quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Caminho do Santos na Copa Libertadores tem tricampeão da América e clubes emergentes

Veja análise dos times que vão encarar o Peixe no Grupo F da competição sul-americana

Por GloboEsporte.com 

O Santos conheceu na noite da última terça-feira seus adversários na fase de grupos de Libertadores de 2020. Vice-campeão brasileiro, o Peixe enfrentará o Olímpia, do Paraguai, o Delfín, do Equador, e o Defensa y Justicia, da Argentina, pelo Grupo F da competição. 

Apesar de apenas o Olímpia ter tradição na Libertadores, com três títulos na bagagem, o Santos precisa ter cuidado com os outros dois oponentes. Isso porque o Delfín é o atual campeão equatoriano, e o Defensa y Justicia conquistou o vice-campeonato argentino na última temporada.

Por isso, o GloboEsporte.com separou um breve resumo sobre cada um dos adversários do Santos em busca do tetracampeonato da Libertadores.

Olímpia

Olimpia é o cabeça de chave do Grupo F — Foto: Reprodução/Twitter Olimpia

Cabeça de chave do Grupo F, o Olímpia, do Paraguai, tende a ser o adversário mais difícil do Santos na fase de grupos da Libertadores. Atual tetracampeão paraguaio, o clube tem sido o time a ser batido em seu país, com um estilo de jogo parecido com o do Peixe: intensidade, agressividade e protagonismo.

No Apertura (campeonato paraguaio do primeiro semestre), por exemplo, o Olímpia levantou a taça sem perder nenhum dos 22 jogos. Ao todo, o clube venceu 16 partidas e empatou seis, com 61 gols marcados e somente 17 sofridos.

O responsável pelos bons números e destaque do time é o treinador argentino Daniel Garnero. Com uma filosofia de jogo ofensiva, o técnico já é visto como ídolo pela torcida do Olímpia e é a principal esperança do clube por uma boa campanha na Libertadores de 2020.

No elenco, o Olímpia tem o artilheiro Roque Santa Cruz. Além disso, o clube ainda pretende contar com Borja, do Palmeiras, e Derlis González, do Santos, na próxima temporada.

Seu estádio é o Manuel Ferreira, localizado em Assunção, com capacidade para 22.000 torcedores. Um fato curioso é que a inauguração do estádio, em 1964, foi justamente contra o Santos de Pelé, em um amistoso.

Delfín

Carlos Garcés, atacante do Delfín — Foto: Divulgação / Delfín Sporting Club

Fundado em 1989 na cidade de Manta, no Equador, o Delfín Sporting Club pode não ter tradição internacional, mas também não pode ser desprezado pelo Santos.

Atual campeão equatoriano, o Delfín colocou o nome na história do futebol do Equador por ser apenas o terceiro time de fora das províncias de Pichincha e Guayas (maiores do país) a conquistar um título nacional.

Porém, apesar de um trabalho bem feito com uma equipe jovem, o Delfín chega ao fim de 2019 com o mesmo problema do Santos: sem um treinador definido para a próxima temporada. Isso porque o clube perdeu Fabian Bustos, contratado pelo Barcelona de Guayaquil, também do Equador.

Seu estádio é o modesto Jocay, com estrutura simples e capacidade para 17.834 torcedores.

Defensa y Justicia

Defensa y Justicia já eliminou o São Paulo na "Sula" — Foto: Ernesto Guzmán Jr/EFE

Velho conhecido do torcedor do São Paulo, por eliminar o clube da capital paulista na Copa Sul-Americana de 2017, o Defensa y Justicia tem crescido não só no futebol argentino, mas também no cenário continental.

Vice-campeão argentino na última temporada, o Defensa y Justicia fará, em 2020, sua primeira participação na Libertadores, mas também com um estilo agressivo e ofensivo, promete dar trabalho para consolidar seu nome na América do Sul.

O técnico da equipe é o jovem Mariano Soso, de 38 anos. Ele tem passagens pelo futebol peruano e equatoriano, e assumiu o Defensa y Justicia na metade do ano, para comandar o clube na temporada 2019/20.

Antes de Soso assumir, o dono do cargo era Sebastián Beccacece, treinador que foi sondado pelo Santos após a saída de Sampaoli.

O estádio do Defensa y Justicia é o Norberto "Tito" Tomaghello, que tem capacidade para 18.000 torcedores.

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