O técnico Muricy Ramalho ignorou a pressão que existe na Vila Belmiro em relação a uma possível demissão. Conselheiros, torcedores e até integrantes do Comitê Gestor do Santos estão insatisfeitos e pedem a saída do treinador. O comandante citou sua experiência no futebol para destacar que não está temeroso em deixar o cargo e, inclusive, ressaltou que tem “bom mercado no futebol” caso seja demitido.
Além disso, Muricy ainda reconheceu que as criticas são válidas, já que o
Santos não consegue apresentar um bom futebol nesta temporada.
“Quando eu comecei a minha carreira me preocupava, hoje não dá mais para me
preocupar. Não estamos jogando bem, então não merecemos ser elogiados. O time
foi bem contra o São Paulo, mas no mais não merecemos criticas melhor. Pressão
tinha no início da carreira, agora, graças a Deus, tenho bom mercado”, afirmou
Muricy.
Alguns dirigentes santistas alegam internamente que o treinador é mais
paciente com os atletas que chegam de fora e não são revelados pelo clube. A
sequência de Patito Rodrigues como titular no ano passado, e a mesma postura
adotada com Guilherme Santos nesta temporada, são os exemplos mais citados no
clube.
O lateral esquerdo, que pertence ao Atlético-MG, foi titular por oito jogos
seguidos, enquanto o jovem Emerson Palmieri, um dos destaques do Santos na
conquista da Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano, não foi testado em
nenhuma partida.
“Com relação ao Emerson teve uma sequência boa ano passado, mas teve várias
contusões. Ele teve sequência, sim. As outras vezes que tentamos colocá-lo, ele
teve contusões. No momento certo vamos colocá-lo”, justificou.
As criticas de Muricy em relação aos jogadores revelados nas categorias de
base do clube também são vistas como exageradas pela direção. Em 2012, Felipe
Anderson e Victor Andrade foram os principais alvos, sendo chamados de “eterna
promessa e projeto de jogador” pelo comandante santista.
A maioria dos integrantes do Comitê Gestor já cedeu à pressão dos
conselheiros e veem Muricy como um técnico que só coloca o time para jogar nos
contra-ataques. Além disso, os dirigentes acreditam que o treinador continua
dependendo excessivamente de Neymar, mesmo com a chegada de reforços em 2013.
Uol Esporte

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