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sábado, 23 de maio de 2015

Ex-gerente do Santos revela azar com Diego: "Tentamos algumas vezes"


André Zanotta deixou o clube após quase três anos de serviços prestados, participando de momentos importantes da gestão, de Luis Alvaro a Modesto Roma Júnior 

Na última sexta-feira, André Zanotta se despediu do Santos após três anos de serviços em funções executivas do clube, passando por diferentes gestões. Neste período, o ex-gerente participou de instantes importantes do clube, como a venda de Neymar ao Barcelona, além da negociação de diversos outros jogadores. 

De assessor da superintendência de esportes à gerência de futebol, Zanotta passou por algumas das funções mais importantes do Santos até pedir demissão na última quinta. O executivo fez uma escolha pessoal – decidiu se afastar do esporte para acompanhar o crescimento da filha, de um ano e nove meses.

Para trás, fica a experiência de trabalho com os presidentes Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, Odílio Rodrigues e Modesto Roma Júnior, além da parceria com uma lista de importantes técnicos do país: Muricy Ramalho, Claudinei Oliveira, Oswaldo de Oliveira, Enderson Moreira e finalmente Marcelo Fernandes. 

Durante sua passagem pela Vila Belmiro, Zanotta acompanhou de perto diversas negociações importantes para a história do clube, como a venda do atacante Neymar ao Barcelona, a saída do meia Paulo Henrique Ganso rumo ao São Paulo e a contratação do argentino Montillo. O executivo recorda outras tentativas que poderiam ter se concretizado.

– Tentamos trazer o Diego de volta algumas vezes. Talvez pudesse ter um pouco mais de esforço nosso, outras vezes não dependia muito da gente e os concorrentes tiveram mais sorte. Teve minha ida para a Itália para tentar contratar o Vargas, que acabou não sendo bem sucedida. Mas eu não me arrependo de nada do que foi feito. Foi um grande aprendizado – relatou ao GloboEsporte.com, sobre o meia campeão brasileiro de 2002.

Formado em Direito, Zanotta diz ter aprendido bastante em todos os cargos que ocupou na Vila Belmiro: foi contratado em 2012 para auxiliar Felipe Faro, assumiu a superintendência de esportes em 2013 e tornou-se gerente de futebol em 2015, com a chegada de Modesto Roma Júnior à presidência.

– Ouvi de muita gente que, depois de entrar no futebol, ele perde o brilho. É difícil você voltar a ser um torcedor sabendo de tudo o que acontece por trás. Não que perca a magia, mas um torcedor comum tem a idealização de tudo o que ocorre. É como em um casamento: você conhece aquela pessoa e, depois de um tempo, começa a ver os defeitos e virtudes dela. Vivendo nos bastidores, você vê a série de defeitos que o futebol tem – declarou.

Antes de chegar ao Santos, o profissional estudou para ser um executivo da bola: realizou diversos cursos de especialização, no Brasil e no exterior. Como acompanhou de perto a rotina de clubes europeus e do Peixe, acredita que o futebol brasileiro ainda tem muito a melhorar.

– Estudei na Europa durante um ano. Quis aplicar aqui o que aprendi lá. O futebol brasileiro ainda não está pronto. Falta bastante coisa. Muitos clubes europeus têm donos. Aqui tem conselho, torcedores participando muito mais da administração do que na Europa – comparou.

Agora Zanotta deixará o futebol de lado por um período para cuidar de perto da filha. Enquanto estava no Santos, principalmente após assumir a gerência de futebol, não conseguia ficar em casa por muito tempo, graças às viagens e à rotina exigente.

O substituto de Zanotta da gerência será Sergio Dimas, que foi promovido da função de supervisor do time profissional. 

Globoesporte.com

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