O volante Arouca afirmou que o elenco do Santos ficou "mordido" com a derrota por 1 a 0 para o Ituano na primeira final do Campeonato Paulista, no último domingo. O camisa 5 disse que a equipe apresentará postura diferente para tentar reverter a desvantagem e acredita que o clube mereça a conquista, principalmente, pela campanha quase impecável na competição.
"Aqui tratamos sempre o coletivo. Quando a equipe vai bem, não é só o ataque que vai bem. Nem quando vai mal podemos dizer que a defesa entregou o jogo. O coletivo do Santos não foi legal nessa partida. Sabemos que a postura precisa ser diferente, agora. Temos que falar dos méritos do Ituano, que soube aproveitar as oportunidades e vencer, mas a equipe está mordida com isso", disse.
A principal reclamação dos santistas foi o envolvimento da marcação da equipe ao adversário da final. O zagueiro David Braz também pediu por mudança de postura alegando que a equipe não teve "agressividade" na marcação ficando, inclusive, mais de um minuto assistindo ao toque de bola adversário no gol da partida, marcado pelo meia Cristian.
"Não dá para dizer exatamente o que a equipe sentiu. Tivemos dificuldade porque a equipe nos envolveu. Não estávamos numa tarde boa, no geral tivemos pouca agressividade lá no ataque. Isso acabou nos complicando. A equipe sentiu um pouco o gol. É difícil furar a defesa do Ituano. Tenho certeza que a postura vai ser total, mente diferente, porque não tem o terceiro jogo. É tudo ou nada. A campanha que fizemos no campeonato nós merecemos esse título", argumentou Arouca.
Para a partida, o técnico Oswaldo de Oliveira pode promover uma alteração. Na atividade desta quarta-feira, optou pela entrada do volante Alison na vaga de Gabriel Barbosa, titular durante quase toda a competição.
A escalação traz nova liberdade para Cícero, um dos melhores passadores da equipe, com 93,6% de aproveitamento no quesito. O camisa 8, sacrificado para atuar mais recuado ao lado de Arouca, também apresenta dificuldades na posição mais marcadora. No campeonato, fez só 26 desarmes, média de 1,7 por jogo.
O Santos ainda realizará mais três atividades antes da final, na quinta, na sexta e no sábado. Para a partida da volta, o Santos precisará vencer por um gol de diferença para levar o confronto para os pênaltis. Para ser campeão, vencer por, pelo menos, dois gols.
Terra

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