domingo, 14 de março de 2010

Em clássico, Santos busca consolidar vaga diante do 'sonhador' Palmeiras


A rivalidade e o histórico recente do Paulistão movem Santos e Palmeiras, neste domingo, às 17h, na Vila Belmiro, em duelo válido pela 14ª rodada do Campeonato Paulista. O alvinegro, líder da competição com 32 pontos, vai atingir a pontuação calculada como mínima, baseando-se no passado da competição, para avançar às semifinais em caso de vitória. Já o rival, na sétima colocação, com 19, fica sem ter como alcançar os 35 pontos se perder a partida. Restam seis rodadas para o fim da primeira fase.

As três últimas edições do Paulista foram disputadas no atual formato. Nas duas primeiras, Bragantino, em 2007 e Ponte Preta, em 2008, ficaram com a quarta vaga para a fase seguinte tendo somado 35 pontos. A pontuação do quarto colocado aumentou ano passado, quando o Santos fez 37 pontos para se classificar.


“Não sou muito fã de estudar números e fazer projeções. Prefiro a cada rodada ir somando pontos, até definirmos a classificação matematicamente. Não falo nem em determinados números para os jogadores” disse o treinador santista, Dorival Júnior.

“Estamos muito atrás na tabela e por isso esse clássico pode até ser mais importante para nós. Temos que recuperar o tempo perdido e fazer o máximo para diminuir essa diferença [para o G-4]. Sabemos que é difícil, mas se tivermos uma sequência de vitórias, podemos nos classificar” comentou o volante palmeirense, Márcio Araújo.

Com uma vitória no clássico, o alvinegro impede, ao menos, o rival de alcançá-lo na primeira fase da competição. A chance de classificação do alviverde já é remota, e ficará reduzida praticamente a zero em caso de derrota.

”Eu acho o Campeonato Paulista um dos mais complicados do Brasil. Por isso, se temos essa chance de matar o Palmeiras agora, ela é de grande valia. Vamos em busca disso” admitiu o goleiro Felipe.


Em busca dos três pontos, Dorival Júnior não abre mão do quinteto ofensivo utilizado na história goleada por 10 a 0 sobre o Naviraiense, pela Copa do Brasil. A única alteração com relação ao time que entrou em campo na última quarta-feira é a entrada de Wesley, improvisado na lateral-direita, no lugar de Maranhão.

A ofensividade é a principal marca do atual Santos. A equipe tem o melhor ataque da competição, ao lado do Santo André, com 33 gols marcados. Desde o retorno de Robinho, o time tem atuado com três atacantes. O camisa 7, por sinal, faz seu primeiro clássico como titular na temporada.

Em busca de coibir o poderoso ataque santista, o treinador palmeirense, Antonio Carlos faz mistério. O técnico não divulga nem mesmo a lista de relacionados, e chegou a colocar como dúvida as participações de Ewerthon, Lenny e Cleiton Xavier, alegando que os três estão se queixando de dores – o departamento médico assegura que não recebeu nenhuma reclamação dos atletas.


Apesar disso, a expectativa é que o treinador não realize grandes mudanças entre os titulares. Com o retorno de Diego Souza após suspensão, a única dúvida fica em relação ao parceiro de Robert no ataque. Éwerthon, livre para estrear, e Lenny brigam pela vaga.“Não é que vamos ir para santos e sair para o ataque, mas vamos tentar jogar como temos feito, com um pouco mais de organização. Tivemos uma semana para trabalhar”, argumentou o treinador.


O Santos é uma grande equipe, e atravessa um excelente momento de renovação dentro do clube. Estão apresentando um futebol bonito, e nós, começando praticamente do zero. Só que temos uma grande nome no futebol, e precisamos jogar como uma equipe grande independentemente do momento”, complementou Antonio Carlos.


Uol Esporte

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