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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Santos se aproxima de DIS, mas salário pode emperrar volta de Ganso



O velho sonho da atual diretoria santista em trazer Paulo Henrique Ganso de volta à Baixada está mais vivo do que nunca. Nesta terça-feira, Modesto Roma Júnior se reuniu com Roberto Moreno, presidente do grupo DIS, e tratou de diversos assuntos. Em meio a conversa, o mandatário alvinegro confirmou o desejo de tirar o camisa 10 do São Paulo. Moreno viu a possibilidade com bons olhos, principalmente por causa de uma dívida do Tricolor do Morumbi com o Grupo DIS e pela possibilidade de valorizar novamente o atleta.

Por enquanto, as conversas estão em estágio preliminares. O Peixe ainda não procurou os representantes do jogador e sequer entrou em contato com o São Paulo. A ideia é alinhar o plano com o grupo DIS, que detém 68% dos direitos econômicos de Ganso, e bolar uma proposta que atenda os interesses do jogador e do clube da Capital.

Esse é o principal entrave para os santistas. Ganso recebe R$ 300 mil por mês e não sairá do São Paulo para ganhar, no máximo, um salário igual. Sem condições de contratar o meia em definitivo, o Santos pretende abrir negociação por empréstimo. Porém, como o teto estipulado por Modesto Roma Júnior para o elenco é de R$ 200 mil por mês, mesmo que o Tricolor aceitasse pagar parte do salário de Ganso, o time da Vila Belmiro teria de subir sua oferta para atrair o interesse do jogador.

Por outro lado, um fator que pesa em uma possível saída de Paulo Henrique Ganso do São Paulo na próxima janela de transferências é o contrato com o meia acabar em setembro de 2017. Neste cenário, Ganso até poderia aceitar ser emprestado ao Santos por um salário equivalente ao que recebe atualmente. Para isso, o Tricolor teria de se movimentar no sentido de prorrogar o contrato do meia, no mínimo, por mais um ano.

O São Paulo já recusou propostas por Ganso de Napoli (Itália), Monaco (França), Orlando City (Estados Unidos) e Flamengo. Mas um estreitamento na relação entre Santos e DIS pode facilitar as coisas. Antes desafetos, clube e grupo de investimentos têm conversado com o intuito de resolver algumas pendências, inclusive judiciais, e, quem sabe, selarem um acordo.

Quando contratou Ganso, em 2012, o São Paulo, então dirigido por Juvenal Juvêncio, pegou R$ 23,9 milhões para adquirir o percentual de 45% que o Santos detinha do jogador. O clube alvinegro ainda conseguiu impor uma cláusula de comissão de 5% do valor de uma futura transferência.

Apesar de ter saído do Peixe em atrito com a diretoria da época e ser hostilizado pela torcida santista toda vez que retorna à Vila Belmiro, Ganso não enxerga qualquer problema em voltar a jogar pelo clube que o revelou para o futebol. Da mesma forma, Modesto Roma Júnior deixa claro que o problema do jogador não foi com o Santos, e sim com Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, ex-presidente. O atual mandatário é fã do camisa 10 e garante que o faria ser aceito novamente pela torcida, que chegou até a pichar sua imagem no muro do CT Rei Pelé.

Gazeta Esportiva

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