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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Santos estima valor de Damião em menos da metade de sua contratação

Acordo de empréstimo com Cruzeiro estipula que atleta deva ser liberado em caso de oferta de 6 milhões de euros. Negócio custou 13 milhões de euros ao Peixe em 2014

Um ano depois de representar a maior transação entre clubes brasileiros, o atacante Leandro Damião hoje vale menos da metade do que foi investido em sua contratação pelo Santos. Uma cláusula no acordo de empréstimo assinado com o Cruzeiro, em janeiro, estipulou que os mineiros são obrigados a ceder o jogador caso seja apresentada uma proposta de seis milhões de euros – a não ser que aceitem cobrir o montante para ficar com o camisa 9 em definitivo.

Damião chegou à Vila Belmiro após o grupo de investimento Doyen financiar os 13 milhões de euros (R$ 44,5 milhões na cotação atual) pedidos pelo Internacional – o Alvinegro tem cinco anos para pagar a dívida, com juros de 10% ao ano. Somados os salários e outros valores, o cálculo é de que o atleta custará ao Peixe R$ 88 milhões até o final de seu contrato, em 2018.

Até agora, Damião já custou cerca de R$ 55 milhões ao Santos – o financiamento, juros, luvas e os salários já pagos. Se conseguir negociar o jogador pelos seis milhões de euros (R$ 20,5 milhões) estipulados no empréstimo ao Cruzeiro hoje, o clube terá recuperado só 37% do que já gastou com o jogador, que anotou apenas 11 gols com a camisa alvinegra em 2014.


Muito pressionado por suas atuações abaixo da expectativa no Peixe, Leandro Damião foi emprestado ao clube mineiro, que banca R$ 400 mil do seu salário, até o final desta temporada – outros R$ 250 mil ainda cabem ao Santos, como parte dos direitos de imagem, de acordo com o contrato a que o GloboEsporte.com teve acesso.

A negociação de empréstimo foi iniciada ainda em dezembro, pela administração do ex-presidente Odílio Rodrigues, mas já teve a participação de representantes de Modesto Roma Júnior, de acordo com o cartola que assumiria a presidência em janeiro – foi ele quem assinou o documento, junto a seu vice, Cesar Conforti. Pouco depois, já em Belo Horizonte, o jogador foi à Justiça pedir a rescisão com o Santos por atrasos de salários.


O processo causou grande desgaste ao atleta, criticado por ter anexado uma declaração de pobreza na ação. Na última segunda-feira, a diretoria paulista ofereceu um acordo durante audiência no Tribunal Regional do Trabalho, rejeitado pelos advogados de Damião. O julgamento está marcado para o dia 29 de maio.

Apesar do valor estipulado em contrato, Modesto diz que o montante não será o bastante para convencer o Santos a negociar o centroavante.

– Acho que se vier uma proposta de seis milhões, nós não vendemos. Não conheço detalhes, mas (a cláusula) talvez seja só uma salvaguarda, para preservar o interesse do clube. Não quer dizer que o Santos tenha de vender se chegar uma oferta nesse nível.

O GloboEsporte.com procurou o agente de Damião, Vinicius Prates, mas ele não foi encontrado.

Globoesporte.com

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