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terça-feira, 24 de março de 2015

Laor defende venda de Neymar e revela motivos do 'apagão' no Mundial em 2011


Após um longo tempo sem se pronunciar, e recuperado de problemas de saúde, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, ex-presidente do Santos, foi o convidado do programa Fox Sports Rádio.

O mandatário defendeu sua gestão à frente do clube após um 'suicidio' por ter assumido a presidência, e falou da negociação de Neymar, gestão de Odilio Rodrigues, Mundial de 2011, entre outros muitos assuntos.

Negociação por Neymar

O ex-presidente voltou a mostrar chateação com a maneira que a negociação foi tomada entre pai de Neymar e o Barcelona, mas, defendeu a venda por 17 milhões de euros, já que "o Santos não ganharia nada". 

"Me senti traído. Fiquei muito aborrecido", disse sobre o valor que o pai de Neymar teria recebido por antecipação. "Ele não estava feliz. Eu o chamei e perguntei se queria sair. Não ia renovar só para o clube lucrar. Nós o vendemos quando poderíamos perdê-lo de graça. Não me arrependo", complementa.

Mundial em 2011

Para Laor, a derrota por 4x0 na final do Mundial de Clubes em 2011 foi um 'acidente', acentuado pela escalação do treinador Muricy Ramalho e o deslumbramento dos atletas santistas diante das estrelas do Barça.

"Nosso treinador, muito bem pago, conceituado, escalou um time diferente que julgou melhor. E o Santos se encantou pelo Barcelona, não jogou. Foi uma fatalidade", resume.

Arrependimento?

Luis Álvaro acredita que ter se tornado presidente foi um 'suicidio', mas 'as alegrias foram tamanhas'. Se está arrependido? "Não. Apenas por um um motivo. O título da Libertadores após 48 anos. Nunca vou esquecer aquela noite no Pacaembu", lembra.

Gestão de Odilio

Laor defendeu sua gestão à frente do Santos, com 'seis títulos e nenhum salário atrasado', defendeu Odilio Rodrigues, que assumiu o clube após sua saída por problemas de saúde, mas expôs os motivos para o Peixe entrar em crise.

"Contratações erradas, como a do menino revelado no São Paulo e que estava no Grêmio (Willian José). Antecipação de receitas, falta de poder do presidente, as decisões se tornaram muito burocráticas", analisa.

Felipe Anderson

O ex-meia do Santos brilha no futebol italiano, vestindo a camisa da Lazio. Para Laor, a negociação feita em 2012, por R$ 23 milhões, foi boa, já que o "garoto de excelente potencial" sofria com as críticas de Muricy Ramalho.

"O Felipe Anderson brilhava e depois sumia. O Muricy se irritava muito com os apagões dele. Por isso, a vontade do jogador de ser negociado foi levada em consideração", aponta o ex-dirigente.

Geuvânio 

Ribeiro revelou que o Santos queria rescindir com Geuvânio para economizar R$ 3 mil por mês, mais gastos de concentração e alimentação: "Rasguei e renovei o contrato dele por R$ 9 mil. Havia visto seu futebol, e gostei, achei que ele seria importante no elenco. Acertei", comemora.

A Tribuna On Line

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