quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Departamento Médico do Peixe faz quarto de hotel virar sala de fisioterapia


Mesmo nas viagens, jogadores alvinegros contam com a mesma estrutura utilizada no CT Rei Pelé para recuperação de lesões

O meia Wesley, o lateral-direito Maranhão e o volante Roberto Brum, do Santos, estiveram à disposição do técnico Dorival Júnior no jogo contra o Naviraiense-MS, na última quarta-feira, em Campo Grande (MS), pela Copa do Brasil. Os dois primeiros foram titulares. Brum começou o jogo no banco. Nenhum torcedor deve ter percebido, mas eles só tiveram condições de ficar à disposição do treinador graças ao trabalho que foi feito durante o dia do jogo. Wesley principalmente. Antes da partida, o GLOBOESPORTE.COM teve acesso ao trabalho de profissionais que não aparecem para a torcida, mas cujo trabalho é fundamental para a equipe.

O médico Maurício Zenaide, o fisioterapeuta Avelino Buongermino e o massagista Jorge José Jesuíno, o Jorginho, mostraram a estrutura que o Peixe leva para todos os jogos. O quarto de Jorginho vira um mini-Cepraf, o Centro de Excelência em Prevenção e Recuperação de Atletas de Futebol, que funciona no CT Rei Pelé.

Os principais equipamentos de fisioterapia vão na bagagem e, assim, é possível dar atendimento imediato aos jogadores. Wesley, por exemplo, levou uma pancada no tornozelo direito durante jogo contra o Mirassol, no último domingo. O local ficou muito inchado e ele só jogou contra o Naviraiense por causa do tratamento intensivo a que foi submetido até horas antes da partida. - A ideia é fazer com que os atletas tenham acesso aos mesmos cuidados que teriam se estivessem concentrados no CT. Por isso, trazemos todos os equipamentos – explica Avelino

Já o médico Maurício Zenaide conta que a estrutura é necessária porque não há apenas os casos de lesões que acontecem durante as viagens. Existem também jogadores que precisam fazer tratamentos contínuos, de prevenção. É o caso de Roberto Brum e Maranhão, que sofreram lesões no início da temporada, estão recuperados, mas têm de fazer fisioterapia para evitar reincidências.

- As lesões podem acontecer a qualquer momento e temos de estar a postos. Por isso, sempre viajamos com essa estrutura. E, às vezes, a lesão não acaba quando o jogador volta a atuar. É preciso haver um trabalho de manutenção para evitar com que haja recaída. Então, é um trabalho contínuo, preparando para o jogo.

Por isso, muitas vezes, o tratamento é feito mesmo horas antes do jogo. Wesley que ainda apresenta um pequeno inchaço no tornozelo elogia o trabalho do médico e fisioterapeuta santistas. - Se não fosse por eles, a gente não teria condições de atuar. É muito bom para nós, jogadores, termos essa estrutura.

Globoesporte

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