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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Leandro Donizete é baque na evolução esperada


O Santos oficializou nesta quarta-feira (28) a contratação de Leandro Donizete, que deixa o Atlético-MG. A chegada de um volante, uma das poucas posições que o clube tem diversas opções em um elenco diminuto, não é daquelas que alegra o torcedor. E, mais do que isso, é uma que torna duvidosa a evolução esperada do time para a temporada 2017.

Ao afirmar que deseja jogar com uma linha de cinco na defesa, sendo que apenas um zagueiro de origem, Dorival Jr. indicou que jogará com três volantes, com dois recuando para a linha mais defensiva. Só que, para isso, é necessário volantes que marquem e que tenham bom passe, já que todos avançarão quando o time tiver a bola.

Leandro Donizete é o oposto disso. É o oposto de Renato e sua classe. De Thiago Maia e sua condição física que o permite correr todo o campo em toda posse de bola. É oposto até mesmo de Yuri, que é capaz de, como zagueiro, chegar ao ataque de dar assistências (vide jogo com a Ponte Preta). E é totalmente diferente de Léo Cittadini, meia que foi recuado para ser volante e treinado para isso durante toda a temporada, por ter bom passe.

Leandro Donizete é tudo que o ideal ofensivo santista não é.


Qual a ideia em se trazer um volante estritamente defensivo ainda é um mistério

O volante é conhecido pela raça, mas vontade por si só não traz a bola para o pé de seu time. E o Santos de Dorival precisa da bola no pé. Donizete foi apenas o quinto jogador do Galo com mais desarmes no Campeonato Brasileiro, mesmo sendo o especialista na função. Foram 41, contra 78 de Renato, por exemplo (dados Footstats).

Se o futebol moderno exige volantes com bom passe e que cheguem ao ataque, praticamente como meias, Donizete também não oferece essa qualidade: deu apenas 10 assistências para finalizações em todo o Brasileiro. - contra 21 de Renato e 17 de Thiago Maia.

Chutou ao gol apenas oito vezes, contra 21 de Maia e 13 de Renato - volante, no Santos, é parte do ataque.

Como curiosidade, vale citar que Donizete foi eleito, em 2015, o jogador mais violento do Brasileiro pelos próprios altetas, em eleição do UOL.

Assim, é possível concluir que, nos números e estilo de jogo, Leandro Donizete não agrega ao estilo santista e indica uma involução ao ideal ofensivo. A justificativa da contratação foi "experiência em Libertadores". Me parece um argumento nada sólido.

Mas esperemos. Não sabemos nem se ele será titular ou se o objetivo de Dorival é ter uma peça como ele para utilizar no segundo tempo de jogos específicos. A análise possível, no momento, é apenas prévia. Por mais que ela não seja boa, vale aguardar 2017.
Por Felipe Noronha, do 'Eu vim de Santos!'

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