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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Jejum fora do G-4 vira passado, mas estigma de 'G-Santos' incomoda



A campanha do Santos ao fim das 38 rodadas do Campeonato Brasileiro pode ser comparada a um caminho de montanha russa. O time foi da zona do rebaixamento para o pelotão de cima e terminou em uma zona mediana na tabela. A decepção pela não conquista da vaga no G-4 e, consequentemente, a perda da chance de jogar a Libertadores de 2016 deixaram um ar de lamentação inevitável na Vila Belmiro.

Apesar de conformados com a opção da comissão técnica em priorizar a Copa do Brasil na reta final, torcedores e conselheiros do clube se mostram incomodados com o fato do time mais uma vez não ter encerrado a competição acima do sétimo lugar na classificação geral.

O estigma de "G-Santos" deixou de ser apenas uma brincadeira de torcedores rivais e se transformou em um tabu para os alvinegros praianos. "Todo ano é a mesma coisa. Tem que brigar até o fim. Fica essa coisa chata de G-Santos", afirmou um conselheiro, que preferiu ter sua identidade preservada.

Nos últimos anos, o torcedor santista se acostumou a comemorar títulos. Foram sete finais seguidas no Campeonato Paulista - com quatro títulos - uma Copa do Brasil, uma Recopa Sul-Americana e uma Libertadores da América. Mas, na competição por pontos corridos, desde 2008 a equipe esbarra na barreira do sétimo lugar, posição que terminou este ano e também encerrou a campanha da edição de 2013. Ano passado, o time da Vila Belmiro foi o nono. Antes disso, terminou como oitavo em 2012, décimo em 2011, oitavo de novo em 2010, 12º em 2009 e, por fim, 15º em 2008.

Essa faixa da tabela em que o clube se livra do descenso à Série B, mas também não briga por vaga na competição continental, muito menos para ser campeão, é que se apelidou de "G-Santos", justificado pelo histórico recente.

E isso tem afetado muito os planos de retornar à Libertadores. Em 2016, o Santos irá para o quarto ano seguido em que poderá apenas secar seus rivais. Aliás, o sentimento ruim se maximizou em razão do Trio de Ferro, como são conhecidos os grandes da capital paulista, estarem todos classificados. "O problema não é nem torcer contra, porque isso a gente faz em qualquer competição. Mas ficar de fora de novo é complicado", disse um torcedor, também preferindo não se identificar.

"Estou aqui há cinco anos e o Santos, do meio para fim (do campeonato), se destaca. O que impossibilita chegar é o começo do campeonato. Isso foi colocado para eles, que era importantíssimo pegar uma gordura no início do campeonato. Era importantíssimo mudarmos essa história, mas, não conseguimos", declarou Marcelo Fernandes, antes de entregar o cargo para Dorival Júnior.

"O segundo turno é sempre mais complicado, porque as equipes já vão traçando seus objetivos e a gente tem que ir para todos os jogos como uma verdadeira decisão. Isso gera um desgaste muito maior. Não existe margem de erro", afirmou o atual técnico à época, pouco depois de tirar a equipe da zona de rebaixamento, lugar que o Santos frequentou por cinco rodadas.

O ponto positivo na campanha desta temporada é que Dorival Júnior conseguiu recolocar o time alvinegro dentro do G-4. Depois de 187 rodadas, cinco anos e um recorde negativo entre clubes da Série A, o Santos assumiu o quarto lugar na 29ª rodada do Brasileiro, depois de uma vitória por 3 a 1 em cima do Fluminense, na Vila Belmiro. A última entrada havia acontecido na longínqua 31ª rodada do nacional de 2010.

No fim, porém, os jogadores não suportaram o desgaste devido às finais da Copa do Brasil e, com muitos reservas, o time acabou perdendo pontos importantes e deixando o G-4 após seis rodadas, encerrando, assim, o Campeonato Brasileiro sem superar o sétimo lugar pelo oitavo ano seguido.

ESPN

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