terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Santos se reapresenta com pressão sobre Jesualdo: veja o que pesa a favor e contra o técnico

Corrente interna no clube pressiona por demissão, mas treinador deve ter semana para trabalhar

Por Globoesporte

A preparação do Santos para a sequência mais decisiva da temporada começa nesta terça-feira. Às 16h, o elenco faz o primeiro treino no CT Rei Pelé para o clássico contra o Palmeiras, sábado, e a estreia na Libertadores, no dia 3 de março, contra o Defensa y Justicia, na Argentina. Na beira do campo, porém, a pressão ronda o técnico Jesualdo Ferreira. 

Apesar da liderança no grupo A do Campeonato Paulista, as atuações do Santos não têm agradado à diretoria e à torcida. E o futuro de Jesualdo Ferreira já é discutido internamente. O técnico português, contratado no início do ano, vive momento delicado após empate por 0 a 0 com a Ferroviária e derrota por 2 a 0 para o Ituano.

Jesualdo Ferreira em treino no CT Rei Pelé — Foto Santos F.C 

Com mais uma semana de treinamentos antes de enfrentar o Palmeiras e o Defensa y Justicia, o Santos analisa os próximos passos e discute o futuro de Jesualdo. À Gazeta Esportiva, o presidente José Carlos Peres disse que não analisa uma possível demissão do treinador antes do clássico no Pacaembu. 

Explicamos, abaixo, o que está a favor e contra Jesualdo Ferreira na luta pela permanência no cargo: 

A favor

A colocação no Campeonato Paulista

Apesar das atuações consideradas ruins internamente, o Santos é o líder do grupo A do Campeonato Paulista, com 11 pontos. Isso serve de alento para o treinador, que ainda busca o melhor desempenho do Peixe em campo. O segundo colocado, o Água Santa, tem oito pontos, um a mais que a Ponte Preta. 

Pouco tempo de trabalho

Apresentado no dia 7 de janeiro como técnico do Santos, Jesualdo Ferreira tem, até agora, 48 dias de trabalho – o elenco só se apresentou no dia 8. Desde então, foram sete jogos no Campeonato Paulista: três vitórias, dois empates e duas derrotas. Ao todo, 52,4% de aproveitamento.

Jesualdo Ferreira apresentado no Santos — Foto: Richard Callis / Estadão Conteúdo 

Enquanto a diretoria entende que o Santos está rendendo abaixo do esperado, há uma corrente que pede mais tempo para o treinador, recém-chegado ao futebol brasileiro e ainda em adaptação. 

Multa contratual

O contrato de Jesualdo Ferreira e de sua comissão técnica com o Santos garante que eles recebam os 12 meses de salários mesmo que o vínculo seja interrompido. Até agora, só um foi pago (o do mês de janeiro). Se forem demitidos ainda em fevereiro, portanto, os profissionais teriam direito a 11 salários, cerca de R$ 8 milhões com os encargos. 

A situação financeira do Santos não é das mais simples. O valor, então, é visto como um empecilho pelo clube caso fique decidido que será dado um passo em direção à demissão. 

Contra

O desempenho nos últimos jogos

Principalmente no empate com a Ferroviária e na derrota por 2 a 0 para o Ituano, o Santos não conseguiu chegar perto das boas atuações de 2019 e passou a ser criticado. A falta de triangulações pelo meio, o setor de criação com dificuldades e a deficiência na marcação com pressão sobre o adversário marcaram as últimas duas partidas. 

Em entrevista coletiva, 

porém, Jesualdo Ferreira disse ter visto pontos positivos no segundo tempo da derrota do Santos para o Ituano. 

– Na primeira parte, o que marcou a diferença foi o primeiro gol, que nos perturbou muito. Na segunda parte, demos uma resposta que espero que seja o futuro do Santos, quando os jogadores acreditarem que podem jogar melhor. 

Sequência decisiva

Depois de mais uma semana para trabalhar, o Santos terá dois jogos decisivos em sequência. Internamente, a corrente que pede a demissão de Jesualdo antes do clássico alega que é preciso mudar o quanto antes. Em contrapartida, há quem defenda que é válido dar mais uma chance ao treinador. 

Inclusive, até o jogo contra o Ituano havia um entendimento de que Jesualdo precisaria de pelo menos mais três jogos (além da derrota por 2 a 0, as partidas contra Palmeiras e Defensa y Justicia). A atuação abaixo da média fora de casa, porém, pode ter mudado o rumo internamente. 

Falta de evolução

Tem incomodado também a falta de uma melhora significativa do Santos mesmo depois de semanas livres de trabalho. Como só está no Campeonato Paulista antes do início da Libertadores, o Peixe teve treinos seguidos entre os jogos, mas não conseguiu mostrar resultado em campo.

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