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sexta-feira, 6 de março de 2015

Enderson elogia Gabigol, mas diz que pressão pelo atacante "espanta"


Técnico, que deixou o Santos nesta quinta, afirma que o jogador tem potencial, mas ainda precisa "vencer etapas" antes de ser titular absoluto da equipe

Após sua saída do Santos, na quinta-feira, o técnico Enderson Moreira confirmou que existia pressão para que Gabriel fosse titular do Peixe. O treinador afirmou que o staff do jogador "forçava a barra". O antigo comandante elogiou o atacante, mas afirmou que o jovem ainda precisa "vencer etapas".

- O que espanta é a campanha em cima do Gabriel, do seu staff, forçando a barra. As pessoas que trabalham com ele parecem não acreditar nele. Ele tem que conquistar seu espaço de maneira tranquila, é um grande jogador, tem grande potencial, mas tem que vencer algumas etapas ainda. Agora, é vida que segue. Estou tranquilo com a minha consciência, fiz o que era melhor para o Santos no momento. O Santos hoje tem uma equipe competitiva, mesmo com as saídas repentinas no início do ano - disse Enderson, ao "Redação SporTV" nesta sexta.

O técnico negou que tivesse problemas com os jogadores das categorias de base do clube, lembrou de algumas revelações que tiveram oportunidades durante sua passagem pelo Peixe e afirmou que é preciso escolher o melhor momento para escalar um jovem.

- Sempre tive muita atenção com os garotos. Eu trabalhei com categorias de base por 15 anos. Eu já vi muito jogador da base queimado na equipe principal, jogadores que foram colocados sem nenhuma preparação. Já vi muito jogador ser colocado na arena sem condições. Tem que ter paciência. A gente deu chance para o Caju, Lucas Otávio, Leandrinho, Gustavo, a gente dá oportunidade para todos, de maneira tranquila. 

Enderson ainda afirmou que não aceitava pressão de conselheiros do Santos para a escalação de jogadores.

- Eu não aceito de forma nenhuma comentário, insinuação, em relação a escalação de fulano ou beltrano, vindo de qualquer dirigente ou da imprensa. Eu sempre prezei pelo meu trabalho, pela minha honestidade, de fazer o que eu e meus auxiliares achamos o que é correto. A escalação é de minha total responsabilidade, não aceito dividir com outra pessoa, porque a pressão vem em cima do treinador. Eu tenho que estar muito tranquilo com a minha consciência para fazer o que é o melhor que eu vejo para a minha equipe.

Globoesporte.com

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