
De luto pela morte do avô de André, alvinegros fazem 5 a 0 no Monte Azul, mas não celebram com coreografias seus gols
A chuvosa noite deste domingo do Santos, na Vila Belmiro, teve goleada, como nas últimas duas partidas. Mas não teve comemorações coreografada, marca registrada dos Meninos da Vila. no 5 a 0 sobre o Monte Azul, os jogadores do Peixe foram solidários ao atacante André, que perdeu o avô no último sábado, mas, mesmo com a dor da perda - que o fez chorar no momento do Hino Nacional - pediu ao técnico Dorival Júnior para estar em campo.
Com a vitória fácil e sem esforço, o Santos segue na ponta do Campeonato Paulista, com 41 pontos. Já classificado às semifinais da competição, o time cumpre tabela no próximo domingo contra o São Caetano, fora de casa. Antes disso, os atletas, que levaram o time a marca de 54 gols em 17 jogos pelo Paulista, terão dois dias de folga e só voltam a treinar na quarta-feira.
Já o Monte Azul se manteve com 12 pontos, agonizando na 19ª posição. Na próxima rodada, o caçula do Campeonato Paulista recebe o Mogi Mirim.
Peixe na frente sem esforço
Com a vitória fácil e sem esforço, o Santos segue na ponta do Campeonato Paulista, com 41 pontos. Já classificado às semifinais da competição, o time cumpre tabela no próximo domingo contra o São Caetano, fora de casa. Antes disso, os atletas, que levaram o time a marca de 54 gols em 17 jogos pelo Paulista, terão dois dias de folga e só voltam a treinar na quarta-feira.
Já o Monte Azul se manteve com 12 pontos, agonizando na 19ª posição. Na próxima rodada, o caçula do Campeonato Paulista recebe o Mogi Mirim.
Peixe na frente sem esforço
A resistência do Monte Azul, time que habita a zona de rebaixamento do Campeonato Paulista, durou 12 minutos na Vila Belmiro. Neymar sofreu falta perto do bico esquerdo da grande área. Na cobrança, a posição parecia mais para o canhoto Paulo Henrique Ganso. Mas foi Marquinhos, com o pé direito, quem abriu o placar na casa santista. Com maestria, o meia acertou o ângulo esquerdo de Luiz Carlos e correu em direção ao camarote de Robinho, mostrando a língua – como faz o Rei das Pedaladas em seus gols.
Cinco minutos depois, Marquinhos assustou novamente a zaga do Monte Azul. Depois de passe de Neymar, ele chutou de fora da área e viu a bola bater no travessão de Luiz Carlos. Para sorte do arqueiro do time interiorano, o pé do meia não mostrou o mesmo calibre do primeiro tento.
Com o passar do tempo, o Santos se acomodou e relaxou em campo. Mais frouxo na marcação, a equipe alvinegra assistiu passiva ao chute cruzado de Rafael Chorão, aos 25 minutos. Mas o Santos voltaria a marcar mesmo sem se esforçar muito. E numa falha do goleiro Luiz Carlos. Na tentativa de se livrar da bola com os pés, o arqueiro acabou dividindo com a redonda com André, que pressionava na frente com Neymar.
O rebote caiu no melhor pé esquerdo do ataque santista, para azar de Luiz Carlos. Frio, tranquilo Paulo Henrique Ganso deu um leve toque e encobriu o goleiro do Monte Azul para fazer 2 a 0, aos 36 minutos. Nada de dancinhas nas comemorações. Ele foi ao banco de reservas para abraçar os companheiros.
- O André e o Neymar apertaram e a bola sobrou para mim. O goleiro estava adiantado e acabou ficando mais fácil – disse, simples assim, o camisa 10 alvinegro. No último lance da partida, Felipe foi acionado pela primeira vez para fazer uma defesa importante. Aos 45 minutos, Neto Maranhão cobrou falta, a barreira abriu e o camisa 1 se esticou todo para garantir o placar.
Goleada sem esforço, sem danças
Goleada sem esforço, sem danças
Na segunda etapa, o Santos seguiu dominando a partida, mas de forma lenta, sem esforços. O time girava a bola no meio-campo e chegava à grande área do Monte Azul, mas falhava nas conclusões. Aos nove minutos, o time visitante ainda perdeu Neto Maranhão, que tentou conter uma arrancada de Léo com um carrinho. Com um a mais, a torcida santista passou a exigir mais do seu time. Aos gritos, pedia para o Santos ir “pra cima deles”.
E o Peixe correspondeu aos apelos das arquibancadas. Após cobrança de escanteio aos 12 minutos, a bola pererecou na área do Monte Azul até encontrar novamente os pés de Paulo Henrique Ganso, que tratou de enfiá-la para o fundo do gol: 3 a 0. E nada de dancinha. Ele e os outros jogadores correram para abraçar André, que perdeu o avô no último sábado.
Sete minutos mais tarde, o Santos consolidava sua goleada, com o auxílio do goleiro Luiz Carlos. Marquinhos cobrou escanteio, e o arqueiro do Monte Azul acabou se atrapalhando com a bola escorregadia e molhada por causa da chuva fina. A trapalhada resultou no 4 a 0 do Peixe.
O placar santista ficou mais elástico depois que Dedê derrubou Maikon Leite na área. Na cobrança de pênalti, a torcida pedia para o goleiro Felipe se arriscar. Mas Neymar pegou a bola e colocou nas mãos de André, aritlheiro do time. Emocionalmente abalado, o camisa 9 bateu nas mãos do goleiro, mas teve frieza para, no rebote, fazer 5 a 0 para o Peixe.
Os outros dez gols de André no campeonato terminaram com dancinhas e coreografias animadas. Mas o 11º tento no Paulista teve lágrimas pela perda de seu avô. Na noite do luto solidário dos Meninos da Vila, a única coreografia que se viu foi nas arquibancadas, com a "ola" dos torcedores.
Globoesporte.com
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