Vagner Mancini crê que Neymar, 17, conseguiu suportar as tentações iniciais de uma celebridade, demonstrou potencial, mas ainda tem um longo caminho rumo à afirmação no futebol. O treinador conta que a revelação santista tem sido preservada na reserva justamente para amadurecer no profissional sem tanta pressão.
Assim como havia ocorrido na vitória do Santos sobre o Fluminense, 4 a 1 no Maracanã, Neymar foi utilizado no êxito sobre o Corinthians, na Vila Belmiro, durante a 2ª etapa. Para Mancini, o jovem Paulo Henrique Ganso tem apresentado maior desenvoltura no elenco pelo fato de ter cursado todos os períodos "escolares" da base, diferentemente de Neymar.
"O Neymar não viveu lá atrás. Ele pulava de categoria para chegar com antecedência ao principal. O Paulo Henrique teve mais tempo no sub20, importante para amadurecer. O tempo foi escasso para o Neymar. Agora ele está tendo a chance de ele viver a vida normal e não ser um superstar. O Paulo saiu mais ileso dessa metralhadora que é a mídia", compara o técnico.Com a troca de Neymar por Molina, o Santos perde um pouco a força ofensiva pelo lado esquerdo, mas ganha nas bolas paradas, avalia Mancini.
Em alta após vitória no clássico, o técnico do Santos acredita ter moldado o time para a disputa do Campeonato Brasileirão. A meta agora é inserir os reservas neste "projeto". Invicto no torneio, o Santos está na 3ª colocação, com oito pontos, quatro a menos que o líder Internacional."Nosso desafio é que não somente os 11 titulares estejam bem, mas os que entrarem também poder contribuir. A ideia é que o restante do elenco possa oferecer aquilo que o time principal já tem", comenta Mancini.
Uol Esporte
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