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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Retrospecto, liderança e característica única: a falta que Renato faz ao Santos


Sem o camisa 8, o Peixe se perde e vive momento ruim no Campeonato Paulista. Expectativa é de que o veterano retorne no clássico contra o Corinthians, dia 4

Os torcedores do Santos têm procurado alguma explicação para a má fase da equipe, que não vence há três rodadas no Paulistão (um empate fora e duas derrotas em casa). A ausência de Renato, sem dúvida, está entre as principais justificativas. Não só pela técnica do volante de 37 anos, mas também por sua experiência.

O camisa 8 foi titular do Peixe na primeira rodada, na vitória por 6 a 2 contra o Linense, e depois sentiu estiramento na panturrilha direita durante um treino. Desde então, os santistas derrotaram o RB Brasil por 3 a 2, com gol polêmico nos acréscimos, perderam para São Paulo e Ferroviária, na Vila Belmiro, e ficaram no 0 a 0 diante do Ituano.

Além da qualidade de um atleta que já foi da seleção brasileira e é ídolo até hoje no espanhol Sevilla, a saudade que o torcedor alvinegro sente de Renato vem de dois fatores: a liderança e as características difíceis de serem repostas. 


Dorival costuma dizer que Renato é o ponto de equilíbrio do time. Capitão ao lado de Ricardo Oliveira, ele é quem dita o ritmo em campo, acalma e orienta os mais jovens. Com a bola, coordena a saída de jogo, quase não erra passes e preenche bem os espaços na intermediária. A torcida brinca que ele atua de terno. 

O reflexo da lacuna deixada pelo volante está nos números. Desde o seu retorno ao clube, em maio de 2014, o aproveitamento do Santos com ele em campo é de 64,8% – 73 vitórias, 28 empates e 26 derrotas. Sem ele, é pior: 14 vitórias, sete empates e 14 derrotas (46,6%). 

– É claro que o Renato faz muita falta. É um jogador único, muito importante, mas temos trabalhado para substituí-lo bem. Sem ele e Ricardo Oliveira, estamos procurando por outras lideranças no elenco – disse Dorival.

Leandro Donizete tem sido o escolhido para a vaga de Renato. O ex-Galo, porém, tem estilo de jogo diferente. O General não tem a mesma qualidade no passe e se destaca pela "pegada" na marcação. 

Para o bem do Peixe, Renato está em fase final de recuperação da lesão muscular e a expectativa é de que retorne no clássico contra o Corinthians, dia 4, na arena em Itaquera, pela sétima rodada do Paulistão. O Santos volta a campo no sábado, às 17h, para encarar o Botafogo-SP, na Vila Belmiro, em jogo válido pela sexta rodada. GE

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