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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Problemas extracampo colocam elenco do Santos contra diretoria



Contando o amistoso contra o Kenitra, no último dia 28 de janeiro, no Pacaembu, o Santos já contabiliza 14 gols em apenas três jogos no ano. Além disso, o Peixe tem duas vitórias, segue invicto e é líder do grupo D do Campeonato Paulista. Teoricamente, o ambiente no clube deveria estar bom, já que o time comandado pelo técnico Dorival Júnior está correspondendo dentro das quatro linhas. Porém, problemas extracampo têm atrapalhado o alvinegro neste começo de temporada.

O principal deles surgiu na última sexta-feira e serviu para rachar de vez a relação entre elenco e diretoria. A cúpula do alvinegro decidiu demitir o gerente de futebol Sérgio Dimas. A mudança não agradou os jogadores, que tinham boa relação com o profissional. Por conta disso, os integrantes da comissão técnica e os atletas se reuniram com o presidente Modesto Roma Júnior para tentar reverter o quadro. O mandatário, porém, apenas resumiu que a demissão aconteceu por conta de um assunto ‘interno’ e informou que não irá voltar atrás.

A situação revoltou ainda mais os jogadores. Comandados pelo lateral-esquerdo Zeca, eles decretaram greve de silêncio e não falaram com a imprensa após a vitória por 3 a 2 sobre o Red Bull Brasil, neste domingo, no Pacaembu. Modesto não gostou da atitude, mostrou-se irredutível e não pretende mais conversar sobre o assunto com os atletas. Tanto que o superintendente Dagoberto dos Santos será o encarregado de resolver o problema com o elenco.

Inicialmente, foi especulado por um dos assessores particulares do presidente que Dimas havia sido demitido após esquecer um prazo de inscrição na Conmebol para a Copa Libertadores da América. O mandatário negou o fato e disse que o corte faz parte de uma série de mudanças que irão acontecer no departamento de futebol.

Porém, segundo apurado pela Gazeta Esportiva, o gerente de futebol foi demitido por uma questão política. Isso porque ele teria contato com membros opositores da atual diretoria. E como acontecerão eleições no clube em dezembro deste ano, a cúpula optou por buscar um profissional ‘de confiança’. Interinamente, o analista Alexandre Ceolin, que chegou recentemente do Atlético-MG, assume a função.

Caso Noguera
Antes da gota d’água com a demissão de Dimas, um outro problema já vinha tumultuando o ambiente no Santos. Depois do amistoso contra o Kenitra, no Pacaembu, o zagueiro Fabián Noguera ameaçou um repórter após ler uma crítica em uma rede social. Mesmo com a ocorrência sendo divulgada pela imprensa, a diretoria do clube não quis comentar o assunto e também não aplicou nenhuma punição efetiva ao argentino.

Além disso, o defensor se reuniu com os jogadores do Peixe para dizer que o jornalista mentiu nas acusações. Diversos atletas acreditaram na versão de Noguera e ficaram contra o repórter. Porém, pessoas próximas do zagueiro afirmaram que ele assumiu a culpa do ocorrido, mas que vai negar o fato publicamente, pois não quer ser um ‘réu confesso’.
Noguera negou ameaça para elenco, mas confessou culpa para pessoas próximas (Foto: Ivan Storti/ Santos FC)

Tentando amenizar a situação, o presidente Modesto Roma Júnior propôs que o argentino confessasse a ameaça e pedisse desculpas ao profissional de imprensa. Porém, após o elenco se fechar contra a diretoria por conta da demissão de Dimas, o problema com Noguera acabou sendo ofuscado e não deve ser resolvido nos próximos dias.

Fato é que, apesar das boas apresentações no começo de 2017, o Santos entrará em campo pressionado no clássico contra o São Paulo, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), na Vila Belmiro, em duelo válido pela terceira rodada do Campeonato Paulista. Gazeta Esportiva

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