quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Ex-membro do CG do Santos critica Modesto Roma por mudança nas datas finais da Copa do Brasil



Um dos dirigentes influentes do Santos durante todo o primeiro semestre, José Renato Quaresma não engoliu a decisão do presidente Modesto Roma Júnior de solicitar o adiamento das finais da Copa do Brasil. Originalmente, o primeiro jogo já teria ocorrido na quarta-feira da semana passada, enquanto o segundo seria em 25 de novembro.

Atendendo ao pedido do Peixe, a CBF postergou para 25 de novembro e 2 de dezembro os duelos contra o Palmeiras, que decidirão o campeão. “A gente tinha que pegar o Palmeiras agora, em meio a essa dificuldade toda que eles estão vivendo. Foi um erro estratégico muito grave”, avalia Quaresma, que foi membro do Comitê de Gestão até junho, quando vetou o retorno de Oswaldo de Oliveira.

O Palmeiras perdeu cinco dos últimos seis jogos disputados no Brasileirão. Em casa, são três derrotas consecutivas, diante de Ponte Preta, Sport e Vasco. “Como o Palmeiras já não briga por mais nada no Brasileirão, vai focar nos próximos dias em fazer uma preparação especial para as finais. Enquanto isso, o Santos vai se desgastar no Brasileirão. E isso pode ser um grande problema para nós”, acrescenta.

Quaresma garante ter salvado Modesto de vários erros enquanto dirigente. “Ele teria contratado o Felipe (ex-goleiro do Corinthians), o Dagoberto (ex-atacante do São Paulo), entre vários outros jogadores. Mas o pior mesmo seria a volta do Oswaldo de Oliveira. Eu e outros membros do Comitê batemos o pé e impedimos o retorno, que já estava fechado.”

Sem o aval do Comitê de Gestão, o presidente se viu obrigado a pensar em outro nome e contratou Dorival Júnior. Ainda assim, destituiu todos os conselheiros que foram contra sua decisão. “E agora o novo Comitê de Gestão só aceita tudo o que o presidente fala”, detona Quaresma, preocupado com o futuro santista.

Por Jorge Nicola

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