Paulo Henrique Ganso precisou desligar o celular na segunda de manhã para conseguir dormir, tamanho o assédio de familiares e amigos, que queriam parabenizá-lo pela atuação no clássico contra o Corinthians, em que marcou dois dos três gols do Santos. Em alta, o jogador afirma estar curtindo cada segundo de fama, mas conta que o sucesso por pouco não escapou de suas mãos.Devolvido ao amador durante o Brasileirão de 2008 pelo então técnico Márcio Fernandes, sob a justificativa de fortalecer o aprendizado na base, Paulo Henrique admite que temeu pelo seu esquecimento nas categorias inferiores do clube, mas que confiou no seu estilo de jogo para convencer a comissão técnica a ter nova chance no time de cima.
O recomeço de Paulo Henrique ocorreu apenas na vitória do Santos contra o Guarani, 3 a 1, na Vila, já em fevereiro de 2009, pelo Paulistão. O time foi comandado interinamente por Serginho Chulapa, que decidiu apostar no jogador, então encostado, no time titular. O meia fez um dos gols, sendo assistido do camarote por Vagner Mancini, que assumiria a equipe no dia seguinte.
"O momento mais difícil foi quando me devolveram para a base no ano passado. Um monte de coisa passou pela minha cabeça. Eu ficava me perguntando: 'Será que eu vou conseguir voltar ao profissional?', 'Será que eu vou conseguir ser jogador de futebol?'", relembra o meia. Vinculado ao Santos até 2013, Paulo Henrique ostenta a condição de intocável no Santos.
Vagner Mancini aponta o jogador como o maestro do time. Neymar quer ver o amigo na seleção. Querido no elenco, o meia foi defendido pelos jogadores quando se envolveu em atrito com Fábio Costa. Levado ao Santos ainda garoto pelo ídolo do clube Giovanni, Paulo Henrique diz ter perdido a conta de quantos telefonemas recebeu após participação no clássico de domingo.
"Várias pessoas ligaram para mim. Eu nunca fui tão procurado. Meus familiares do Pará, amigos. Só o Giovanni que não me ligou. Ele é muito quieto, mas deve ter gostado do clássico. Tive um dia atípico depois do jogo", comemora.
Uol Esporte
Foto: Ricardo Nogueira/FI
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