A diretoria do Santos convocou a imprensa nesta terça-feira para fazer um balanço dos cinco anos que a cúpula geriu o clube. O presidente Odílio Rodrigues, que deixará o cargo após as eleições para a presidência no próximo sábado, revelou que o alvinegro praiano adiantou R$ 43 milhões das cotas de televisão de 2015 para pagar os direitos de imagens dos atletas que estão atrasados.
Além disso, Odílio disparou contra o ex-presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, que apoia Fernando Silva, candidato da oposição nas eleições deste sábado na Vila Belmiro.
"O Santos teve autorização para adiantar os recebíveis de 2015, algo por volta de R$ 43 milhões. O próximo presidente terá 80 milhões de recebíveis da Globo, a correção de mais 60%. É bom que siga que é um ato de esperança para os próximos presidentes. Não pode ele entrar no clube dizendo que não pode fazer nada. Quem é candidato sabe. Quando entramos aqui tinha uma divida, sem dinheiro em caixa, tributos e salários pagos.Na realidade queremos terminar o mandato fazendo com que os compromissos sejam honrados até onde possamos, com os avais pessoais", afirmou Odílio Rodrigues.
Segundo o mandatário, a atual gestão deixará uma dívida de R$ 75 milhões. O montante não inclui as dívidas com a Timemania, que gira em torno de R$ 100 milhões, além dos débitos com a família do ex-presidente Marcelo Teixeira. O clube já pagou boa parte ao antigo mandatário, mas ainda faltam cerca de R$ 21 milhões.
"Nós recebemos o clube com uma divida de R$ 87,3 milhões. Pagamos dessa dívida aproximadamente R$ 55,6 milhões. Tem, então, o remanescente de R$ 31,7 milhões dessa dívida. Desses dois eram de bancos com o presidente Marcelo Teixeira como avalista, o Santos já quitou. Hoje o Santos tem uma dívida com a instituição Santa Cecília e a família Teixeira até 2017. Portanto, dos 80 milhões aproximados de dívida, temos da nossa gestão R$ 45 milhões, com custos financeiros para trabalhar. Isso dá, aproximadamente R$ 75 milhões. Estou me referindo até 31 de setembro isso. É uma dívida de curto prazo? Não. Se você colocar Timemania toma outro numero, mas expurgamos", disse.
Além de explicar as dívidas do Santos, Odílio Rodrigues e os integrantes do Comitê Gestor, dispararam críticas contra o ex-presidente Luis Alvaro, que deixou o cargo oficialmente em maio deste após cumprir licença médica, que durou um ano. Odílio ficou indignado com as críticas de Laor a atual gestão e chamou o ex-companheiro de incoerente.
"Vi uma declaração do ex-presidente Laor fazendo criticas a gestão, com três pontos que ele não concordava. E os três pontos que falava de mim, ele não tinha razão alguma. Liguei pra ele e disse que discordava formalmente de tudo o que falou. Ele dizia que troquei os membros do Comitê sem consultá-lo, mas eu era presidente. Em agosto de 2013 ele sofreu um processo de impeachment, se afastou. Para isso substituímos todos os gerentes de salários altos por outros gerentes, mais de R$ 600 mil ao mês, R$ 7 mil ao ano. A partir do momento que eu assinei os avais, num ato de responsabilidade, começamos a fazer redução de custos", disse Odílio.
"O Luis Alvaro é muito eloquente e falante, falou que iríamos tomar um porre, beber, eu não bebo. Socialmente posso jantar, conversar, recordar. Mas liguei para dizer que não aceitava as suas criticas. Ele é sempre muito criativo nas entrevistas. Quem pediu voto não renuncia, cumpre em momentos bons e não tão bons. Estamos pagando uma conta de outra gestão de maneira honrada mantendo o mandato. Gosto muito de uma frase que dizia o que buscamos nas pessoas? Coerência. Não aceito incoerências do Luis Alvaro. Um presidente com discurso ufanista quando o Santos criava, e quando não cabia mais você cria um incomodo. Temos que ter os pés nos chão, o clube é feito de conquistas e derrotas", completou.
O presidente santista ainda mostrou em planilha que o Santos arrecadou mais do que gastou nos últimos cinco anos. Odílio também disse que o clube se fortaleceu em relação aos patrocínios. Isso porque o clube vendeu a camisa por R$ 20 milhões ao Banco BMG em 2011, enquanto a gestão de Marcelo Teixeira vendeu por menos de R$ 6 milhões em 2009. No entanto, o Santos ficou sem patrocínio máster na camisa nos dois últimos anos.
Uol Esporte

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