terça-feira, 15 de maio de 2012

Edu Dracena encerra festejos do tri estadual já mira o tetra continental

Após título paulista, capitão do Peixe ressalta força do elenco, que começou Paulistão com reservas, e agora pensa em mais conquistas

Uma mistura de satisfação e alívio. Este é o sentimento que o capitão do Santos, Edu Dracena, sente após a conquista do tricampeonato paulista, contra o Guarani, no último domingo, no Morumbi. O jogador disse que tirou peso das costas e enalteceu trabalho do grupo que iniciou o estadual.

- Vem tudo na cabeça. Satisfação, alívio. Você tira um peso das costas, pensa em tudo que você já passou na vida e que, hoje, está sendo campeão de um dos estaduais mais difíceis. Gostaria de enaltecer o trabalho da garotada que iniciou o campeonato. Se não fossem eles, não estaríamos disputando as finais. Acho que se você planta coisas boas, colhe coisas boas e, graças a Deus, este time está colhendo muitas coisas boas.

Edu, porém, lembra que não há muito tempo para festejos. Na próxima quinta-feira, às 22h, na Argentina, o Peixe enfrenta o Vélez Sarsfield, jogo de ida das quartas de final da Taça Libertadores. Atual campeão, o Peixe busca o tetra continental. Dracena quer muito erguer mais essa.
 
- No Santos, estou tendo o privilégio de ser o capitão e levantar taças. Mas não quero parar por aí. Quero ganhar muito mais. O título mais importante é aquele que está por vir. Quem sabe, ganhar a Libertadores novamente. Também tem a Recopa, que iremos disputar. Tomara que a gente conquiste nossos objetivos e possamos levantar mais.

Com o quinto título conquistado em três anos de clube, Dracena comentou como é ser capitão deste grupo.

- Ser o capitão é um orgulho, uma satisfação muito grande. Aconteceu pelo meu jeito de ser, de cobrar e conversar. Acho que, no Santos, é legal porque todos se respeitam e tem a oportunidade de falar. Não é porque eu sou o capitão, só eu que falo. Todos falam na hora que tiver que falar, se expressar. Isto que é legal, a troca de experiências.

O jogador revelou se divertir com as brincadeiras dos torcedores nas redes sociais. Alguns sugeriram que ele saísse do clube para evitar uma lesão por tanto levantar trofeus.

- Acho que isso é legal. Uma brincadeira sadia dos torcedores. Mas, nem que caia meu braço, eu quero levantar a taça. Acho importante você deixar marca no clube. Estamos tendo a oportunidade de marcar época. Quem sabe daqui há uns 20 ou 30 anos, vão lembrar do Dracena, Neymar e Ganso. Desse time que está construindo uma história bonita no Santos.
 
Dracena falou sobre a relação próxima com a torcida. O capitão é conhecido por sempre ser atencioso, distribuindo autógrafos, tirando fotos e conversando com torcedores.

- Procuro retribuir dá melhor forma possível. Para muitos, nós somos um espelho. Eles sofrem junto, dão risada junto. Eles vivem o Santos, como nós. Eles estão ali abdicando da vida pessoal para assistir um treino, um jogo, deixando a família para estar com o Santos. Então, procuro retribuir da melhor forma este carinho.
 
O zagueiro chegou ao Peixe com uma lesão no joelho, em setembro de 2009. O problema o deixou afastados por nove meses até estrear pelo Santos, em novembro do mesmo ano, contra o Avaí. O zagueiro revelou ter um tratamento especial com a torcida do clube que o acolheu durante este período.
 
- No Santos é diferente. Quando eu fui contratado, muita gente me abraçou aqui. Tanto a cidade quanto o clube. Me acolheram no momento mais difícil da minha carreira. Não tem como eu não retribuir desta forma e o povo santista é bem carinhoso.


Globoesporte.com

Nenhum comentário: