terça-feira, 9 de março de 2010

Peixe é vulnerável? Dorival admite que sim, mas não pretende mudar esquema


Treinador concorda que o esquema que utiliza é bem ofensivo, mas afirma que o time se acostumou a jogar assim: 'Não dá para agradar a todos'


O Santos não sofre uma derrota desde o dia 24 de janeiro, quando caiu diante do Mogi Mirim, na terceira rodada do Paulistão. O Sapão fez 2 a 1. E foi só. De lá para cá são 11 jogos de invencibilidade, dez vitórias e um empate (contando estadual e Copa do Brasil). A campanha é ótima, mas o time já encara críticas. Nos dois últimos jogos, contra Paulista e Portuguesa, o Peixe começou perdendo e teve de correr muito para conseguir se recuperar. Em Jundiaí, virou e venceu por 3 a 2. No Canindé, empatou aos 44 minutos do segundo tempo (o jogo contra a Lusa terminou 1 a 1).


Para os críticos, o Santos é um time muito vulnerável, pois prioriza demais o ataque. O técnico Dorival Júnior lembra que não existe time perfeito e que, por isso, o Santos não é unanimidade. - Se (o técnico) escala três volantes, é taxado de defensivo. Se são três atacantes, o time é vulnerável. Quando se ataca muito, é natural que se apresente algum problema defensivo.


O Santos vai continuar jogando dessa maneira. Infelizmente, não dá para agradar a todos - afirma o treinador alvinegro. Dorival admite que o esquema que tem adotado no Santos é ofensivo. No entanto, afirma que isso acontece porque ele respeita as características dos jogadores que tem à disposição. E lembra que o time vem se adaptando bem à formação, que tem apenas um volante (Arouca), dois meias (Wesley e Paulo Henrique Ganso) e três atacantes (Robinho, André e Neymar).


- Jogamos com dois jogadores no meio que são muito mais meias ofensivos do que volantes. Na cabeça de área, temos um atleta que não é primeiro volante, mas um segundo, que sai muito jogar (Arouca). É natural que a equipe fique mais exposta. É um fato concreto. A questão é que o Santos aprendeu a jogar dessa maneira. Tem conseguido resultados importantes. Então, não dá para privar o time de sua maior vocação - explica Dorival.


Globoesporte.com

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