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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Com cinco clientes no Santos, agente de Ricardo Oliveira é acusado de aliciamento por concorrentes


Não é apenas Ricardo Oliveira que anda moral de sobra no Santos. Seu empresário, Augusto Castro, transformou-se no mais influente agente na Vila Belmiro nos últimos meses. Em janeiro, o carioca tinha apenas Ricardo Oliveira como cliente no Alvinegro. Hoje, a Goal Sport Promotian, empresa de Castro, também é responsável pelas carreiras dos meias Marquinhos Gabriel e Léo Citadini, do lateral-esquerdo Zeca e do lateral-direito Daniel Guedes.

E a lista pode aumentar em breve: o agente tem mantido conversas para se tornar o representante de Thiago Maia. O volante, inclusive, ganhou um Ford Fusion, que custa pouco mais de R$ 120 mil. “Estou orientado pelos meus advogados a não falar sobre o Thiago Maia, mas eu pergunto: por que ele aceitou o carro?”, indaga, dando a entender que a promessa do Peixe só ficou com o presente porque está insatisfeita com seu agente atual, Juan Figer.

O crescimento repentino de Castro no Peixe tem despertado a ira de outros colegas de profissão. “Esse empresário está usando o nome do Ricardo Oliveira para abordar os jogadores”, acusa Guilherme Miranda, agente do lateral Emerson Palmieri, que está emprestado à Roma, da Itália. “Eu nem sei quem é Emerson Palmieri”, responde Castro.

A influência de Ricardo Oliveira sobre os demais atletas do elenco também é minimizada por Castro. “Não tem aliciamento. Eu não uso o Ricardo para nada. O máximo que acontece é alguns consultarem o Ricardo, para saber sobre minha forma de trabalho. Algo normal”, finaliza.

“O Marquinhos Gabriel estava sem empresário. O pai do Léo Citadini veio me procurar para propôr um acordo. Já o agente do Zeca e do Daniel Guedes fez uma parceria comigo. É a lei do mercado. Se eu agencio Ricardo Oliveira, Fernando Prass, Alecsandro e Leonardo Silva há mais de dez anos, é porque tenho méritos”, justifica Castro. 

Parceria forte:
Após pôr Ricardo Oliveira na Vila, Augusto Castro fez outros negócios com o Santos. “Fui eu quem consegui um empréstimo de R$ 8 milhões para o clube, quando havia dois meses de salários atrasados”, diz.

Reforços de fora:
Castro ainda tentou colocar alguns jogadores de nome na Vila Belmiro na última janela. “Sugeri Sandro, Lucas Leiva, Gago, Buffarini… mas não houve acerto”, explica.

Por Jorge Nicola

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