor

– Não guardo mágoa de ninguém. Se tenho inimigos, não sei. Nem do meu pior treinador, no Guarani, que há 20 anos mandou eu cortar cana. Eu saí (em 2012) por causa da diretoria do Santos. As pessoas que estavam aqui foram incompetentes. Você pode ver pela forma como eles deixaram o clube, cheio de dívidas, com jogadores entrando na Justiça. Eles acharam que eu estava incomodando, não estava em um momento muito bom, começaram a externar o quanto eu ganhava, para que isso gerasse um desconforto maior. Preferi me retirar, e o Grêmio foi uma grande oportunidade. Foi um bom ano lá. 

Relação com o torcedor

– A torcida sabe (quem é o Elano). Meu caminhar na rua prova isso, vejo a alegria deles. Teve que ser na terceira passagem para eles entenderem que estou aqui de coração. Eles sabem que toda vez que entro em campo é com muita alegria, com muita gratidão. Cheguei aqui com jogadores na Justiça, funcionários com salários atrasados. Dois meses depois, estamos com quase todas as folhas de pagamento em dia. Esse é o Santos que estou acostumado. Cobramos que a diretoria continue honrando suas obrigações. E nós, dentro de campo, vamos lutar, e pedir para o torcedor vir ao estádio nos incentivar. É um começo promissor. Diretoria, jogadores e funcionários estão no mesmo barco. 

Seleção

– Eu acredito que não volto mais para a Seleção, devido ao tempo, à reformulação. Está mais distante. A minha avaliação (pela Seleção) é melhor do que a que tive nos clubes. Foram 68 convocações, tive um erro (o pênalti perdido contra o Paraguai) em seis anos e meio. Joguei duas Copas América, ganhei uma, ganhei Copa das Confederações, joguei eliminatórias. Fiz gols importantes nos grandes clássicos, contra Argentina, Portugal e Itália. 

Pior momento com a Seleção

– A lesão (em jogo contra a Costa do Marfim, na Copa de 2010). O pênalti não é programado, mas acontece. A lesão foi triste, eu fui agredido. Aquilo me machucou muito. Eu estava voando. Foi uma infelicidade. Mas já passou, a vida segue. Era o momento mais importante da minha carreira. (Quando saí de campo) não sabia (que a Copa tinha acabado). Achei que tinha sido só a pancada. Fazia tratamento em três períodos. Eu falava que queria tentar treinar. Tinha um edema ósseo no tornozelo direito, tentava me superar, mas a dor era muito forte, eu não conseguia firmar o pé, parecia que tinha uma faca no meu tornozelo. Mas pude fazer dois jogos, dois gols, estou marcado na história. Mesmo que não seja para os outros, está na minha memória. 

Clima no elenco do Santos

– Na minha chegada, nós tivemos uma reunião no auditório, e procurei passar o que eu vivi em 2002. Passávamos no aeroporto, ninguém nos conhecia. Ninguém pedia autógrafo para o Diego e o Robinho. O Santos agora vive a mesma parecida, mas está um pouco melhor. Nesses momentos, se fazemos um amistoso, temos de ganhar. Se perde, volta tudo. Quando cheguei, fiquei muito contente por ver os treinamentos intensos, o Enderson (Moreira) conduzindo muito bem, a molecada querendo. Fomos para o jogo do Ituano, principalmente eu, o Robinho, o Ricardo (Oliveira), procurando tirar o peso dos meninos. O Santos precisa vencer. Hoje o time já tem uma nova cara, mas temos de continuar com a mesma humildade. Temos até dezembro para provar alguma coisa. Alguns times estão formados há mais tempo do que o nosso, mas coloco o Santos com (a perspectiva de) um ano muito positivo. 

Lembrança de bons momentos

–Temos de lembrar dos exemplos que são bons. Não só 2002, mas 2003 (vice-campeão da Libertadores), 2004 (bicampeão Brasileiro), 2010 (campeão paulista e da Copa do Brasil), 2011 (bicampeão estadual e tri da Libertadores). É que em 2002 havia um cenário irreconhecível. Espero nunca vai mais ver o Santos como quando cheguei aqui em 2000. Era muito pior. Tomávamos café da manhã dentro de uma Kombi. O nosso amigo chegava, colocava numa salinha. Tínhamos três ou quatro chuveiros. Por isso, eu falo que olho cada tijolinho desse e me alegro. Hoje o Santos tem um hotel cinco estrelas, três campos no CT, uma academia maravilhosa, piscina de recuperação, funcionários que deixam isso em ordem. O que eu tento passar para eles (jovens do grupo) é que não pensem que são bons de domingo para quarta, no próximo domingo você pode ser ruim outra vez. Ganhar ou perder faz parte, mas tem de vender caro a derrota. Uma coisa que a gente falava em 2002, dia de jogo do Santos tem que ser dia de alegria. (A alegria) voltou. 

Papel como “mentor” dos garotos

– Eu me sinto feliz por esse papel também. Claro que tenho que ter um pouco de cautela, não posso achar que sei tudo, que posso falar tudo. Mas meu principal objetivo, já falei para o Enderson, é jogar. Com muito respeito, treinando todo dia. Em cada jogo que ele me coloque, eu (vou) me arrebentar dentro de campo. Não sou de ficar fora falando, querendo fazer média. Passo isso para os moleques. Tem que fazer média com o técnico no treinamento, no jogo. Assim você chama a atenção.

Globoesporte.com

Santos terá programa na TV fechada



A diretoria do Santos fechou um contrato como canal por assinatura Premiere Futebol Clube (PFC) para apresentar programas, que serão exibidos antes dos jogos do time nopay-per-view. O UOL Esporte apurou que o clube receberá R$ 40 mil mensais no acordo.

O departamento de comunicação do Santos produzirá programações exclusivas para o canal fechado. O programa terá 26 minutos de duração e será divido em três blocos. A estreia está prevista para a segunda quinzena de março.

O programa do Santos no Premiere apresentará entrevistas exclusivas com os ídolos do alvinegro praiano. Para a estreia, a Santos TV, que produzirá o material, deve entrevistar o ex-atacante Juary, campeão paulista de 1978 e símbolo do início da geração de Meninos da Vila.

O clube já tem realizado uma programação ao vivo na internet antes dos jogos do Santos na Vila Belmiro. O programa tem duração de 1 hora e encerra sempre 30 minutos antes do início das partidas para não entrar em conflito com as emissoras que detém os direitos de transmissão.

Além disso, o Santos fechou um acordo com a companhia aérea francesa, Air France, para exibir uma programação do clube. Neste caso, o departamento de comunicação alvinegro apenas reproduzirá uma sequência dos vídeos mais recentes da Santos TV.

Além da Air France, outras companhias aéreas já procuraram o Santos para fechar a parceria. Diferente do Premiere, o clube não receberá recursos financeiros. O acordo faz parte do projeto de internacionalização da nova diretoria santista.

O Santos é o único clube brasileiro com uma programação em voos internacionais. Com a parceira, i time da Vila Belmiro poderá ser divulgado em voos para a América do Sul, América do Norte, África, Ásia e Oceania, além da Europa. O contrato foi firmado até o meio deste ano, mas pode ser renovado.

Uol Esporte

Conselho Fiscal do Santos se reúne para discutir movimentação financeira e contratos de 2015


O Conselho Fiscal do Santos se reuniu nesta última quarta-feira (25), no Conselho Deliberativo do clube, para dar prosseguimento à apuração das contas e a movimentação financeira da gestão de 2014, bem como a observação de todos os primeiros contratos da gestão Modesto Roma em 2015.

Contatado pela Reportagem de A Tribuna On-Line, um dos membros do Conselho Fiscal do Peixe confirmou o motivo da reunião. "O objetivo foi dar sequência aos trabalhos para o parecer das contas de 2014, e também observar os primeiros contratos da gestão de 2015", disse.

A fonte ainda confirmou que as reuniões do Conselho Fiscal do Santos têm acontecido quase que diariamente. Até dia 15 de março, o Conselho Fiscal encaminhará o parecer ao Egrégio CD do clube, para análise e discussão dos Conselheiros em plenário. 

A Tribuna On Line

Após aumento de 120%, Lucas Lima é assediado, mas Santos 'freia' saída


Jogador recebeu propostas de clubes do Brasil e da China, mas compromisso de seguir no Peixe não foi quebrado. Permanência após o meio do ano não está assegurada

Em janeiro, o Santos deu um robusto aumento salarial a Lucas Lima, de cerca de 120%, alçando o meia ao patamar de um dos protagonistas do time. Em contrapartida, exibiu o compromissou de permanência do atleta pelo menos até o meio do ano. O jogador, que vinha insatisfeito com os atrasos de pagamento e sendo procurado por clubes do Brasil e do exterior, concordou em ficar, mas nem por isso deixou de ser assediado por outros times.

Recentemente, o Guangzhou Evergrande, da China, ofereceu cerca de 9 milhões de euros pelo armador. A proposta, no entanto, foi descartada pelo Santos e também não mexeu com Lucas, que, embora fosse ganhar muito mais, entendeu que perderia visibilidade. Quando sair do país, o camisa 20 quer atuar em um grande centro da Europa.

Clubes do Brasil também sondaram os representantes do meia e o Doyen Sports, fundo que detém 80% dos direitos econômicos de Lucas Lima. O Cruzeiro, por exemplo, insistiu para contratá-lo após perder Everton Ribeiro e Ricardo Goulart, mas o compromisso com o Peixe foi mantido.

No entanto, uma eventual transferência no meio do ano não está descartada. Pelo contrário, é o objetivo do Doyen e dos agentes do armador.

Em uma futura venda, o Peixe poderá lucrar com os 10% dos direitos que tem sobre Lucas Lima, além de 20% sobre o que ganhar a Doyen. A outra parte pertence a empresa do representante do jogador, Khodor Soccer.

Lancenet

Jogos para sempre - Santos X Corinthians - Brasileirão de 2002