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terça-feira, 12 de julho de 2016

Palmeiras sai na frente, mas Santos reage, empata e volta ao G-4


Peixe tem mais a posse de bola, cria muito no segundo tempo, mas não consegue a virada. Desfalcado, Verdão se defende bem e volta a ocupar a ponta de forma isolada

Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1 nesta terça-feira, na casa do Verdão, num jogo em que os dois times ficaram com a sensação de que poderiam ter saído com a vitória. E, por mais contraditório que possa parecer, ambos não podem reclamar do resultado na classificação, já que o Peixe voltou ao G-4 e a equipe palmeirense reassumiu a liderança de forma isolada.

Foi um jogo em que o Santos teve muito mais posse de bola (63% contra 37%), mas foi o Palmeiras quem finalizou mais (13 contra nove). O Verdão sentiu os desfalques de Gabriel Jesus e Róger Guedes, suspensos, e, pela primeira vez no Brasileirão, não venceu em casa. O Peixe, completo, seguiu à risca a orientação de Dorival Júnior de ter a bola nos pés (trocou 252 passes, contra 135 do Palmeiras), e teve a chance mais clara para chegar ao segundo gol, com Thiago Maia. O empate acabou sendo o justo porque, como definiu Lucas Lima, "o primeiro tempo foi mais do Palmeiras, e o segundo mais do Santos".

O clássico marcou o novo recorde de público da arena palmeirense: 40.035 torcedores foram ao estádio, registrando a melhor marca desde a reabertura em novembro de 2014. A renda foi de R$ 2.847.298,80.

Com o resultado deste jogo atrasado da 14ª rodada (estava marcado inicialmente para o último sábado), o Palmeiras mantém a liderança, mas fecha a jornada com apenas um ponto à frente do Corinthians: 29 contra 28. Já o Santos volta ao G-4, com 23 pontos, mesmo número de Atlético-PR, Flamengo e Ponte Preta, mas levando a melhor nos critérios de desempate.

Zé Roberto e Vitor Bueno - Palmeiras x Santos (Foto: Marcos Ribolli)

Tite, técnico da seleção brasileira, esteve no estádio. Ele ressaltou a importância de estar sempre presente nos jogos para poder observar melhor os jogadores. "É muito diferente de ver na TV".

O próximo jogo do Santos é contra a Ponte Preta, sábado, às 18h30, na Vila Belmiro. Já o Palmeiras encara o Internacional, domingo, às 16h, no Beira-Rio.

O jogo

Antes do jogo, um fato curioso: o meia Elano, reserva do Santos, chamou o delegado da partida para dedurar Cuquinha, auxiliar-técnico do Palmeiras, que usava um celular no banco de reservas, o que não é permitido.

Ainda antes de a bola rolar, o que chamou a atenção foi a escalação de Tchê Tchê e Moisés. Ambos passaram a semana se recuperando de lesões. No sábado, ficaram fora do coletivo. Mas foram para o jogo. Moisés, porém, acabou sentindo a contusão e pediu substituição com menos de dez minutos de jogo. Antes, ainda cavou um cartão amarelo para Gabriel, numa discussão com o atacante santista. No fim do primeiro tempo, Cuca foi obrigado a fazer outra substituição: Mina sentiu uma lesão muscular e saiu de campo chorando.

O Palmeiras abriu o placar aos 6 minutos, com sua jogada característica de escanteio: batido no primeiro pau, com um zagueiro surgindo em velocidade por trás dos adversários. No caso, Yerry Mina. Foi o primeiro gol do colombiano pelo Palmeiras, e ele celebrou com dancinha, o que fez lembrar o "Armeration", de Pablo Armero, também contra o Santos (em 2010).

O Santos fechou o primeiro tempo com 63% da posse de bola, contra 37% do Palmeiras. Todo esse domínio não esteve nem perto de se traduzir em chances de gol. Pelo contrário. O Palmeiras teve cinco finalizações, contra apenas uma do Santos nos primeiros 45 minutos. Prova de que o Verdão de Cuca soube se defender e ainda conseguiu sair nos contra-ataques.

No segundo tempo, um lance polêmico: em cobrança de falta, Dudu alçou na área, e a bola bateu no braço de Zeca. O árbitro Wilton Pereira Sampaio nada marcou. "Houve um lance igualzinho com o Barrios no primeiro tempo e ele marcou a falta. Por que não foi adotado o mesmo critério agora?", disse o comentarista Mauricio Noriega, do Premiere.

Pouco depois, o Santos chegou ao empate com Gabriel. Ele pegou um rebote de uma cobrança de falta, cortou pra dentro e bateu de esquerda. A bola desviou em Vitor Hugo e tirou Fernando Prass da jogada.

Gabriel esteve presente em um lance polêmico aos 32. Antes de uma cobrança de falta do Palmeiras, ele tirou a bola do lugar, apenas para irritar os palmeirenses. Dudu, então, chutou a bola em cima de Gabigol, que se jogou no chão. Houve empurra-empurra, e os palmeirenses cobraram a expulsão de Gabriel, o que não aconteceu. Vale lembrar que Tite, técnico da seleção brasileira, estava num dos camarotes do estádio...

O Santos continuou tendo muito mais posse de bola. E, desta vez, conseguia traduzir esse domínio em chances de gol. A mais clara delas, porém, veio num contra-ataque de uma falta mal cobrada por Jean. Lucas Lima puxou o Santos ao ataque, serviu Victor Ferraz e, na sobra do cruzamento rasteiro, a bola sobrou limpa para Thiago Maia. O volante poderia até ter dominado. Mas chutou de primeira e mandou longe do gol.

Globoesporte.com

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