quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

'Testemunhas de Giovanni' tiram a faixa do armário e vibram com volta do craque

Meia será oficialmente apresentado na manhã desta quarta, na Vila

Hoje é dia de festa para a torcida do Santos. Afinal, um dos maiores ídolos do clube desde Serginho Chulapa está de volta a Vila Belmiro. Às 11h30, Giovanni será apresentado na Baixada Santista e vestirá a camisa 10, que fez muito torcedor delirar de alegria na década de 90. E, para dois irmãos santistas, é dia de resgatar o orgulho de ser uma “Testemunha de Giovanni”.


Rodrigo Dall’Ácqua Lopes tem 35 anos. Seu irmão, Luis Fernando, tem 29. Quando Giovanni viveu o auge com a camisa santista, em 1995, eles podiam ser chamados de torcedores do alambrado. Mesmo morando em São Paulo, não perdiam jogos na Vila Belmiro. Tudo para ver o grande ídolo de perto.

- O Giovanni representa um cara que conseguiu driblar uma fase dificílima da equipe. Ele apareceu numa fase em que o time não ganhava absolutamente nada. Naquele Campeonato Brasileiro de 1995, ninguém esperava mais nada, quando o Giovanni comandou uma das reações mais espetaculares que eu já vi. Foi aí que resolvemos criar as Testemunhas do Giovanni – afirmou Rodrigo, orgulhoso.

Luis Fernando foi no embalo do irmão. Como o pai, Sílvio, também era santista, não foi difícil converter mais um membro na família.

- Com tanta coisa do Santos em casa, era natural que isso acontecesse. Logo, começamos a ir aos jogos juntos e sempre era um prazer ver o Giovanni jogando.
Mas, quantos integrantes possuía a torcida?

- Éramos quatro, mas barulhentos. Tinha até um amigo são-paulino. Era uma coisa séria, tinha estatuto. Quem quisesse participar, tinha de fazer um juramento. Na época, ainda fizemos um grande propaganda, fizemos divulgação em todas as rádios. Tínhamos faixas que fizemos na garagem de casa – diz Rodrigo, rindo muito.

O pai, Sílvio, no início, não deu muita bola. Mas não demorou muito para perceber que a adoração era uma coisa séria.

- Achei que era aquela coisa de torcedor que age por impulso. Lembro-me que um dia estava vendo um jogo do Santos em casa e a câmera da TV focalizou os meus filhos segurando a bandeira. Foi motivo de muito orgulho. O Giovanni, sem dúvida, fez muito sucesso com a camisa do Santos - constatou.

O que ele fez foi fantástico, maravilhoso, impressionante. O Giovanni marcou três gols e deu um passe para outro. Além do mais, aquela cena do time ficando no intervalo dentro do gramado me marcou demais. Eram 40 mil santistas no Pacaembu e todos acreditavam que era possível vencer – lembra Luis.

Santistas fanáticos, os irmãos guardam relíquias. Possuem ingressos de jogos do início da década de 90. Camisas de futebol? Existem a perder de conta. Os irmãos até tentam manter a organização para não confundirem as coleções.

- Cada um tem a sua e a gente cuida com muito carinho. Algumas estão até mofadas, mas ninguém joga absolutamente nada fora – ressaltou Rodrigo.

Globoesporte.com

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