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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Reforços contestados e campanha ruim no Brasileirão queimam filme de diretor no Santos


O técnico Marcelo Fernandes não é o único ameaçado no Santos após a série de cinco partidas sem vitória no Brasileirão. O diretor executivo do clube, Dagoberto dos Santos, tem sido bastante contestado pelo Comitê de Gestão. Existe forte pressão na Vila Belmiro para que o presidente Modesto Roma Júnior o demita.

A justificativa dos insatisfeitos vai além dos seis pontos conquistados pelo Peixe em 18 disputados na Série A. “Não dá para manter um dirigente que contrata Neto Berola, Marquinhos, Leonardo, Nilson e Longuine para um campeonato disputado e difícil como o Brasileirão”, avalia um membro do comitê.

O índice de acerto do braço direito de Modesto é considerado ruim, levando em consideração todos os jogadores contratados desde o início do ano. “Apenas o Ricardo Oliveira é unanimidade. O Vanderlei também vinha jogando, mas se contundiu e hoje é reserva do Vladimir”, acrescenta o santista.

A relação de reforços de Dagoberto conta com Marquinhos Gabriel, Chiquinho, Valencia, Werley e Elano. Destes, apenas Werley é titular, formando dupla de zaga com David Braz.

Dagoberto também é contestado pelo alto salário, de aproximadamente R$ 80 mil mensais. Durante todo o Paulistão, a reclamação na Vila Belmiro era de que somente o Santos pagava mais a um dirigente do que a seu artilheiro - Ricardo Oliveira recebia na oportunidade R$ 50 mil mensais e acabou o torneio como craque e artilheiro.

O diretor executivo ignora as cornetas a respeito de seu salário se defende em relação aos reforços alegando que a nova realidade financeira do Santos impede grandes investimentos. “A folha salarial do clube no ano passado era de R$ 7 milhões e baixamos para R$ 2,8 milhões. É o que o Santos pode pagar atualmente”, avalia. 

Por Jorge Nicola

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