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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Ano no Santos supera expectativas de Copete: "Já me sinto um brasileiro"

Colombiano chegou, se adaptou rapidamente e virou titular absoluto do Peixe. Pensamento agora é em Libertadores, competição que ele conhece bem

Copete estreou pelo Santos no fim de junho. Quatro meses depois, ao fim do Campeonato Brasileiro, o colombiano era titular e um dos destaques da equipe dirigida pelo técnico Dorival Júnior, com 12 gols e seis assistências em 32 partidas.

O atacante não tem dúvidas em afirmar que a temporada foi a melhor de sua carreira, que começou no Trujillanos, da Venezuela, em 2005. 

Além do bom desempenho pelo Peixe no segundo semestre, ele fez parte da campanha do título da Libertadores pelo Atlético Nacional (acabou negociado antes da semifinal da competição), e foi convocado pela primeira vez para a seleção da Colômbia. 

– Foi um ano muito positivo, cheio de aprendizado e experiências boas. Eu fiz diferença, então fico feliz. Foi o meu melhor ano. Convocação para a Colômbia, campeão no Atlético Nacional, mesmo saindo antes, e um bom trabalho no Santos. Eu me adaptei bem e pude ajudar desde o começo – disse Copete, em entrevista ao GloboEsporte.com.

– No Santos, fiz um bom trabalho e (me adaptei) muito rápido. Cumprimos o objetivo da classificação para a Libertadores. Virei titular, uma pessoa conhecida no clube. Hoje me sinto um brasileiro. Minha família toda gosta do Santos e do Brasil – completou.

Virei titular, uma pessoa conhecida no clube. Eu me sinto um brasileiro. Minha família toda gosta do Santos e do Brasil
Copete

O número de gols pelo Alvinegro também surpreendeu Copete. O atleta de 28 anos sempre deu mais assistências do que balançou as redes, diferentemente de 2016. Os 12 gols já fazem com que o camisa 36 seja o quarto estrangeiro com mais gols pelo clube, atrás apenas argentino Molina (jogou no Peixe nos anos 40 e marcou 13), do colombiano Mauricio Molina (defendeu o time entre 2008 e 2009 e fez 17) e do argentino Echevarrieta (que marcou 20 nos anos 40). 

Além de mais artilheiro pelo time da Vila Belmiro do que pelos outros clubes que passou, Copete conta que já se sente mais técnico após os meses no futebol brasileiro. 

– Sempre fui de dar mais assistências do que fazer gols. Estou gostando. Espero seguir ajudando dessa forma e aumentando a minha técnica. A técnica no Brasil é importante. Os jogadores são habilidosos. Sou um jogador com técnica diferente, que vai pra frente, lutador. Então eu pude aprender a jogar melhor Em 2017 quero seguir esse trabalho para melhorar ainda mais – projetou.

Acostumado a jogar Libertadores, Copete vê o Santos no caminho certo para fazer uma grande campanha. Mesmo assim, o Peixe não é o favorito em sua visão. 

– O time é muito bom, uniforme, compacto, que mescla a experiência com a juventude. Temos tudo para fazermos uma boa competição, mas não vejo o Santos como favorito. Temos que trabalhar firme para chegarmos lá – concluiu.

Copete e família estão completamente adaptados e já se sentem brasileiros (Foto: Lucas Musetti) Globoesporte.com

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