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quinta-feira, 5 de março de 2015

Modesto coloca auxiliar-técnico como interino e explica saída de Enderson


Presidente diz que Marcelo Fernandes comandará o Santos no domingo em Ribeirão Preto, fala sobre os motivos da saída do treinador e evita botar prazo para substituto

O presidente do Santos, Modesto Roma, convocou uma entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, na Vila Belmiro, para explicar a saída do técnico Enderson Moreira - fato comemorado pelos jogadores.

Modesto disse que a decisão foi "em comum acordo" e negou que tenha sido motivada por problemas do treinador com os jogadores mais jovens do elenco, os chamados "Meninos da Vila".

O dirigente também já adiantou que o auxilar-técnico Marcelo Fernandes (ex-zagueiro do clube nos anos 90) comandará o time no domingo, diante do Botafogo, em Ribeirão Preto, pela oitava rodada do Campeonato Paulista. 

Confira abaixo alguns tópicos da coletiva de Enderson:

Decepção com o Enderson ? 
- Não fiquei decepcionado com a postura de um profissional sério. O fato de eu não concordar com algumas coisas não me traz decepção. Não tenho vaidades de decepção. É só questão de conversar com as pessoas claramente.

Quem será o treinador?
- O clube é muito conhecido. Nenhum treinador não conhece o Santos. É importante que goste de trabalhar com o perfil do Santos. Não adianta eu contratar um treinador que não tenha a alma de torcedor santista. Temos que encontrar um treinador que se encaixe no projeto do Santos Futebol Clube. O projeto é do Santos. O treinador que tem que se encaixar.

Sobre as críticas de Enderson à base 
- Não é uma questão de xodó. Não tem a ver com críticas à base. A questão não tem a ver com ninguém tentar impor sua opinião. Não teve, em nenhum momento, nenhuma queda de braço. Não estávamos disputando nenhuma luta interna. Nós temos um plantel com um ambiente muito bom. Por alguma razão, o Enderson externou o ponto de vista dele, que nós temos que respeitar.

Santos estava insatisfeito com Enderson?
- Insatisfações com o Enderson, não temos. Temos questões pontuais, que nós fomos falar com ele pela manhã. Em vez de ir ao dentista, fui conversar com o Enderson. Não existe uma insatisfação pontual.

Elenco se queixou de Enderson?
- Não ouvimos nenhum "mimimi" de ninguém. O plantel do Santos é um plantel maduro. Eles não foram reclamar de ninguém, como o Enderson não reclamou de ninguém. Não foi nada encomendado.

Sobre declarações recentes de Enderson, em tom de cobrança
- Hoje li os jornais e fui conversar com o Enderson sobre as declarações dele. O diálogo é a melhor coisa a se fazer. Não fui cobrar. Não tenho que cobrar a colocação de ninguém. A única coisa que eu tenho é discutir as coisas que são ditas. Têm coisas que não devem ser ditas a vocês. Tem coisas que são internas.

Qual o prazo para escolha do novo técnico?
- O futebol brasileiro está mudando. Não dá para ninguém pagar mais do que arrecada. Não posso dar os passos maiores que as minhas pernas. Os treinadores precisam saber que o Santos não vai pagar salários que não cabem no orçamento. Depois vou ver notícias que o Santos não pagou os treinadores. Nós temos que ter treinadores que cabem no nosso orçamento.

Qual será o perfil do novo treinador?
- Identidade com o Santos, é ter identidade com a forma que o Santos sempre quis jogar. Não é um técnico para dizer amém, mas também não é um técnico que queira estar sozinho dentro de sua redoma, nem que queira ser dono do clube. Outro dia disseram que técnicos estavam mandando aqui dentro e técnicos, aqui dentro, não mandam.

Globoesporte.com

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