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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Thiago Maia fala em ficar no Santos e quer fim de polêmica: "Para com isso!"

Volante mostra desejo de renovar, afirma saber conduzir situação com presidente e diz estar tranquilo; dirigente não vê indefinição por 28% dos direitos como empecilho

Thiago Maia quer ficar no Santos e renovar seu contrato, válido até fevereiro de 2016. O jogador se diz tranquilo, apesar das declarações duras do presidente Modesto Roma Júnior. Ele afirma saber lidar com a situação e esperar encerrar a polêmica o mais breve possível.

O desejo foi confirmado pelo jogador na manhã desta quinta-feira, na saída da delegação do Peixe do local onde o time estava concentrado em Florianópolis, após vencer o Figueirense, na quarta-feira à noite, por 1 a 0, no estádio Orlando Scarpelli. O resultado no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil permite que o empate assegure classificação às semifinais, na próxima quinta-feira, às 21h, no Pacaembu.

– Tranquilo. Sei levar (conversa com presidente). Sabia que teria isso aí (polêmica), mas será resolvido o mais rápido possível. É, mas isso (divergência sobre os 28% dos direitos econômicos) vai ser resolvido para parar com isso aí – disse o volante, titular na vitória santista.

De acordo com o diretor-executivo Dagoberto Santos, a divergência sobre os 28% dos direitos não é um empecilho para fechar a renovação. O volante está apto a assinar um pré-contrato com qualquer clube, e o Peixe suspeita de que seus agentes estejam adiando a conclusão da renovação para negociá-lo sem gerar compensação financeira ao Santos. 

– Não vejo isso como empecilho para o negócio. Nós nos comprometemos a repassar 30% ao atleta, no caso de uma venda. Não é esse problema que vai impedir que a negociação avance. Ele passa a vontade. Isso fica muito claro nos jogos em que participa, a determinação e a vontade de querer ficar. Mas é uma questão de negociação. Temos de caminhar mais negociando. Por parte do Santos, o quanto antes (resolver), melhor. Mas temos de dar tempo ao tempo. Está em fase final de negociação. Esperamos ainda nesta semana ter uma conversa com o atleta para resolver definitivamente esse assunto – afirmou o dirigente.

O dirigente também confirmou a irritação da diretoria com a contraoferta dos empresários de Thiago Maia de prorrogar o vínculo do jogador de fevereiro a julho de 2016. Ou seja, até a janela de transferências subsequente. O volante é representado por Juan Figer.

– Isso foi quase um insulto querer imaginar que nós vamos fazer uma negociação com prorrogação de contrato por quatro meses para acabar na janela de julho. Considerei uma brincadeira – disse.

O volante revelado nas categorias de base do Santos tem 18 anos, soma 26 partidas e um gol pelo time da Vila Belmiro.

A proposta salarial do Santos é: R$ 85 mil (no primeiro ano), R$ 90 mil (segundo ano), R$ 110 mil (terceiro e quarto ano) e R$ 120 mil (quinto ano), fora o pagamento de luvas (premiação concedida no ato da assinatura).

Entenda o caso

Os direitos econômicos de Thiago Maia são divididos entre Santos (72%) e um grupo de investidores (28%) de nome não revelado. O atleta alega não saber como perdeu a porcentagem, repassada aos investidores na administração anterior à do presidente Modesto Roma Júnior, comandada por Odilio Rodrigues.

O volante pretende resgatar a porcentagem que julga ter direito nessa renovação, mas o Santos não tem interesse em compensá-lo financeiramente. Os dois lados não querem manter os 28% ligados aos tais investidores misteriosos.

A solução para o caso oferecida pelo Santos é a seguinte: assinar agora um pré-contrato vigente a partir do dia 1 de março de 2016, válido por cinco anos, com 100% dos direitos econômicos vinculados ao clube, dentro das normas da nova lei da Fifa, que proíbe desde o dia 1º de maio a participação de investidores. A manobra excluiria a participação da empresa. 

Como contrapartida ao atleta, que julga ser dono dos 28%, o Peixe promete pagar um montante de luvas e repassar o equivalente a 30% em uma futura venda ao jogador. Mas os advogados ligados aos empresários do volante, representado por Juan Figer, apontam a possibilidade de o atleta não receber esse dinheiro, pois temem uma ação do grupo de investidores.

Globoesporte.com

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