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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Presidente do Santos usa música de Roberto Carlos para ironizar Neymar


O presidente Modesto Roma tentou fugir da polêmica com o atacante Neymar, atleta do Barcelona, da Espanha, e considerado um dos maiores jogadores da história do Santos. Questionado sobre a declaração do craque, que avisou que não jogará no clube paulista enquanto ele estiver na presidência, o dirigente ironizou ao citar um trecho de uma música de Roberto Carlos.

"Sobre o Neymar, só posso dizer uma coisa: esse cara sou eu", disse Modesto durante o anuncio oficial da parceria com a Portuguesa Santista. O time B do Santos disputará a quarta divisão do Campeonato Paulista com a camisa do clube vizinho.

Já a briga entre Santos e Neymar se deve a sua transferência para o Barcelona. A atual diretoria do clube alega que foi lesado na ida do atacante para o exterior. A transferência tem sido investigada pela Justiça espanhola também para descobrir qual valor foi pago em sua contratação.

"Eu confio no meu pai. Eu assino embaixo o que ele falou. Eu não jogo no Santos enquanto esse cara ainda estiver lá", falou Neymar.

O Santos interpôs uma demanda arbitral diante da Fifa contra o jogador, seu pai, Neymar da Silva Santos Júnior, Neymar Sport e Marketing S/S Limitada [Neymar Sports], e o Barcelona, da Espanha, todos envolvidos na transação que levou o craque ao clube catalão em 2013.

O Santos quer ser indenizado, inclusive, com juros, pois apurou que os valores da transação não estão corretos. Para a cúpula alvinegra, Neymar foi negociado com o Barcelona por cifras que superam 83 milhões de euros.

A diretoria santista quer receber a diferença do valor anunciado [57 milhões de euros], no dia da transação, 31 de março de 2013, com o valor confirmado pela justiça espanhola [83 milhões de euros]. Os advogados do clube querem, inclusive, receber a diferença com juros. Vale ressaltar que o Santos terá que repassar a porcentagem dessa diferença questionada a DIS.

Além disso, o Santos pretende receber uma indenização por danos causados e ressarcimento das despesas referentes a ação.

O Santos confirmou, na época, que recebeu 17 milhões de euros (cerca de R$ 49 milhões) por Neymar, mas terá direito somente a 9 milhões de euros (aproximadamente R$ 26 milhões), pois teve que repassar do montante 40% a DIS, braço esportivo do Grupo Sonda, e 5% a Teisa, grupo de investidores formados por conselheiros influentes no clube, que detinham porcentagem dos direitos econômicos do atleta.

Além dos 9 milhões de euros, o Santos embolsou mais 8 milhões de euros (aproximadamente R$ 23 milhões) na transação. Isso porque na venda do ex-astro santista ficou acordado que o clube espanhol pagou o valor para adquirir a preferência de compra de mais três atletas revelados nas categorias de base do alvinegro praiano – Gabigol, que segue no clube, e Victor Andrade e Giva, que já deixaram o alvinegro praiano.

Uol Esporte

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