quarta-feira, 21 de março de 2018

Status de titular, adaptação e confiança de Jair: Léo Cittadini fala da boa fase no Santos


Volante recebe o GloboEsporte.com e valoriza momento vivido no Peixe: "Melhor da carreira"



Por Globoesporte

Pela primeira vez desde 2013, quando foi integrado ao time profissional do Santos, Léo Cittadini tem status de titular. Depois de muitos anos como opção no banco de reservas, o volante de 24 anos conseguiu seu espaço no Peixe graças à evolução, adaptação ao esquema e à confiança do técnico Jair Ventura.

Cittadini é titular do Santos desde o dia 4 de março, quando começou jogando o clássico contra o Corinthians, no Pacaembu. De lá para cá, o camisa 19 só não iniciou o confronto contra o São Bento. A ausência, porém, teve uma explicação: todos os titulares foram poupados.

Na última terça-feira, antes do último e único treino de preparação para o duelo contra o Botafogo, nesta quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, válido pela volta das quartas de final do Campeonato Paulista, Léo Cittadini recebeu o GloboEsporte.com no CT Rei Pelé para uma entrevista exclusiva.

No bate-papo, o volante do Peixe detalhou os fundamentos em que acredita que evoluiu, valorizou a sequência dada por Jair Ventura e falou sobre seu contrato com o Santos, que termina no fim deste ano.

– É meu momento mais feliz dentro do Santos. É o momento que o jogador mais espera, oportunidade de jogar, ter mais sequência. Dar mais confiança, estar mais preparado. Então com certeza é o meu momento mais feliz – disse Léo Cittadini.


Léo Cittadini em treino do Santos (Foto: Ivan Storti/Santos FC)


Veja a entrevista de Léo Cittadini na íntegra:

GloboEsporte.com: Desde que você chegou ao Santos é a primeira vez que você tem o status de titular no Santos. Já caiu a ficha?
Léo Cittadini: – É a primeira vez que estou tendo uma sequência como titular. Ainda não me vejo como um titular. Claro que estou jogando com sequência, mas o elenco é muito bom. Tenho que continuar trabalhando forte.


A gente está no mês de março. Já é uma das suas maiores sequências em jogar uma partida seguida da outra...
– Com certeza, é a minha maior sequência que estou tendo. Tive uma sequência em 2016, em jogar seis jogos, mas agora estou tendo oportunidade de dar continuidade ao meu trabalho, de poder jogar e ter sequência. Estou muito feliz.

Qual o peso de substituir o Renato? Um cara que tem uma história fantástica dentro do clube...
– É difícil, né? Renato é um ídolo para mim. É um cara que me espelho muito, que aprendo todos os dias, um cara que dispensa comentários. Ele é um cara que conversa com a rapaziada, pessoal mais jovem, e me ajudou muito na minha evolução. É uma honra jogar com ele.

Depois de tudo que você passou, como você se sente em ser titular do Santos? 
– Com certeza, estou realizado. Jogar em time grande é sempre difícil, você ter uma sequencia de jogos, jogar com frequência... A concorrência é muito grande. A gente trabalha e se dedica muito para que quando a gente tenha oportunidade possa aproveitar da melhor maneira. Treinei muito, dediquei muito, trabalhei muito, melhorei muito das coisas que achava que eu precisava melhorar e agora estou tendo oportunidade de jogar.

O que você acha que evoluiu e melhorou nestes últimos anos?
– Acho que evoluí muito na marcação. Tive que mudar completamente meu estilo de jogo desde a época da base. Estar jogando de segundo volante, ter essa necessidade de marcar e chegar à frente também. Acho que evolui muito nesta parte e é isso que tem me ajudado.

Como você evoluiu este aspecto de marcação?
– Não foi do dia para noite que as coisas mudaram. Foi muito treinamento, o professor Dorival Júnior me ajudou muito, foi ele que me trouxe para esta posição. Foi ele falando nos treinamentos, eu jogava, treinava. O próprio Jair que vem me orientando muito no nosso posicionamento, então acho que foi isso o fundamental para que hoje eu me sinta à vontade e disposto a fazer essa função.

Você começou sua carreira sendo um meia mais ofensivo e hoje joga como segundo volante. É mais ou menos isso?
– Comecei minha carreira e joguei a base inteira de meia. E agora estou jogando um pouco mais recuado, como segundo volante. São coisas que evoluí e precisei me adaptar da melhor maneira.


Léo Cittadini era o camisa 10 do Santos nas categorias de base (Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC)

É uma posição que agrada mais (segundo volante)?
– Hoje, para falar a verdade, me sinto mais à vontade do que jogando como meia. Eu acho que dos anos para cá minhas características mudaram muito. Me sinto à vontade e acho que estou superadaptado.

Qual a personalidade do Léo Cittadini? Como é o Léo fora do CT?
– Eu sou um cara bem tranquilo. Um cara que procura sempre estar com minha família, sempre com a minha namorada, com meus amigos, com pessoas que eu gosto. Procuro estar bastante em casa, assistindo TV, e é isso.

Em um time que tem Gabigol e Vanderlei, você é um coadjuvante. Por não gostar muito de holofotes é bom ser um coadjuvante no Santos?
– Creio que sim. Sou um cara muito tranquilo. Prefiro fazer minha parte dentro do campo. Claro que quando você se destaca é bom, mas gosto de fazer meu trabalho. Então acho que às vezes é bom, sim.

Qual a participação do Jair na sua entrada como titular?
– É fundamental. O professor Jair desde que chegou vem me passado confiança. Vem conversando muito durante os treinamentos, e acho que isso é fundamental para desempenhar nosso trabalho, né? Ele fala muito, conversa muito, dá muitas instruções, tanto posicionamento quanto tecnicamente para a gente desenvolver melhor. Para mim ele é fundamental.


Léo Cittadini ganhou a confiança de Jair Ventura no Santos (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

É o momento mais feliz no Santos?
– É meu momento mais feliz dentro do Santos. É o momento que o jogador mais espera, oportunidade de jogar, ter mais sequência. Dar mais confiança, estar mais preparado. Então com certeza é o meu momento mais feliz.

Seu contrato vai até dezembro deste ano. Alguem já procurou para negociar a renovação? É um desejo permanecer no Santos?
– Meu desejo é permanecer no Santos. Meu contrato vai até dezembro deste ano e o desejo é permanecer no Santos. Ainda não teve nenhuma conversa de renovação, até porque estou bem focado nesta parte final de Paulista, deixando esta parte para os meus empresários. Tenho certeza que vai se resolver da melhor maneira.

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