quinta-feira, 10 de abril de 2014

Jamais vice pelo Inter, Damião tenta 1º título pelo Santos: 'Nada perdido'

Atacante disputou oito decisões pelo Internacional, vencendo todas. No domingo, contra o Ituano, é a esperança de gols: 'Ele está incomodado', diz pai do artilheiro

O atacante Leandro Damião tinha 20 anos quando deixou o banco de reservas do estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, para substituir Rafael Sobis, marcar o segundo gol da vitória do Internacional por 3 a 2 sobre o Chivas, do México, e ser fundamental para a conquista do bi da Libertadores pelo Colorado. Era o primeiro jogo dele por um torneio continental, e a primeira das muitas finais que venceria pelo time vermelho.

Jogador do Inter até dezembro de 2013, quando foi negociado com o Santos, o atacante disputou outros sete títulos. Em 2011, venceu a Taça Farroupilha (segundo turno do estadual), o Campeonato Gaúcho e a Recopa Sul-Americana. No ano seguinte, de novo a Farroupilha e o Gaúcho. Já no ano passado, festejou as taças Piratini e Farroupilha, os dois turnos do Estadual. Damião nunca foi vice-campeão pelo clube gaúcho.

- Graças a Deus tive essa felicidade de conquistar todas as finais. Espero que tenhamos esse pensamento no Santos também. Nada está perdido. Temos capacidade de vencer o Ituano - disse o jogador, sobre a decisão do Campeonato Paulista, domingo, às 16h, no Pacaembu. O primeiro jogo, domingo passado, terminou 1 a 0 para o time do interior. Para ser campeão, o Peixe precisa vencer por dois gols de diferença. Caso vença por um, força a decisão por pênaltis. O Ituano joga pelo empate.

No Sul, além do gol na decisão da Libertadores, quando participou apenas do segundo jogo, ele marcou também em outras finalíssimas. No primeiro título da Taça Farroupilha, em 2011, contra o Grêmio, marcou no 1 a 1 do tempo normal e fez o seu na decisão por pênaltis. Dias depois, no reencontro com o Tricolor gaúcho, fez um na derrota por 3 a 2 e outro na vitória pelo mesmo placar, uma semana depois. Em nova decisão nas penalidades, parou em Victor, mas viu os companheiros marcarem e definirem a vitória e o primeiro título gaúcho.

No mesmo ano, pela Recopa, foi titular nos dois jogos contra o Independiente. Na Argentina, marcou o de honra na derrota por 2 a 1. Em casa, com o Beira-Rio lotado, fez dois no triunfo por 3 a 1 que deu o título aos comandados de Dorival Júnior.

- Ele foi decisivo para mim. É um cara muito concentrado na profissão e que aparece nos momentos mais importantes, sempre com bom rendimento. Não é de falar muito, é reservado, mas ajuda a equipe de outra forma. Ele cresce na hora da decisão - elogia Dorival, hoje sem clube.

Ainda sob o comando do treinador, mas já em 2012, levou a Farroupilha em jogo único diante do Grêmio, sem marcar na vitória por 2 a 1. Depois, contra o Caxias, na decisão do Gaúcho, ficou fora do primeiro jogo, no empate por 1 a 1, mas foi a campo para ser o herói da vitória de virada por 2 a 1 uma semana depois, garantindo mais uma taça para a galeria.

Em 2013, a vitória dos dois turnos deu o título antecipado ao Inter. Na Taça Piratini, fez dois gols nos 5 a 0 sobre o São Luiz. Depois, na Farroupilha, contra o Juventude, deixou o campo aos 28 minutos do segundo tempo com dores na coxa no empate sem gols do tempo normal. Nos pênaltis, o Inter venceu por 4 a 3. 

- Ele vai entrar com raiva, com outra personalidade. Está incomodado. No domingo, nos falamos e ele estava chateado. Foi um dos piores jogos que eu vi do Santos. O Leandro ainda não se adaptou ao futebol do time, que é rápido e leve. Lá no Sul era mais pesado. Mas ele está feliz no clube, gosta dos meninos todos. Eles vão ser campeões - afirmou Natalino Pereira dos Santos, pai do jogador.

Pela Seleção, Damião participou parcialmente das conquistas do Superclássico das Américas, contra a Argentina, em 2011 e 2012, mas acabou medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres, quando a Seleção perdeu a final para o México.

Globoesporte.com

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