Técnico estará de volta à Vila Belmiro no sábado à noite, 13 meses depois de ter saído pela última vez do Peixe
Emerson Leão estará de volta à Vila Belmiro no sábado à noite, 13 meses depois de ter saído pela última vez do Santos. Em vez de lembrar-se do seu trabalho em 2002, quando formou a geração de Robinho e Diego, conquistou o Campeonato Brasileiro e foi vice da Libertadores, suas recordações não são boas.
Ele se lembra dos seus últimos dias no comando do time, no ano passado, quando teve o trabalho sabotado por pessoas de dentro do futebol, da queima de fogos e do apedrejamento do seu carro, enquanto dava a última coletiva na sala de entrevistas do Centro de Treinamento Rei Pelé."Para mim, o Santos acabou", disse Leão, nesta quinta-feira. "Voltar aí [em Santos] não me traz nenhum sentimento especial. Vou apenas para trabalhar, num momento de dor", acrescentou. Leão também tem outro motivo forte para procurar apagar o Santos de sua memória.
Em setembro do ano passado, ele combinou encontro com dirigentes na Vila Belmiro quando finalmente receberia o que o clube lhe devia. Mas, ao chegar à entrada social do estádio, foi emboscado pelo ex-segurança do clube Castelão e integrantes da principal organizada do clube.
Por muito pouco não foi atingido por um pesado bloco de cimento preso à ponta de um cano. Sem receber a dívida, foi direto ao Distrito Policial mais próximo, onde registrou a queixa e apontou os agressores. Só no começo deste ano, o Santos finalmente pagou a dívida ao advogado que compareceu ao clube em nome do técnico. Castelão e outros dois agressores foram condenados, no mês passado, a uma pena alternativa de um ano.
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