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terça-feira, 7 de julho de 2015

Modesto liga para Del Nero e detona chefe de arbitragem após polêmica


Presidente do Santos diz que Sérgio Corrêa tem de ser “extirpado” da CBF. Reclamação surgiu após expulsão de Geuvânio contra o Grêmio

A expulsão do atacante Geuvânio na derrota do Santos por 3 a 1 para o Grêmio, no último domingo, na Vila Belmiro, deixou o presidente Modesto Roma Júnior revoltado. Por isso, o mandatário ligou na segunda-feira para Marco Polo Del Nero, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), para reclamar da situação da arbitragem do futebol brasileiro. 

Modesto Roma se irritou com o cartão vermelho apresentado a Geuvânio pelo árbitro Felipe Gomes da Silva, que alegou que o atacante não havia sido autorizado por ele a retornar ao jogo, após receber atendimento médico fora de campo. A reclamação do presidente santista, porém, é direcionada a Sérgio Corrêa, chefe da Comissão de Arbitragem da CBF.

– Liguei para o presidente Marco Polo. O problema não é o árbitro. Fui reclamar do chefe da “tribo”, que esse cara tem de ser extirpado da CBF. Não é mais possível continuar com essa arrogância da arbitragem. Eles são "deuses" dentro de campo e nunca são punidos. Liguei e falei o que tinha de falar ao presidente Marco Polo – disse Modesto Roma Júnior. 

Depois da partida contra o Grêmio, válida pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, Geuvânio utilizou as redes sociais para desabafar e argumentou que foi autorizado por Felipe Gomes da Silva para voltar ao gramado. Câmeras, inclusive, flagraram o árbitro fazendo sinais ao banco de reservas santista, supostamente liberando a entrada do jogador em campo. 

Na súmula, porém, o juiz alegou que ninguém da equipe de arbitragem autorizou a volta do atacante do Santos ao duelo. Por isso, ele recebeu o segundo cartão amarelo e acabou expulso.

Globoesporte.com

Por ‘erro técnico’, árbitro que expulsou Geuvânio é afastado pela CBF


Depois da polêmica na partida entre Santos e Grêmio, na Vila Belmiro, o árbitro Felipe Gomes da Silva está fora da escala de juízes das próximas duas rodadas do Campeonato Brasileiro. A decisão foi tomada pela Confederação Brasileira de Futebol, que considerou “erro técnico” durante o jogo. O presidente da comissão de arbitragem da entidade explicou o caso.

"Houve um sinal que até o momento nós não sabemos o que significa, queremos entender que sinal é este, porque o braço estava erguido, o árbitro garante que não foi de autorização, mas eu quero saber por quê. Na cabeça dele ele não autorizou, mas pode se considerar um erro técnico o que aconteceu, ele fez um sinal que não tinha motivo, ele levantou o braço e fez sinal pra quê?”, disse Sérgio Corrêa à Uol.



Geuvânio foi expulso ainda no primeiro tempo, e não ajudou o Santos a evitar a derrota por 3 a 1 para o Grêmio

Geuvânio, atacante do Santos, foi o pivô da polêmica. O jogador já tinha cartão amarelo quando saiu do campo para atendimento médico, já que estava com um sangramento na boca, foi atendido e voltou para o gramado, roubando a bola do gremista e partindo para o ataque com muita velocidade.

Felipe Gomes da Silva parou o lance e mostrou o segundo cartão amarelo ao jogador, expulsando-o da partida. No entanto, o camisa 11 santista alega que foi autorizado por ele e pelo quarto árbitro a retornar. As câmeras de televisão flagram o juiz com o braço erguido, no que parece um sinal de autorização para o regresso do atacante ao jogo.

"Eu acho que ele queria autorizar, mas quando ele levantou o braço pra fazer isso ele consultou pelo rádio o 4º árbitro que disse que estava finalizando o trabalho médico. Aí o jogador entrou", afirmou Sérgio Corrêa, tentando entender o que aconteceu.

Gazeta Esportiva

Novo técnico! Preferidos do Santos dependem do Fla, que tem os dois na mão



A lista de nomes de técnicos para comandar o Santos na vaga de Marcelo Fernandes, que deve ser deslocado de volta ao cargo de auxiliar, é extensa. Os pretendidos foram colocados em pauta em uma reunião que durou pouco mais de sete horas nesta segunda-feira, na Vila Belmiro.

O UOL Esporte apurou que os dois nomes de maior consenso da cúpula são inviáveis no momento, pois eles dependem do Flamengo. Isso porque os preferidos Oswaldo de Oliveira e Cristovão estão ligados direto e indiretamente com o clube carioca.

Explica-se: a diretoria santista entrou em contato novamente com Oswaldo de Oliveira após a tentativa frustrada de contratá-lo no mês passado e descobriu que o treinador está apalavrado com o Flamengo.

Ao saber da informação por Oswaldo, o Santos voltou a se interessar por Cristovão, o atual técnico do clube carioca. Nesta segunda-feira, enquanto se reuniam na Vila Belmiro para contratar um técnico, os dirigentes santistas também buscavam informações de uma reunião da cúpula flamenguista em relação à permanência ou não de Cristovão.

Em abril deste ano, o presidente do Santos, Modesto Roma falou pessoalmente com Cristovão em um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, logo após a saída do treinador do Fluminense. No entanto, a contratação esfriou na época devido ao interesse do Flamengo.

A maioria, que prioriza Oswaldo e Cristovão na cúpula santista, não está decidida se vale a pena esperar o Flamengo resolver o seu futuro. O Santos está na zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro, e a diretoria do clube acredita que a mudança de técnico é a primeira atitude que deve ser feita para sair da crise.

Caso não decida aguardar Cristovão, que é considerado o primeiro da lista, à frente até de Oswaldo, a diretoria santista deve partir para as demais opções – Alexandre Gallo, Dorival Júnior e Doriva estão entre elas. Os três já conversaram com os dirigentes santistas, recentemente, mas nenhum está apalavrado com o clube. 

Já o nome do argentino Jorge Sampaoli, da seleção chilena, é considerado um sonho distante da diretoria santista. O título da Copa América, inclusive, acabou de vez com as esperanças da cúpula alvinegra, que esteve pessoalmente no Chile para assistir a decisão contra a Argentina, vencida nos pênaltis pelo time de Sampaoli.

Uol Esporte

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Alvo de clubes, meia Diego revela qual sua prioridade caso volte ao Brasil


O meia-atacante Diego, do Fernebahçe-TUR, chegou a ser sondado pelo Flamengo e pelo Palmeiras neste começo de temporada. Mas o meia-atacante concedeu entrevista para a “ESPN Brasil” e destacou que caso volte ao futebol brasileiro, sua prioridade será voltar ao Santos.

“Uma coisa é certa: Meu carinho pelo Santos não vai mudar, mesmo se um dia eu estiver em outro clube. Entretanto, o Santos é minha prioridade”, ressaltou o meia-atacante.

O atleta também deixou claro que no momento não há nenhuma negociação, para sair do Fernebahçe em 2015. No momento, o jogador tem mais dois anos de contrato com o clube turco e não almeja retornar ao Brasil nesta janela de transferência.

“Nesse momento não temos negociação. Tenho dois anos de contrato e tenho cuidado, porque tenho admiração pelo futebol brasileiro. Gostaria de voltar, mas não consigo precisar o que vai acontecer. Não depende só de mim. Depende do presidente e da diretoria”, disse o meia do Fernebahçe.

A sondagem do Palmeiras chegou a ser comandada pelo apresentador Heverton Guimarães, da TV Bandeirantes, na última semana. No entanto, o próprio atleta rechaça qualquer negociação para retornar ao futebol brasileiro e se diz feliz na equipe da Turquia.

Torcedores.com

Jean Chera pede nova chance no Santos: "Queria recomeçar"


Jogador era visto como craque nas categorias de base, mas ainda não vingou

Promissor e com potencial para ser destaque do futebol brasileiro, Jean Chera viu a expectativa criada em torno de si ruir após uma série de frustrações e insucessos. Depois de sair do Santos, em 2011, ele vagou por nove clubes, inclusive do exterior, sem nunca se firmar. 

Os problemas renderam, entre outras coisas, o rompimento com seu pai, Celso, considerado um dos responsáveis por deixar a Vila. “Não toma conta mais de nada”. Arrependido por não ter permanecido no Santos, ele pede nova chance. “Aprendi a gostar do Santos. Gostaria de recomeçar aqui”.

Você chegou ao Santos com 8 anos e era tido como a grande promessa. Acha que a expectativa foi excessiva?

Querendo ou não, a cobrança me atrapalhou, porque eu era muito novo.

Em 2011, seu contrato não foi renovado. Muito se falou que sua saída se deu por exigências de seu pai e de alta pedida financeira. 

O que foi pedido pelo meu primeiro contrato profissional era o mesmo salário da base. Só teria um aumento de R$ 4 mil por mês, que era o valor do meu aluguel. O Santos não quis. Aí, veio o Genoa, oferecendo casa, carro, salário que era mais do que o dobro (do recebido no Santos). Achamos melhor sair.

Naquele momento, pelo que se sabe, houve rusgas entre seu pai e o então presidente Luis Alvaro. Isso atrapalhou? 

Ele e meu pai nunca se deram bem. O Luis Alvaro falava que um papel era branco; meu pai, que era preto. Acabou desgastando muito a relação dos dois. Como meu pai era meu empresário, na hora que terminou meu contrato ele achou melhor a minha saída. Eu, como tinha 15 anos, achava que o meu pai estava certo.

Hoje você se arrepende?

Me arrependo. Talvez, se eu tivesse ficado, estaria jogando no profissional do Santos.

Como foi na Itália?

Fiquei oito meses lá, treinando, fazendo amistosos. Treinei com o profissional. Tinha o Zé Love, o (atacante argentino) Palacios, o (volante) Miguel Veloso, de Portugal. Mas não podia jogar jogos oficiais por causa do passaporte.

Por que ficou pouco tempo no Genoa?

Existiu um desentendimento do meu pai com o presidente do clube, devido à questão financeira. Eu era menor de idade (16 anos) e precisava do passaporte comunitário para jogar (condição exigida pelo Genoa para pagar). Acabou não saindo no tempo certo, e os dois se desentenderam (porque o pai queria receber, enquanto o time entendia que só deveria pagar quando pudesse usar o meia). Tive que voltar.

Seu pai ainda cuida de sua carreira? 

Não toma conta mais de nada. Quando fiz 18 anos, sentei com ele e conversei. A gente achou melhor ele dar uma afastada.

O quanto as saídas de Santos e Genoa influenciaram?

Meu pai fez tudo querendo meu bem. Mas era um homem do interior, com pouca instrução. Então, por ser pai, em certos momentos agiu com o coração e acabou errando em alguns pontos.

Agora, quem é seu empresário?

Luiz Taveira.

Depois do Genoa, você passou por vários clubes. Entre eles, Atlético-PR, Cruzeiro e Flamengo. Por que não deu certo em nenhum?

Nos clubes no Brasil, normalmente chegava para (categorias) sub-17, sub-18. Como sempre tive status no Santos e fama, o pessoal achava que ganhava o dobro, o triplo do que eles ganhavam. No futebol, ainda mais na base, acontece ciúme, inveja. Sempre aconteceu comigo. Aconteceu no Flamengo, no Atlético-PR. O pessoal me olhava de lado. 

Atrapalhava de que forma? Dê um exemplo.

Não passavam a bola. Nunca ninguém me tratou mal, mas, em campo, ficavam nítidos o ciúme e a inveja.

O que houve no Paniliakos, da Grécia, mais recentemente?

Na Grécia, fiquei seis meses e não recebi. No final dos seis meses, o clube faliu, foi rebaixado para a quarta divisão, e todos os contratos foram rompidos automaticamente. 

Depois da Grécia, você optou por jogar no Cuiabá. Por quais razões foi para lá?

Foi algo que partiu de mim. A gente tinha outras coisas no Rio e São Paulo. Porém, estava sete meses na Grécia, longe da família, sozinho. Surgiu a oportunidade do Cuiabá, a 400 km de casa. Pensei em conhecer e que, se tivesse uma estrutura legal, ficaria. O presidente demonstrou interesse, e eu também. A gente se acertou.

Embora em um time menos competitivo do que os anteriores, pouco jogou. O que aconteceu?

Cheguei duas semanas depois dos outros, que estavam treinando. Como eu vinha treinando sozinho, deveria ter uma carga diferente, mas o preparador físico me colocou no nível do pessoal. Com quatro dias, me machuquei e tive que ficar duas semanas em tratamento. Aí, os jogos começaram, e o treinador usava esquema complicado. Não jogava com meias. Tinha três, quatro volantes. Cheguei a treinar de lateral-esquerdo. Passaram quatro meses e rescindi contrato.

Já se sentiu frustrado por tantos insucessos?

Nesses quatro anos desde que saí do Santos, passei por muitos lugares. Em alguns, deu errado. Mas aprendi sobre futebol, cultura, vida. Hoje, com 20 anos, sou mais maduro.

Já pensou em parar?

Nunca. Claro que acontecem coisas chatas. Comentários de que a minha carreira acabou, que não vou jogar mais. Me chateia, mas nunca passou pela minha cabeça desistir. 

Então, como recomeçar?

Com os pés no chão. Agradeço a Deus pelo que passei. Hoje, minha família tem uma situação boa de vida no Mato Grosso, na cidade de Vera, onde nasci. Com tanta coisa ruim que aconteceu, consegui dar estabilidade para eles. 

Sua vinda para Santos indica que você gostaria de voltar ao clube. É isso?


Sim. É um clube no qual conheço todo mundo, me dou bem com todos. Aprendi a gostar do Santos. 

Então, se fosse possível, gostaria de recomeçar aqui. Sente-se estigmatizado? 

Me sinto um pouco perseguido pela imprensa, devido à expectativa criada. Não tive tranquilidade de um menino normal para treinar, trabalhar, ir subindo etapas. Qualquer coisa que sai (na imprensa), aumenta muito e me prejudica. No Cuiabá, depois de um tempo, o treinador disse que não sabia que eu era tranquilo, que conversava com todos. Ele me cumprimentou e deu parabéns.

A Tribuna

Novas camisas do Santos começam a ser vendidas nesta terça; veja as fotos


Após cobrança extrajudicial, Netshoes entregará os uniformes ao departamento de futebol e iniciará as vendas. Contrato entre as partes não será renovado em dezembro

Demorou, mas as três novas camisas do Santos, enfim, começarão a ser vendidas nesta terça-feira, em lojas físicas e virtuais. Após muita polêmica e desentendimentos entre o clube e suas fornecedoras de material esportivo, o departamento de futebol receberá a remessa dos uniformes também nesta terça, e já poderá estreá-lo diante do Goiás, quarta-feira, no Serra Dourada, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Novas camisas do Santos: modelos tradicionais, sem grandes novidades (Foto: Globoesporte.com)

Tradicional, a camisa número 1 é toda branca, sem detalhes nas mangas e em gola V. Já a número 2 é listrada, com uma faixa preta na altura dos ombros e com gola redonda. Segundo os criadores, é inspirada no modelo usado pelo Peixe que foi campeão paulista em 1978.


Estocadas desde fevereiro, as duas camisas e o terceiro uniforme na cor cinza, revelado na última sexta-feira, serão entregues após cobrança extrajudicial do clube, que deu o prazo de cinco dias a partir de sexta para que as peças chegassem à Vila Belmiro. As empresas Nike e Netshoes acusam o clube de ter cancelado quatro vezes o evento de lançamento com objetivo de desgastar a relação, o que fez o clube perder dinheiro.

A sintonia com as parceiras ficou estremecida desde que Modesto Roma Júnior assumiu a presidência do Santos, em janeiro. 

Os desentendimentos começaram logo no início do ano, já que a atual administração questionou os desenhos aprovados pelo ex-presidente Odílio Rodrigues e pelo Comitê de Gestão, passando a adiar os lançamentos. 

Em paralelo a isso, o departamento de marketing iniciou as buscas por um novo parceiro, já que o contrato se encerra no fim do ano. Hoje, a italiana Kappa é a favorita para substituir as marcas atuais.

Apesar de vestir Nike, o acerto do clube é com a Netshoes. Os americanos apenas desenham e produzem os uniformes, que depois são comprados pela varejista brasileira e entregues ao Santos e vendidos no mercado. 

O contrato atual rende cerca de R$ 7 milhões por ano ao Santos, sendo R$ 2,3 milhões em royalties fixos – há ainda aproximadamente R$ 800 mil de verba de marketing, R$ 2 milhões de royalties variáveis e valor semelhante em peças. Executivos das empresas afirmam que, com a demora para o lançamento, o clube deixou de arrecadar dinheiro. De saída da Vila, dizem esperar que o contrato termine da forma mais amigável possível. 

Globoesporte.com

Comitê se reúne para definir novo técnico do Santos; Doriva e Gallo são favoritos



Com a equipe em queda livre no Campeonato Brasileiro, o Comitê de Gestão do Santos irá se reunir nesta segunda-feira para discutir um novo nome para assumir o time na sequência do torneio.

Segundo apurou o ESPN.com.br, o favorito do grupo é Doriva, que estava no Vasco, mas deixou o clube carioca no final de junho. Além dele, Alexandre Gallo, ex-jogador do "Peixe" e que estava trabalhando como treinador das seleções brasileiras de base, corre por fora.

A informação foi confirmada à reportagem por um dos membros do Comitê.

Doriva e Gallo agradam à diretoria principalmente pelo baixo salário, já que o time da Vila Belmiro vive momento financeiro complicado. O treinador campeão carioca, por exemplo, ganhava cerca de R$ 100 mil em São Januário.


Na reunião, o Comitê de Gestão também irá discutir se o atual técnico santista, Marcelo Fernandes, voltará a ser auxiliar do clube praiano. A seu favor, contam o baixo salário (R$ 25 mil) e o apreço dos jogadores. Contra, o temperamento explosivo, que já lhe rendeu algumas suspensões em 2015.

Oswaldo de Oliveira, por sua vez, está praticamente descartado. A alta cúpula santista considera que não há mais clima para o ex-comandante do Palmeiras assumir a equipe da Baixada, depois de ter sido "contratado e descartado" no espaço de alguns dias pelos cartolas.

Vindo de três derrotas seguidas e na zona do rebaixamento do Brasileirão, o Santos volta a campo nesta quarta-feira, quando enfrenta o Goiás, fora de casa, pela 12ª rodada.

ESPN

Presidente do Santos é criticado e clube volta a discutir novo técnico

Comitê de Gestão, já com seus quatro novos membros, terá encontro para definir o nome que será alvo para assumir o comando técnico em substituição a Marcelo Fernandes

Com apenas duas vitórias em 11 partidas do Campeonato Brasileiro de 2015, o Santos ocupa atualmente a 17ª colocação da tabela e é o primeiro integrante da zona de rebaixamento. O retorno à degola e o fim de uma invencibilidade na Vila Belmiro que já vinha desde 2014, com a derrota por 3 a 1 para o Grêmio, conturbaram o ambiente interno do clube. O primeiro passo para tentar fugir das últimas posições do Brasileirão deverá ser uma mudança no comando técnico.

Depois de rejeitar a pedida de Guto Ferreira e ter o nome de Oswaldo de Oliveira barrado pelo Comitê de Gestão há duas semanas, o Santos voltou a buscar um comandante para substituir Marcelo Fernandes, que voltaria a ser auxiliar. Uma reunião para alinhar nomes será realizada no fim da tarde desta segunda-feira, na Vila Belmiro, e contará com participação dos novos indicados do conselho responsável pelas decisões importantes do futebol no Peixe.

Em razão do veto ao nome de Oswaldo, com quem já tinha tudo acertado, Modesto dispensou dois membros do Comitê e viu outros dois pedirem demissão em solidariedade. Agora, com os quatro substitutos (Luiz Antonio Ruas Capella, Andres Enrique Rueda Garcia, Antonio Carlos Cintra e Carlos Manoel da Silva) nomeados, o grupo se encontrará para definir o treinador que ficará no alvo para tentar melhorar as perspectivas do Santos no Brasileirão.

A reunião decisiva, entretanto, não é o único motivo de agitação nos bastidores do Santos. O próprio presidente Modesto Roma Júnior e seu vice César Conforti têm sido alvos de críticas de conselheiros por terem viajado ao Chile para a final da Copa América em um momento ruim do time em campo. Uma selfie de Conforti e Modesto vendo o jogo no estádio viralizou nas redes sociais com críticas à dupla. "O time nesta situação e os caras nem aí" e "não acho que a ocasião seja propícia para isso" foram algumas mensagens postadas por membros do Conselho Deliberativo do clube em crítica à viagem, que ocorreu a convite de uma empresa.

Sem Modesto e Conforti, o superintendente de esportes do Peixe, Dagoberto Santos, acompanhou o jogo contra o Grêmio como representante da diretoria. O dirigente, porém, também está sob forte pressão de conselheiros. O elevado número de reforços contratados em 2015 que não têm oportunidades constantes no time titular e o salário recebido pelo dirigente, hoje de R$ 85 mil, são os principais questionamentos de pessoas influentes da política do clube. Na última reunião do Conselho Deliberativo, inclusive, o próprio Modesto foi perguntado sobre a viabilidade do trabalho de Dagoberto.

"Se mantiver o Dagoberto e trocar o técnico não vai adiantar" e "é preciso trocar o responsável do futebol por alguém que conheça de verdade" foram algumas das mensagens em oposição ao dirigente. Há, dentro do Conselho, uma forte onda que deseja a contratação do ex-jogador Clodoaldo, atual consultor de futebol, para um cargo diretivo.

Lancenet

Técnico do Santos pede por reforços: 'Para dar respaldo aos garotos'

Segundo Marcelo Fernandes, posição mais carente é o meio de campo, já que Valencia e Alison estáo lesionados e vão demorar para voltar. Situação financeira é caótica

Apesar de não tocar muito no assunto, o técnico do Santos, Marcelo Fernandes, não esconde que o time precisa de reforços. Segundo ele, o pedido por contratações foi feito à diretoria há algum tempo e revela qual a posição mais carente:

- No caso do Valencia, que se machucou, procuramos volante, realmente estamos procurando há algum tempo, não é de agora, não. Isso já foi passado e estão fazendo esforço para ir atrás - disse o treinador, que também não pode contar com Alison, que rompeu o ligamento do joelho direito e volta no fim do ano.

Com a derrota para o Grêmio no último domingo, por 3 a 1, em casa, o Peixe chegou a três resultados negativos seguidamente e soma agora uma vitória nos últimos dez jogos.

Porém, mesmo com a dura sequência, o técnico alvinegro admite que os garotos do elenco estão fazendo um bom papel e um reforço viria para somar com os mais jovens do grupo.

- Não precisa de reforço porque estão mal, é pra dar respaldo para esses garotos - explica.

No entanto, a situação financeira do clube não permite que um novo jogador seja comprado. A ideia da diretoria santista é trazer um nome de peso por empréstimo ou com ajuda de investidores. Mesmo assim, a cúpula do Peixe crê que pode oferecer um salário superior a R$ 200 mil, já que Robinho deixou a Vila Belmiro.

Lancenet

domingo, 5 de julho de 2015

Marcelo critica árbitro e tira culpa do time: 'Responsabilidade é minha'

Treinador do Peixe elogiou esforço dos garotos do elenco e admitiu que não os culpa pelos resultados recentes: uma vitória em novo jogos. Árbitro foi criticado por lance polêmico

Insatisfeito com as últimas três derrotas do Santos, o técnico Marcelo Fernandes não escondeu sua irritação neste domingo, após o revés para o Grêmio por 3 a 1, em casa. No entanto, o treinador deixou claro que a conversa com o time no vestiário após a partida não foi tensa. Em sua entrevista coletiva, ele chamou a responsabilidade.

- A conversa no vestiário é de dar moral para esses garotos. Não dá para reclamar do que eles fizeram. O Campeonato Brasileiro não permite lamentar. A responsabilidade é nossa, da comissão técnica. Eles têm a personalidade forte. Não se vê ninguém de canto no treino. Eles pularam etapa mas procuraram a maturidade. Estão passando por prova de fogo e estão fazendo isso muito bem - disse Fernandes.

A respeito da arbitragem do jogo, comandada por Felipe Gomes da Silva, que expulsou Geuvânio (que já tinha um cartão amarelo) após o camisa 11 entrar em campo com a bola rolando depois de ter sido atendido, o treinador foi crítico.

- Todo mundo viu ele chamando o jogador. Nada contra, mas além do Ricardo Bezerra, só árbitros do centro do Brasil, um lugar sem expressão nenhuma no futebol, apita jogo do Santos. Estou cansado de falar. O Grêmio é um time de jogadores experientes não perde oportunidade. O Roger, treinador do Grêmio, viu o árbitro chamar o Geuvânio e me falou na volta do intervalo. Mas não quero mais falar disso, já fui julgado - concluiu o comandante da equipe.

Nos últimos dez jogos do Santos, a equipe conseguiu apenas uma vitória, diante do Corinthians, na Vila Belmiro, por 1 a 0. No momento, o Peixe está na zona de rebaixamento do Nacional, em 17º.

Lancenet

Lucas Lima se revolta com arbitragem: "Nos roubam e nem podemos falar"


Meia diz que Geuvânio “não ia entrar de sacanagem” no gramado, após receber atendimento médico. Atacante foi expulso, em lance polêmico, no primeiro tempo

A expulsão de Geuvânio, ainda no primeiro do duelo entre Santos e Grêmio, na tarde deste domingo, revoltou os jogadores do Santos. O atacante recebeu o segundo cartão amarelo e, depois, o vermelho aos 28 minutos do primeiro tempo, após ter retornado ao gramado, supostamente sem autorização do árbitro Felipe Gomes da Silva. 

O vídeo acima, porém, mostra que o juiz fez um sinal ao banco de reservas do Peixe que autorizaria Geuvânio a voltar ao jogo. Ele estava fora do campo recebendo atendimento médico, depois de se chocar com Luan, do Grêmio. No intervalo, o meia Lucas Lima não escondeu a irritação dos santistas.

– O Geuvânio não ia entrar de sacanagem, de bobeira. Os caras vêm aqui, nos roubam e depois nem podemos falar com eles – disse o armador. 

A reclamação de Lucas Lima também se refere aos cartões amarelos aplicados a Gabriel, Caju e David Braz, por reclamação, durante o confronto na Vila Belmiro.

O atacante Gabriel também criticou a arbitragem. Para o camisa 10, o cartão vermelho recebido por Geuvânio comprometeu a atuação da equipe.

– Hoje o juiz prejudicou bastante. A partida estava complicada e quando o Geuvânio foi expulso ficou ainda mais difícil para a gente – lamentou Gabriel.

No intervalo da partida, quando Felipe Gomes da Silva e seus auxiliares iam em direção ao vestiário, a torcida do Peixe também mostrou indignação com a expulsão de Geuvânio. Os jogadores santistas conversaram com o árbitro na volta para o segundo tempo e chegaram a imitar o sinal feito por ele ao atacante, antes do cartão vermelho.

Globoesporte.com

Após derrota, torcida santista protesta e é contida por PM


A quinta derrota do Santos no Campeonato Brasileiro, sendo a terceira de forma consecutiva e a primeira em casa na temporada, revoltou os poucos mais de 4 mil torcedores que foram à Vila Belmiro e assistiram o Grêmio fazer 3 a 1 com direito a gritos de "olé" ao fim da partida.

O time paulista agora tem um retrospecto de apenas uma vitória nos últimos nove jogos disputados e voltou à zona de rebaixamento, na 17ª colocação, com 10 pontos em 11 rodadas.

Diante deste tenebroso cenário, os jogadores e a comissão técnica alvinegra não foram perdoados. Já na descida para o vestiário, no intervalo do confronto, um grupo de torcedores protestavam e pediam: "queremos jogador".

Santos teve uma partida sofrível na Vila Belmiro Foto: delamonica / Futura Press

No segundo tempo, após a contusão de Gabriel, Marcelo Fernandes resolveu partir para o tudo ou nada, já que perdia por 2 a 1 com um homem a menos. Mas, quando escolheu Nilson para entrar no jogo, ouviu muita chiadeira e gritos de "burro".

Porém, o clima ficou tenso mesmo depois do apito final. "Não é mole, não. P... no c... dos jogadores que não honram o Peixão", cantavam, indignados, os torcedores. Além disso, muitos objetos foram atirados no campo.

Em seguida, mais exaltados, alguns membros de torcidas organizadas desceram a arquibancada e foram em direção ao vestiário e à sala de imprensa, que fica ao lado. Mais uma vez, xingaram e também tentaram quebrar a porta de vidro que fica na entrada da sala que Marcelo Fernandes daria entrevista coletiva.

Os jornalistas que trabalhavam na partida tiveram dificuldade para entrar no local e a situação só se apaziguou após a chegada de seis policiais militares.

Terra

Jogos para sempre - Santos X Corinthians - Brasileirão de 2002