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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Premiações e patrocínios fazem Santos 'mudar de patamar' no mercado



Quem acompanha o Santos há pelo menos dois anos deve ter visto que o clube se acostumou a ser figurante no mercado da bola. Com graves problemas financeiros deixados pela gestão anterior, o presidente Modesto Roma Júnior assumiu o Peixe no começo de 2015 sem poder fazer grandes contratações e ainda vendo diversos jogadores entrarem na justiça e deixarem a Vila Belmiro por conta de atrasos salariais.

Porém, parece que tudo mudou neste final de ano. Logo após o término do Campeonato Brasileiro, o alvinegro concretizou o acordo para trazer o zagueiro Cleber, ex-Corinthians e que estava no Hamburgo, da Alemanha. O detalhe é que o clube desembolsou a bagatela de 2 milhões de euros (cerca de R$ 7,3 milhões), em duas parcelas, por 60% dos direitos econômicos do defensor de 26 anos.

A contratação de Cleber foi apenas um indício de que o Santos pretende investir alto durante o período de negociações. Acreditando que o técnico Dorival Júnior já tem uma base sólida, a ideia da diretoria é trazer reforços pontuais e 'cascudos' para a disputa da Copa Libertadores da América.

Na lista de nomes analisados pelo Peixe estão Marinho, do Vitória, Robinho e Cazares, do Atlético-MG, Marcos Guilherme, do Atlético-PR, Berrío e Guerra, do Atlético Nacional, Willian Tesillo, do Santa Fe, e o centroavante Luis Fabiano, que rescindiu seu contrato com o Tianjin Quanjian, da China, e está livre para negociar.

A nova realidade do alvinegro foi alcançada em função da boa campanha da equipe no Brasileirão deste ano. Terminando com o vice, o Santos recebeu R$ 10,7 milhões pela premiação da CBF. A boa colocação também confirmou a vaga para a Liberta de 2017. E por conta dessa classificação, o clube está muito próximo de garantir o patrocínio master da Caixa para a próxima temporada, no valor de R$ 15 milhões.

Além disso, o Peixe ainda espera receber uma quantia em dinheiro do Esporte Interativo, por conta de um acordo para as transmissões da TV fechada. Isso porque o Palmeiras também fechou com a emissora no final de novembro, por um valor superior aos R$ 40 milhões que o time de Vila Belmiro recebeu. Porém, por força de contrato, os santistas precisam ganhar a mesma quantia que o rival. Por fim, o clube ainda conta com os R$ 65 milhões da venda de Gabigol para a Inter de Milão, em agosto deste ano.

"O patamar é sempre ligado a receita e despesa. Fazemos as coisas analisando a despesa a partir da receita que temos. No ano passado não tínhamos patrocínio. Neste, temos praticamente tudo (refere-se ao uniforme) fechado", afirmou o presidente Modesto Roma Júnior. Terra

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