O Santos decide, a partir das 10 horas deste sábado, o seu futuro pelos próximos três anos. E o dia 6 de dezembro de 2014 tem tudo para ser histórico na Vila Belmiro. Pela primeira vez o time alvinegro tem cinco candidatos ao cargo máximo na política alvinegra, na era mais rachada dos bastidores santistas em 102 anos de existência.
Em pé-de-guerra que começou com a polêmica transferência de Neymar ao Barcelona, os bastidores do Santos estão fervendo. Grupos de situação e oposição se dividiram, fizeram alianças, ensaiaram uniões improváveis e vão descobrir quem é o favorito dos sócios neste final de semana. A promessa é de ambiente conturbado e até confusão, dependendo de qual for o resultado da eleição.
Em conversa informal após o último debate, um dos candidatos avisou que "vai ter desgraça" se determinado oponente político vencer a eleição: "Pois as urnas terão sido adulteradas", ele diz. A declaração é só um esboço do que tem sido o Santos desde o começo do segundo semestre de 2013, mais precisamente após a humilhante derrota em amistoso contra o Barcelona: um caldeirão de pólvora sem fim.
Uma situação irreal se pensar que, há três anos, nas eleições do dia 3 de dezembro de 2011, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro foi reeleito com recorde de votos: 3365 votos, ou 87% do eleitorado na ocasião, que tinha sido o maior da história do Santos. O clube, atual campeão da Libertadores e na véspera de disputar o Mundial de Clubes, era apenas sorrisos. Só que, a partir daí, as coisas começaram a sair dos eixos para o time alvinegro.
O Barcelona fez 4 a 0 no Japão, o centenário ficou manchado com a derrota para o arquirrival Corinthians na semifinal da Libertadores, Neymar foi embora na temporada seguinte em uma das transações mais sombrias dos últimos tempos e, para fechar, o time catalão voltou a humilhar, desta vez por 8 a 0, em amistoso. O bastante para estourar uma das maiores guerras políticas que a Vila Belmiro já viu.
O antes intocável Luis Alvaro ficou doente e pediu licença de um ano do cargo - depois, renunciaria para evitar o impeachment. O vice Odílio Rodrigues assumiu diante de uma enorme crise e, com uma administração contestada por conselheiros e torcedores, só colocou mais lenha na fogueira, com feitos que vão desde a polêmica contratação de Leandro Damião por inexplicáveis R$ 42 milhões até a derrota para o Ituano na final do Paulista.
Neste sábado, José Carlos Peres, da Santos Vivo, Nabil Khaznadar, da Avança Santos, Orlando Rollo, da Pense Novo Santos, Modesto Roma Júnior, da Santos Gigante, e Fernando Silva, da Mar Branco, são os "heróis" que esperam assumir o clube mesmo diante da atual situação econômica. De acordo com o último balanço, a dívida circulante beira os R$ 200 milhões. O que será do Santos a partir deste 6 de dezembro?
ESPN esteve com os cinco candidatos; conheça as propostas
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