quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Presidente do Santos comete gafe e detona Vila Belmiro: 'Tenho vergonha'


Odílio não percebeu que o programa de televisão no qual estava participando estava ao vivo e afirmou ter vergonha do estádio do Santos, por não ter conforto e segurança

Um dos maiores patrimônios do Santos, a Vila Belmiro não está agradando a diretoria do clube, fato que levou os cartolas a pensarem em outro projeto de estádio. No entanto, em uma das explicações sobre o assunto, o presidente do clube, Odílio Rodrigues, cometeu uma gafe em um programa de televisão. Ao achar que não estava ao vivo, disse que tem vergonha do estádio.

- A Vila Belmiro é um estádio de acesso ruim, não tem onde estacionar, você não tem conforto, você não dá segurança. Eu tenho vergonha, gostaria de receber os presidentes de outros clubes lá, eu sei que eles vão ter que ficar num lugar lá e os caras vão ficar xingando eles. Isso não é legal para o futebol - afirmou ao Bate-Bola da ESPN Brasil.

Logo depois de perceber o que tinha dito, Odílio falou aos apresentadores do programa:

- Se colocar isso eu vou dizer que é mentira - pontuou, dando risada na sequência da explicação, sem se situar que estava ao vivo.

Além dos defeitos citados pelo dirigente, o que faz a diretoria pensar em outra alternativa de estádio são as baixas rendas arrecadadas com bilheteria.

Com o maior público do ano em casa, contra o Penapolense, na semifinal do Campeonato Paulista, o Peixe arrecadou R$ 353.892,00, com 12.409 pagantes.

Na reestreia de Robinho, também na Vila Belmiro, contra o Corinthians, em que 10.200 ingressos foram vendidos antecipadamente, o Alvinegro recebeu R$ 357.125,00 com 12.329 pagantes, mas só faturou R$ 143,133,94 líquidos.

A ideia do Comitê de Gestão é ter dois estádios, mantendo o Urbano Caldeira. Para que a renda possa aumentar, os jogos maiores seriam realizados na capital paulista, como o clube já fez em outras ocasiões.

Mas para o negócio acontecer agora, o Santos precisaria firmar uma parceria, como já foi arquitetada com a empresa OAS, que através de uma licitação, reformaria o estádio Paulo Machado de Carvalho, na condição de que o Peixe mandasse um número mínimo de jogos por ano no Pacaembu.

Lancenet

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