Mesmo sem marcar o seu 100º gol, Neymar foi decisivo na vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Mogi Mirim neste domingo na Vila Belmiro. O jogador foi, como sempre, o mais caçado em campo e ajudou o time que foi superior durante todo o confronto contra o rival do interior. Agora, o time da Vila Belmiro encara o São Paulo no próximo final de semana, no Morumbi.
Neymar marcou seu 99º, alcançou a artilharia do Campeonato (13 gols ao lado de Hernane do Mogi), e deu assistência para Maranhão marcar o primeiro.
Muricy surpreendeu na escalação, deixou Borges e Elano no banco e iniciou o duelo com Alan Kardec e Ibson. O artilheiro não vive boa fase e o meio-campo havia sido titular nas duas últimas partidas. Henrique, cotado para atuar na lateral direita na vaga de Fucile, sentiu lesão no joelho e cedeu lugar a Maranhão.
Neymar, no entanto, estava confirmado. E com ele em campo, o show é garantido. Falar que ele foi o principal alvo dos adversários já virou rotina, mas no primeiro tempo do jogo ele teve que conviver com a provocação dos rivais. E se saiu bem.
Logo nos primeiros minutos, ele aplicou uma carretilha em Roni e incendiou a Vila Belmiro, pedindo que a torcida se levantasse. Mas o duelo mais frequente foi com Edson Ratinho, que até tentou intimidar o camisa 11 santista, ao ganhar uma disputa com o craque. Em vão. No lance seguinte, Neymar deixou três marcadores para trás e foi parado com falta. Amarelo para Ratinho, que desta vez viu Neymar falar em sua orelha.
O Mogi não conseguia sair para o jogo e por vezes mantinha seus 11 jogadores no campo de defesa. Ganso, então, foi obrigado a buscar o jogo na faixa central. Envolvente, o Santos deu cinco passes e quase marcou. Ganso, Dracena, Ibson, Alan Kardec, Juan fizeram a bola chegar a Neymar, que chutou rente a trave.
No ataque seguinte, Neymar apareceu novamente e foi decisivo. Sempre aberto pela esquerda, ele levou para o meio e enxergou Maranhão, que livre cabeceou sem chances para o goleiro Anderson. Foi a hora de Neymar provocar e com gestos com as mãos deu a entender que os rivais falavam demais.
Edu Dracena e Neymar tiveram duas chances cada para marcar, mas era Alan Kardec quem dava show de disposição no ataque. O camisa 9 brigava por todas as bolas e em uma delas criou boa oportunidade para Juan chutar cruzado e obrigar Anderson a fazer bonita defesa. Após o escanteio, Kardec brigou pelo alto e quase fez o segundo.
As duas únicas chances de gol do Mogi foram em chutes de fora da área, com Felipe e Rene Junior. Em uma delas, Rafael fez bonita defesa.
No segundo tempo, o treinador do Mogi, Guto Ferreira, deixou no banco as duas vítimas de Neymar. Edson Ratinho e Roni deram lugares a Luis Felipe e Jeferson Maranhão. O time do interior continuava forte na marcação e passou a se arriscar mais, tendo a primeira chance com Jeferson Maranhão.
As melhores jogadas do Santos nasciam pela esquerda e quando Ganso e Neymar fizeram jogadas de efeito, Baraka e Val se irritaram com o camisa 10. Neymar foi defender o amigo e uma confusão generalizada se iniciou no meio-campo. O árbitro Flavio Rodrigues Guerra só advertiu verbalmente Neymar e Val e o jogo prosseguiu.
E foi novamente depois de um problema, que Neymar decidiu. Desta vez, o camisa 11 fez tudo sozinho, saiu de três marcadores, invadiu a área e de pé esquerdo fez o segundo e o 99º com a camisa do Santos. Na comemoração, repetiu o gesto do primeiro tempo e disse: "fala muito".
O torcedor santista ainda teve tempo de comemorar o resultado do Pacaembu e explodiu de alegria com o terceiro gol da Ponte Preta. Festa completa na Vila Belmiro.
Uol Esporte

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