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quarta-feira, 22 de junho de 2016

5 ANOS DO TRI: RELEMBRE A CAMPANHA DO SANTOS NA LIBERTADORES



A conquista do Tricampeonato do Santos Futebol Clube completa 5 anos nesta Quarta Feira, (22/06). Uma conquista que ficará marcada na memória de todos os santistas, ou aqueles que gostam de futebol. Vamos agora relembrar a campanha, o caminho do Peixe até a cobiçada taça.

O Santos se classificou para a competição ao ser campeão da Copa do Brasil no ano anterior, em 2010. Time sensação do primeiro semestre, o alvinegro entrou como um dos favoritos ao título. O Peixe tinha o reforço de Elano, que voltava da Turquia e no comando da equipe estava Adilson Batista. A estréia santista foi contra o Deportivo Táchira, fora de casa. 

A conquista do Tricampeonato do Santos Futebol Clube completa 5 anos nesta Quarta Feira, (22/06). Uma conquista que ficará marcada na memória de todos os santistas, ou aqueles que gostam de futebol. Vamos agora relembrar a campanha, o caminho do Peixe até a cobiçada taça.

O Santos se classificou para a competição ao ser campeão da Copa do Brasil no ano anterior, em 2010. Time sensação do primeiro semestre, o alvinegro entrou como um dos favoritos ao título. O Peixe tinha o reforço de Elano, que voltava da Turquia e no comando da equipe estava Adilson Batista. A estréia santista foi contra o Deportivo Táchira, fora de casa. 

Deportivo Táchira 0 x 0 Santos (Estádio Pueblo Nuevo) – 15/02 

O primeiro jogo do jovem time santista foi na Venezuela. O peso da estréia e a falta de pontaria foram determinantes para o time, que ficou no empate de 0x0 com os venezuelanos. O modo como a equipe se comportou não agradou boa parte da torcida, que começava a pegar no pé do então treinador santista, Adilson Batista. 

Santos 1 x 1 Cerro Porteño ( Estádio Urbano Caldeira) – 02/03

Adilson Batista não aguentou muito tempo no comando do Santos. Embora estivesse fazendo uma campanha razoável no Campeonato Paulista, o modo como o time estava jogando não agradou boa parte da torcida e, como consequência, da diretoria, que optou pela saída do treinador, que ficou apenas 3 meses no Santos. Coube ao interino Marcelo Martelotte comandar a equipe no segundo jogo da Libertadores. O que parecia se encaminhar para uma vitória tranquila do time da Vila (Elano abriu o placar de pênalti) acabou virando pesadelo quando Nani empatou o jogo. Começaria ali o drama para classificar para a próxima fase.

Colo-Colo 3 x 2 Santos ( Estádio Monumental) – 06/04

Precisando do resultado, a equipe começou abrindo o placar logo aos 4 minutos com um golaço de falta de Elano. Depois, o time não conseguiu produzir mais nada e viu a equipe chilena virar o jogo para 3×1. Neymar ainda descontaria para o Peixe, porém era tarde demais. O Santos corria sério risco de ficar fora da primeira fase da Libertadores. O drama estava instalado. Foi nesta partida, em que Rafael Cabral, goleiro do Santos, promete ao um torcedor, que o time iria se classificar.

Santos 3 x 2 Colo-Colo (Estádio Urbano Caldeira) – 06/04

Com o lema “Ganhar ou Ganhar”, o Santos entrou em campo jogando sua vida no torneio. O jogo teve tensão de todos os lados. Neymar marcou um golaço, e na comemoração, colocou uma máscara com seu rosto. O arbitro aplicou o segundo cartão amarelo e expulsou o atacante santista. Elano e Zé Eduardo também seriam expulsos. O time paulista abriu 3×0, e os chilenos diminuíram para 3×2, deixando o clima mais tenso. Ao fim da partida, os santistas comemoraram a sobrevida na Libertadores e a chegada do novo técnico, Muricy Ramalho, que assistiu o jogo no camarote.


Cerro Porteño 1 x 2 Santos ( Estádio Estádio General Pablo Rojas) – 14/04

Na estréia de Muricy a frente da equipe, o Peixe tinha a dura missão de ganhar fora de casa para seguir na competição e sem alguns de seus principais jogadores, Elano, Neymar e Zé Eduardo. No dia em que completava 99 anos de história, o Santos foi bravo e valente e, com uma atuação magistral do camisa 10 Paulo Henrique Ganso, o Alvinegro conseguiu levar os tão desejados 3 pontos, e dependia apenas de uma vitória simples na ultima rodada para se classificar. Danilo marcou um golaço no começo do jogo e Maikon Leite ampliou para o Peixe na segunda etapa. O Cerro chegou a diminuir, mas já era tarde. O Santos havia renascido na Libertadores.

Santos 3 x 1 Deportivo Táchira (Estadio do Pacaembu) – 20/04

Dependendo apenas de uma vitória para se classificar, o Peixe foi atropelou o eliminado time Venezuelano. Com gols de Neymar, Jonathan e Danilo, o Peixe se classificaria em segundo lugar na competição. Começava ali, a busca pelo Tri.

Oitavas de Final
Santos 1 x 0 América (MEX) (Estádio Urbano Caldeira) – 27/04
América (MEX) 0 x 0 Santos (Estádio La Corregidora) – 03/05

Dividindo – se entre a fase final do Campeonato Paulista e as oitavas da Libertadores, o Santos foi avançando nos dois torneios. A primeira partida foi vencida com um placar magro, 1×0, gol de Paulo Henrique Ganso. Na partida de volta, enfrentando um estádio completamente lotado pelos torcedores mexicanos, a estrela do goleiro Rafael brilhou e o Santos segurou o placar de 0x0, que garantiu o Peixe nas quartas de final.

Quartas de final
Once Caldas (COL) 0 x 1 Santos (Estádio Palogrande) – 11/05
Santos 1 X 1 Once Caldas (COL) (Estádio do Pacaembu) – 18/05

O Santos sagrou-se Bicampeão Paulista ao bater o Corinthians na final. Embalado pela conquista do título, o Peixe enfrentou a altitude de Manizales e o desfalque de Paulo Henrique Ganso. A vitória por 1×0 deu ao time a tranquilidade para o jogo de volta, realizado no Pacaembu, que terminou empatado. Neymar, que marcou o gol santista, perderia um pênalti no fim da partida.

Semifinais
Santos 1 x 0 Cerro Porteño (Estádio do Pacaembu) – 25/05
Cerro Porteño 3 x 3 Santos – ( Estádio Estádio General Pablo Rojas) – 01/06

O Santos reencontrou aquele que foi seu adversário na primeira fase da Libertadores e quase complicou a vida do Alvinegro. O Cerro vinha de resultados ruins no campeonato Paraguaio e via na Libertadores a chance de salvar o ano. O Santos dominou a primeira partida e buscava fazer o resultado em casa. Conseguiu um magro placar, novamente 1×0, gol de Edu Dracena. Na partida de volta, o Santos abriu o placar logo no início, com Zé Eduardo. E ampliaria para 3×1, com dois gols de Neymar (um deles com ajuda do goleiro Barreto, do Cerro). Os paraguaios chegaram a empatar o jogo, porém nada tirou a classificação santista para a final, depois de 8 anos. Faltavam dois jogos para o TRI.

Final
Peñarol (URU) 0 x 0 Santos ( Estádio Centenário) – 15/06
Santos 2 x 1 Peñarol (URU) ( Estádio do Pacaembu) – 22/06

O Santos encontraria um velho adversário na final. O Peñarol do Uruguai foi o adversário do Peixe na Libertadores de 1962, quando o Alvinegro conquistou o título pela primeira vez. Todo o clima de “revanche” e história estavam presentes. A primeira partida, muito truncada e dificil, terminou em 0x0 e levou a decisão para o Brasil. No Pacaembu, com 40 mil santistas empurrando o time, e com gols de Neymar e Danilo, o Santos conquistaria o Tricampeonato da Libertadores após 48 anos de espera. A festa era total santista.



por Flavio De Marchi Neto

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