Com maus resultados no Brasileirão, treinador é alvo de críticas internamente, mas demissão não é cogitada por enquanto. Sequência pode ser decisiva
A relação do técnico Oswaldo de Oliveira com dirigentes e conselheiros santistas tem sido de amor e ódio desde janeiro. Agora, com mau desempenho no Brasileirão depois da Copa do Mundo (seis derrotas e três vitórias, 33% de aproveitamento), o momento é de baixa. A cúpula alvinegra tem feito diversas críticas ao treinador, mas a saída dele está descartada. Pelo menos por enquanto.
A derrota para o Botafogo, no último domingo, no Maracanã, aumentou o descontentamento que já existia por conta dos seguidos tropeços no Nacional. As principais reclamações são quanto às opções táticas de Oswaldo, que também é visto como medroso por alguns de seus opositores.
Diversos conselheiros influentes querem a demissão de Oswaldo, mas o Comitê de Gestão do Peixe entende que não é o momento. A vitória sobre o Grêmio fora de casa, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, deu respaldo ao comandante. Além disso, a diretoria acredita que a sequência de jogos teoricamente mais fáceis que o time tem pela frente no Brasileiro - Vitória, Sport e Coritiba - pode dar início a uma recuperação. Resultados ruins, por outro lado, podem ser fatais.
Esse não é o primeiro momento de pressão sobre Oswaldo de Oliveira desde janeiro, quando ele chegou ao Santos. Depois da perda do título paulista e de um mau início no Brasileiro, ele balançou no cargo e chegou a ser duramente criticado em uma reunião do Conselho Deliberativo alvinegro. Na ocasião, o técnico se irritou e rebateu dizendo que sabia "o caminho de casa" e que não tinha medo de ser mandado embora.
O treinador não tem muito contato com os membros do Comitê de Gestão do Santos, já que suas reuniões são quase sempre com o superintendente de esportes André Zanotta e Zinho, gerente de futebol. No entanto, nos últimos tempos o presidente Odílio Rodrigues tem aparecido com certa frequência nos treinamentos da equipe.
O contrato de Oswaldo com o Santos vai até o fim do ano, quando haverá mudança na presidência do clube. Até agora, ele tem 34 vitórias, 13 empates e 13 derrotas à frente do time, um aproveitamento de 63,8% dos pontos disputados.
Lancenet

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